domingo, 14 de novembro de 2010

Capitulo 7

Quinta-feira, hoje nem o som do despertador me irritou me arrumei e quando olho pela janela lá estava ele estacionado no jardim de casa me esperando para me levar á escola, desci as escadas, sai , fechei a porta e atravessei o jardim.
-- Bom dia Anny.
-- Bom dia Bêh.
Ele me beijou, em seguida abriu a porta do carro e eu entrei.
Ele dirigia até o colégio e eu pensei em contar sobre meus pais, quer dizer tudo bem que era cedo para apresentar ele aos meus pais, tipo só estamos ficando não é ? na verdade eu não sabia ao certo então resolvi não falar nada. 
-- Hey Anny, e seus pais quando voltam ?
Quee? Como assim? Era muita conhecidênca eu estava pensando nisso.
-- amanhã, porque?
Ele sorriu, mas sem desviar o olhar do volante.
-- ah eu só estava pensando no que você acha de eu conhecer eles? Se você quiser é claro.
Não é possível ele só pode ler meus pensamentos, ou estou ficando louca.
-- Claro, tipo seria legal.
-- como eles são?
-- como assim?
-- ué, são tipo de boa com seus namorados?
-- ah sim, relaxa eles são super de boa, mas...
Eu deixei a frase morrer.
-- mas... o que?
-- ah não tipo, então quer dizer que somos namorados?
Ele sorriu estacionando o carro no colégio, saiu do carro e abriu a porta eu desci esperando uma resposta.
Ele me encostou no carro e olhou em meus olhos.
-- eu não estou de brincadeira Anny.
-- isso quer dizer que...?
-- que sim, quero dizer você quer?
-- namorar com você?
-- isso está terrível, eu não posso simplesmente pedir você em namoro na frente do seu colégio.
Eu dei risada e ele me beijou, eu fui responder mais ele me interrompeu.
-- Não diga nada, precisamos entrar ok?
-- está bem.
Ele entro por um portão e eu por outro, encontrei com Lara e fomos para a sala.
-- Anny, como vai ser agora com o Bêh sendo seu professor?
-- sei lá.
Nós duas rimos.
Entramos não sala, eu não conseguia prestar a atenção na aula pensando em minha conversa com ele mais cedo, e eu ficava mexendo e remexendo meu colar até levar uma bronca da professora pedindo para que eu prestasse a atenção.
A manhã toda foi sem graça.
Na saída lá estava ele me esperando.
-- como foi seu dia hoje?
-- bem o seu?
-- também.
-- está com fome?
-- sim.
Ele me levou até um restaurante, fiquei um pouco sem graça afinal estava de uniforme, mas não fazia mal isso não importava agora.
-- Anny , eu quero fazer as coisas direitas...
eu fiquei olhando nos olhos verdes dele.
-- pode ser cedo, mas eu não queria perder tempo...
eu apenas sorri.
Ele pegou minha mão.
-- Anny sei que posso parecer meio antigo, mais eu cresci assim.
-- não acho você antigo Bêh.
Ele sorriu, aah aquele sorriso eu simplesmente amava.
-- Anny Venturelli quer namorar comigo?
-- ainda tem dúvidas? Claro que quero, você não precisava fazer tudo isso.
-- eu sei, só quis ser romântico.
Nós dois rimos.
E logo em seguida ele me beijou.
***
Tudo estava escuro, só conseguia ver uma luz no fundo eu a segui, continuei caminhando em direção á ela, mas parecia que ela se afastava eu estava com medo, sozinha tudo era frio e escuro e então eu corri o mais rápido que pude para alcança-la.
Eu a encontrei, espera era uma porta e então entrei, havia um homem, me aproximei e alguém me pegou por trás me prendendo, tentei gritar mais foi em vão, me sentaram em uma cadeira me amarrando , os dois estavam conversando não conseguia entender sobre o que, tentei diversas vezes me soltar mas não conseguia, um deles se aproximou e então percebi que ele usava máscara e o outro veio logo atrás... os dois de máscaras, o de cabelo loiros que estava na frente se abaixo e puxou meu colar que estava pendurado em meu pescoço, tentei impedir que me tirassem o colar mais não consegui e então os dois riram, espera aquele sorriso eu o conhecia e então ele tirou a máscara... o que? Não podia ser porque ele queria meu colar, porque me amarrou em uma cadeira porque?? meus olhos se enxeram de lágrimas pela decepção e ele ria de mim, ele se virou colocando o colar no bolso e eu gritei.
-- Bernardo!! BERNARDO, volte por favor VOLTE!!
Abri meus olhos dando um pulo, meu Deus era um sonho.
-- Filha!, você está bem?
Olhei direito e fui acalmando minha respiração.
-- Mãeee !!
Ela se sentou na cama e me abraçou.
-- Filha, o que houve porque você estava gritando?
-- aah era só um pesadelo , mas já passou.
-- porque você gritava por um nome de Bernardo?
Eu sorri.
-- depois conversamos sobre isso, mais me fale como foi a viajem, onde está o papai?
-- ele está lá em baixo tirando as coisas do carro.
O som do despertador tocou, eu a olhei com cara de desanimo e ela sorriu.
-- Não precisa ir á escola hoje querida.
-- Obrigada mãe.
-- então filha me conte as novidades.
-- bom, não há nada de novo, só que...
Ela me olhou curiosa.
-- estou namorando.
Ela fez cara de surpresa e depois sorriu.
-- Meu Deus quando isso aconteceu?
--ah não faz muito tempo, para ser exata ele me pediu em namoro ontem.
-- e como ele é ? 
-- então , eu estava pensando em fazer um jantar ou coisa assim para eu apresentar ele para você e o papai, o que você acha?
-- ótima idéia.
Eu abracei novamente.
-- Mãe, e agora vocês vão ficar de vez?
Ela hesitou.
-- então filha...
-- então o que mãe? Vocês não vão ficar?
-- você sabe filha que nós trabalhamos lá ...
-- mais mãe, vocês podem trabalhar aqui também.
-- eu sei, mais eu fui promovida estou ganhando melhor, e estamos pensando em você vir com a gente.
-- o que?
-- é filha, não é certo você ficar sozinha aqui.
-- não mãe, mais é aqui que estão meus amigos, o Bernardo a Lara, não posso.
-- mas você não pode ficar aqui sozinha.
-- mais já estou acostumada a ficar sozinha, não me importo.
-- Filha, nós colocamos a casa á venda.
-- o quee?
-- é, não podemos pagar lá e aqui só para você.
-- eu posso conseguir um emprego e ajudar nas dispesas mãe, mais por favor não venda.
-- é preciso...
-- eu não quero ir, nem que se eu tiver que morar na Lara, ou no Bernardo.
-- Anny você não pode simplesmente se mudar para casa dos outros, não é certo, você tem que ficar com a gente.
-- eu vou morar com o Bernardo mãe.
-- nós nem o conhecemos..
-- mas vão conhecer, hoje á noite.
-- tudo bem.
-- até quando vocês ficam?
-- segunda.
-- só?
-- é temos que voltar para o trabalho.
Minha mãe se levantou e saiu, peguei o telefone e liguei para o Bernardo.
-- oi Anny.
-- Bêh, o que vai fazer hoje á noite?
-- Nada, porque?
-- queria que você viesse para o jantar aqui em casa pode ser?
-- tem certeza?
-- sim
-- ok, ás oito?
-- pode ser.
Desci as escadas e abracei meu pai.
-- sua mãe já contou a novidade?
-- sim, e eu tenho outra novidade para você, eu não vou.
-- como não vai?
-- não vou largar aqui.
-- como assim?
-- Pai, já conversei com a mãe e expliquei tudo, ah e temos convidado para o jantar hoje.
-- ah você chamou a Lara?
-- não, meu namorado.
-- namorado?
-- é pai, hoje á noite vocês vão conhecer ele.
Normalmente eu e meus pais sempre nos demos muito bem, nunca tivemos problemas de confiança e foi por isso que eles viajaram e me deixaram morando sozinha por esses tempos, claro que eles voltavam de vez em quando nos finais de semana, mais eu passava a semana toda sozinha e nunca tive problemas e então porque agora eles estão querendo me arrastar para lá? Não quero largar meus amigos e nem o Bernardo.
***
O dia passou rápido e logo a noite chegou, e com isso o jantar,as oito em ponto a campainha toca.
-- eu atendo é o Bernardo.
Minha mãe estava feliz mais eu via o ciúmes de meu pai com isso, quer dizer já tive outros namorados e quando eu namorei o Marcello eles adoravam, claro que os pais dele e os meus eram melhores amigos, e teve o Lucca, o idiota do Lucca que meus pais só viram uma ou duas vezes, mais o Bernardo é diferente deles dois, é simplesmente inexplicável.
-- Oi Bêh , entre. 
Ele sorriu, e estava com um buquê de rosas vermelhas na mão.
-- Boa noite Anny, e esse buquê é para sua mãe senhora Venturelli.
-- Obrigada, mais pode me chamar de Liz.
Ele comprimentou meu pai que parecia estar mais tranquilo depois de tê-lo visto.
No jantar meus pais fizeram um monte de perguntas do tipo : quantos anos você tem?, mora onde? , faz o que da vida? E etc etc...
Pelo que parecia Bernardo tinha causado uma boa impressão, ainda bem, agora fica mais fácil deles me deixarem ficar, mais eu ainda precisava conversar com o Bernardo sobre isto, então eu o chamei para dar uma volta no jardim...
-- sabe Bêh, eu acho que meus pais gostaram de ti.
-- eu também gostei deles.
-- que bom, mais então eu tenho que te contar uma coisa.
Nós nos sentamos na mesa do bosque.
-- pode falar Anny.
-- meus pais não vieram para ficar, segunda já estão voltando...
-- poxa, que ruim.
-- é sim, mais dessa vez eles querem que eu vá com eles.
-- mais porque? Você sempre se deu bem sozinha.
-- eu sei, mais eles colocaram a casa á venda, porque não faz sentido ficarem bancando uma casa deste tamanho para eu morar sozinha.
-- e agora você vai ter que se mudar?
-- pois é , mais eu não queria e eu sei que é cedo mais eu não queria mesmo ter que ir embora e então eu estava pensando em...
-- você não precisa ir Anny, quer dizer você pode morar lá em casa.
Eu o olhei aliviada por não ser preciso eu me convidar e agora ele estava me convidando.
-- serio? 
-- claro, tudo bem que você teria que conviver com minhas manias e a do Gustavo, mais seria um prazer ter você lá.
-- ai Bê obrigada mesmo.
Eu o abracei.
-- ah mais você não tem que falar com o Gustavo antes?
-- Relaxa, o Gustavo vai adorar também.
Tudo correu bem como eu esperava, e o final de semana passou rápido e eu aproveitei muito com meus pais, e eu acabei convencendo eles que meu lugar era aqui, e eu sentiria a falta deles, e eu sentiria falta da minha casa que estava á venda, quer dizer eu cresci aqui nunca me mudei, sentiria falta do meu quarto era meu canto meu ponto de paz.
O final de semana passou e meus pais se foram e eu arrumei minhas malas para ir á casa do Bernardo, os compradores queriam se mudar ainda esta semana, tudo mudou tão depressa mais eu me sentia bem por ter o Bernardo.
-- e aí cunhadinha, seja bem vinda.
-- Obrigada Gustavo.
-- então, você pode escolher um quarto ou vai ficar no quarto do Bernardo.
Eu olhei para o Bernardo, a oferta era tentadora, mais não.
-- eu prefiro um quarto, sabe para guardar minhas coisas.
-- claro.
Eles me levaram até um quarto, era enorme e lindo onde eu guardei todas as minhas coisas e logo chegou Lara toda empolgada por ter sua melhor amiga morando com seu namorado.
Hoje já era terça-feira e amanhã os novos compradores iriam se mudar para minha casa, quer dizer antiga casa.
***
Uma semana se passou, tudo estava bem eu estava me acostumando bem morando com o Bernardo, ele me levava na escola todos os dias, eu estava bem.
Meu telefone tocou eu atendi.
 
-- oi.
-- você é a antiga dona da casa perto do bosque?
-- sim sou eu , porque?
-- porque não queremos mais morar aqui, moça anda acontecendo muitas coisas estranhas, barulhos, coisas se movendo não queremos mais.
-- como assim? Eu vivi a minha vida toda aí e nunca teve nada disso.
-- olha, não sei você mais com a gente não está dando.
-- bom, eu não posso resolver nada isso é com meus pais e eles não moram mais aqui, mais eu posso ligar para eles.
-- faça isso, não aguentamos mais.
-- ok.
Eu fiquei sem entender o porque disso? Nunca teve nada de estranho em casa, peguei o número de meus pais, tocou , tocou e ninguém atendeu, deixei para lá mais tarde eu tento de novo,mal desliguei meu telefone ele toca de novo.
-- oi.
-- é serio, isto está ficando cada vez pior, nós vamos nos mudar ainda hoje.
-- meu o que está acontecendo?
-- coisas terríveis.
A mulher desligou o telefone, ela parecia desesperada e eu me assustei o que podia estar acontecendo lá? Tentei ligar novamente para meus pais e nada... 
Mais não demorou muito para meu celular tocar de novo.
-- Alô.
-- o que você é da Liz e do Thomas?
-- filha porque? Quem está falando?
-- filha?
-- é , cadê ,meus pais?
-- estão enterrados!!
A pessoa desligou e meu coração acelerou, eu comecei a tremer não sabia se era verdade ou só uma brincadeira , mais aquilo me abalou eu não sabia o que fazer e comecei a chorar, Bernardo chegou e me viu chorar.
-- o que houve?
-- alguém me disse que meus pais estão enterrados.
-- han ? Como assim?
-- eu não sei.
Meu corpo todo tremia e eu só conseguia chorar.
-- fique calma , vamos descobrir a verdade.
Então me lembrei eu tinha o número de onde minha mãe trabalhava, respirei e liguei para lá.
-- Alô.
-- oi, eu sou a filha da Liz eu queria saber ela está aí??
-- é... filha da Liz?
-- é, por favor pode chamá-la ?
-- isso é impossível.
Eu voltei a tremer, eu estava com medo de perguntar o porque .
-- P-porque?
-- bom, ela sofreu um acidente e ela e o marido dela morreram, sinto muito.
Eu derrubei o celular, e comecei a chorar eu senti uma dor terrível dentro de mim, eu queria que fosse mais um dos meus pesadelos mais não era tudo era real, e o meu mundo desabou eu só conseguia gritar implorando para que não tivesse acontecido, e Bernardo me abraçava tentando me acalmar, eu não tive a chance de dizer o quanto eu os amava , não passei tempo o suficiente com eles eu queria ter aproveitado mais talvez se eu tivesse ido com eles , isso não teria acontecido, mais como eu saberia ? Eu não sei como aconteceu, eu precisava saber, precisava me despedir uma ultima vez.
Criei coragem e liguei de novo para aquele número.
-- Olá.
-- oi, sou eu de novo a filha da Liz e do Thomas.
-- ah oi, fiquei preocupada , você desligou o telefone do nada.
-- me desculpe, mais é que foi um choque.
-- imagino querida.
-- então, eu queria saber do funeral e como foi o acidente?
Perguntar sobre o funeral dos meus pais me deixavam se forças , mais eu precisava continuar.
-- ah então, ninguém sabe ao certo como foi, a vizinha os encontrou mortos dentro de casa e pelo o que os médicos falaram eles não tinha sangue no corpo.
-- como assim sem sangue? 
-- não sei explicar... mais então o funeral já aconteceu, ninguém achou nenhum número de família e não poderiam demorar muito para enterrar, e foi uma coisa simples com os amigos deles que moram aqui.
-- entendi, eu gostaria poder ir visitá-los.
-- claro, pode vir quando quiser eu te levo onde eles foram enterrados.
-- obrigada.
Não podia ser verdade, como isso aconteceu? E porque aconteceu? Eu não conseguia pensar, não parecia real, eu só queria acordar... 

domingo, 24 de outubro de 2010

Capitulo 6

Terça-feira 6:45 am
Não havia som que eu odiasse mais do que o do meu despertador, desci as escadas e fui para cozinha,tomei café, subi de volta e troquei de roupa e fui para escola, sai e tranquei a porta e fui.
Chego ao colégio e Lucca me para na entrada
-- oi Anny,
eu com pressa já um pouco atrasada
-- oi Lucca
e continuo andando ele segura meu braço e me encosta na parede do colégio e um amigo dele grita
-- BEIJA BEIJA 
Eu olho para Lucca e digo
--Não se atreva , e me solta 
tentando empurrá-lo, mais ele não me solta e se aproxima mais 
-- eu sempre te amei,porque não me perdoa ?
e ele se aproxima cada vez mais da minha boca 
-- Lucca por favor me solte eu já estou atrasada,nós já conversamos sobre isso me solte
e ele não solta e me beija e eu o mordo 
-- ai sua louca , o que está fazendo ?
eu o empurro  
-- eu mandei me solta inferno
e saio entro no colégio o sinal já havia tocado subo rápido as escadas chego na porta da minha sala a porta está fechada eu bato e então ele a abre foi um choque imenso 
-- B-Bernardo? O que faz aqui ?
ele sorri
-- hei Anny, caramba você estuda aqui? 
Eu vou entrando 
-- sim, e você o que faz aqui?
ele vai até o livro de chamada coloca presença 
-- ah, eu estou fazendo estagio de história.
Eu fiquei meio chocada mais depois sorri e ele também então a idiota da Mônica tinha que falar  
-- hei, você não veio aqui para dar aula? Pois bem para de papinhos com essa ridícula e nos dê aula.
Bernardo a olha e fala 
-- ridícula?
-- é ridícula.
Eu vejo que Bernardo iria fazer alguma coisa mais eu o olho e digo
-- nem liga meu , ela é louca 
Mônica continua
-- ah cala a boca menina, você que é uma maluca
eu já me levanto já estressada com o Lucca e agora Mônica ? to vendo eu meter a mão na cara dela Bernardo olha no relógio e diz 
-- vocês só tem mais uma aula e estão dispensados, Anny eu vou te esperar lá fora.
--o que vocês são ? namorados? 
Eu a olho
-- não te interessa o que somos 
  • Mônica se aproxima de mim e levanta a mão e eu seguro a mão dela eu sei que se nós brigarmos Bernardo vai se dar mal. 
  • -- não to afim de ter quebrar sua cara hoje
  • e Mônica parte para cima de mim mais Bernardo me pega pelo braço e me leva para fora
  • -- Anny por favor não caia nas ameaças dessa menina
  • -- não, fique tranquilo não vou cair nessa
  • Entro de novo na sala e ele vem logo atrás , me sento em meu lugar, fico pensando como poderia Bernardo só tem 19 anos , mal terminou o ensino médio e já está estagiando? Como? E ele é louco acabou de terminar a escola e já querer voltar para lá, ele passa a matéria dele que eu nem presto a atenção e Mônica fica me encarando o tempo todo então alguém bate na porta Bernardo atende, e um pouco depois anuncia :
  • -- Bom , gostaria de apresentar o novo aluno da sala de vocês.
  • Então ele entra , meu Deus só pode ser brincadeira.
  • -- Marcello Boulevar
  • todos me olham , é claro que todo mundo sabe de nossa história ele estudava em CNEC antes de tudo aquilo , nós eramos o casal mais feliz e popular daqui e claro que ele também me olhou surpreso, e o melhor Bernardo apresentando ele para a turma tudo estava cada vez mais estranho , eu só abaixei a cabeça e não quis pensar em nada até escutar a voz irritante de Mônica
  • -- Sente-se aqui Marcello.
  • Eu o olhei e ele também, nós não eramos mais os mesmos, há dois anos atrás ele era jogador de futebol e eu era uma fútil animadora de torcida a vida era ótima, o casal popular nós saiamos para lanchonetes eu sempre com aquelas sainhas coloridas e ele sempre o atacante do time da escola até aquela noite em que nós fugimos, meus pensamentos foram interrompidos pelo som do sinal, levantei minha cabeça e peguei minha bolsa e sai , e encontrei Marcello.
  • -- aula de que agora?
  • -- sua matéria preferida
  • -- Uau, tava afim mesmo de jogar um pouco, e você ainda líder de torcida?
  • -- Não.
  • Continuei andando e ele correu até mim.
  • -- mais porque? Você ficava tão linda com aquela roupa.
  • -- as coisas mudam ok? Eu mudei não sou mais aquela, será que você não entende?
  • -- está bem, só achei que nós dois...sabe, você quer sair comigo?
  • -- Oh meu Deus, qual parte do “ as coisas mudam “ você não entendeu? Caramba Marcello, tenta entender não sou mais sua namorada.
  • -- Mais tecnicamente nunca terminamos.
  • -- você só pode estar brincado não é?
  • -- Não, Anny, esquece o passado vamos tentar de novo, quer dizer... nós eramos apaixonados um pelo outro, nos dava tão bem.
  • -- claro, até o dia em que você fingiu morrer.
  • Meus olhos encheram de lagrimas e aumentei meu tom de voz.
  • -- você acha que tudo é simples assim, não é , definitivamente NÃO É.
  • -- Anny, sei que foi difícil e sei também que eu sou o único que sabe do segredo...
  • Meu coração acelerou e as lagrimas começaram a cair.
  • -- segredo?não há segrego nenhum.
  • -- qual é , você sabe como que tudo aquilo aconteceu.
  • -- o que você está insinuando? Foi um acidente, por favor me deixa em Paz, não me procure Marcello.
  • Deixei ele parado no meio do corredor e fui andando até o ginásio onde todos já estavam fazendo a aula, quando Lara me viu chorando ela correu até mim.
  • -- o que houve?
  • Por um momento pensei em contar tudo o que aconteceu aquela noite para ela, afinal ela era minha melhor amiga, minha companheira e eu confiava nela, mais eu tinha medo dela pensar que eu estava ficando louca, achei que aquilo tinha ficado para trás mas o passado voltou a tona e coisas estranhas voltaram a acontecer comigo eu não desejava passar por aquilo novamente, eu tentei contar mais algo mais forte não permitiu então eu menti.
  • -- Nada.
-- Anny, eu te conheço aconteceu algo eu sei.
-- fique tranquila, só estou um pouco cansada e ...estressada.
-- tem certeza?
-- claro.
Forcei um sorriso, e fomos para arquibancada, observei Marcello entra em campo ele estava feliz em voltar a jogar parecia que a vida não tivesse passado e que ele era o mesmo.
Passei a aula toda vendo as líderes os jogadores os atletas em geral, Lara ficou ao meu lado e ela observou o mesmo que eu , ela sempre me deu apoio para voltar a treinar como animadora, mas eu não tinha mais animo não tinha mais interesse.
O sinal tocou e fomos liberados como Bernardo havia dito não haveria mais aula por hoje , reunião de professores, e como ele era novato e estagiário não participaria, quando sai ele estava encostado no carro me esperando fui até ele.
-- oi, professor!
Sorri irônica, e ele sorriu.
-- Olá aluna.
Entrei no carro e fomos até o lago negro , sentamos nos bancos da praça.
-- o que você tem na cabeça para dar aulas de história ? Eu disse tirando sarro.
-- paixão?
-- por quem?
-- ou pelo o que, História.
-- ah chato.
Fiz cara de decepção e ele sorriu, o sorriso dele me fazia bem.
-- Mas então , acho que temos um problema.
-- problema?
-- não pegaria muito bem eu como seu professor, saindo contigo.
-- ah qual é? Oficialmente você não é meu professor, é só um estagiário.
-- tem razão. Mas mesmo assim.
-- ah ok, temos um problema.
Dei muita risada, meu celular tocou.
-- diga-me Lara.
-- é o Gustavo.
-- ah oi Gustavo, o que faz com o celular de Lara?
-- só to ligando para chamar você e meu irmão para um cineminha, o que acha?
-- é de família ir no cinema de manhã?
-- acho que sim. Ele riu.
-- Bernardo , cinema agora?
-- fechado.
-- ele concordo Gustavo, estamos indo para o shopping nos encontramos lá.
-- está bem.
Desliguei meu celular e o coloquei no bolso, nos levantamos e fomos até o carro e de lá até o shopping, chegamos lá na frente do cinema os dois já estavam lá , mais espera estavam abraçados eu olhei para Bernardo e ele me olho do mesmo jeito e demos risada.
-- do que vocês estão rindo? Disse Lara rindo também.
-- de vocês dois. Eu disse.
-- que filme em casal ? Bernardo disse tirando sarro.
Nós escolhemos um filme lá e entramos e o engraçado só tinha nós quatro na sala de cinema, só nós quatro mesmo.
O filme começou e Lara e Gustavo começou a se beijar, MUITO, eu e Bernardo caímos na risada.
-- então vela companheira o que esta achando do filme? Eu disse sorrindo.
-- nem estou prestando atenção, mais você sabe, não precisamos ficar de vela.
-- Não ? Sorri maliciosa. 
Ele se aproximou.
-- Você sabe que não.
-- eu não sei de nada. Me fiz de desentendida.
Ele se aproximou mais ainda, restando pouco espaço entre nós dois.
-- eu te mostro como.
Ele colocou sua mão em minha nuca e me beijou, meu corpo fico quente, minhas pernas bambas por um momento o mundo parou e só existia eu e ele, foi como um choque eu senti várias sensações de uma vez só, Lara grita e eu e ele damos risada, só nós quatro na sala de cinema o filme passando e nós nem prestando atenção, fiquei tensa pós-beijo e então fui pegar água no bebedouro e começou tudo de novo começou a sair água sozinho das torneiras sem eu ao menos tocá-las fiquei nervosa com medo de alguém ver e eu não conseguia controlar a água cada hora saia mais e mais água espirrando em mim e molhando um pouco o chão, fechei os olhos e desejei que parasse, desejei com muita força que parasse quando abri não saia mais água , voltei para sala de cinema rapidamente e me sentei – está tudo bem ? Bernardo me pergunto.
-- sim , porque não estaria? Forcei um sorriso.
-- você está com uma cara estranha.
-- relaxa, não há nada de estranho.
Fiquei fingindo que assistia o filme e ele começou a passar sua mão suavemente pelo meu braço e foi subindo de vagar pelo meu ombro e meu pescoço até me puxar para mais perto me virando para beijá-lo me aproximei mais dele e me senti segura em seus braços, fechei os olhos e ele me beijou novamente seu beijo era doce, seu hálito fresco,abri por um momento meus olhos e vi fogo atrás dele, me assustei e os fechei quando os abri de novo não havia nada ali, interrompi o beijo para olhar de novo.
-- o que houve?
-- não, nada.
Respondi rápido demais.
-- você quer sair daqui? Sei lá tomar um ar.
-- Pode ser.
Ele se levantou e eu logo atrás, pegou em minha mão e descemos as escadas do cinema Lara e Gustavo nos olharam mais nem deram muita bola, e voltaram a se beijar.
-- você está estranha Anny?
-- por que diz isso?
-- Não sei, você está meia nervosa.
-- impressão sua Bêh.
Ele me abraço e eu dei risada, ele me fazia bem, muito bem.
Andando os quatro pelo shopping, eu vi como era divertido eu e minha melhor amiga ficar com dois irmãos, eu vi que Lara estava feliz com o Gustavo paramos na praça de alimentação Lara e eu famintas pedimos comida e eles nada, será que eles nunca sentiam fome? Eu e Lara comemos, e eles nem tomaram nada.
-- Hey meninas, fiquei sabendo que hoje vai ter uma festa massa.
-- em plena Terça feira?
-- pois é , estão afim?
Eu olho para Lara e ela me olha.
-- demoro. Lara diz sorrindo.
-- pode ser, e você Bernardo?
-- ótima idéia. 
Ficamos no Shopping mais algum tempo e depois os meninos deixaram Lara e eu na minha casa escolhendo roupa para a festa hoje a noite.
-- hey, como foi ficar com o Bêh?
-- bom, muito bom.
-- será que eles vão nos pedir em namoro, ai imagina Anny eu e você namorando dois irmãos?
-- não empolga vai.
-- ah mais seria legal não seria?
-- sim.
Nós duas rimos muito, ficamos fusando no meu guarda-roupa até achar algo bom.
De noite nós nos arrumamos , coloquei um vestido azul marinho justinho e curto com uma meia pata preta, deixei meu cabelo bagunçado e passei maquiagem preta, Lara colocou um vestido roxo curto e justo também , uma sandália preta prendeu metade do cabelo e passo maquiagem roxa.
As nove da noite eles chegaram em casa para nos buscar, estavam simplesmente lindos Bernardo com o cabelo bagunçado , de pôlo preta calça jeans preta e tênis e Gustavo de pôlo vermelha, calça jeans azul e tênis e passou gel no cabelo.
Cada um foi com um carro, chegamos na festa e tava bombando cheio de gente dançando e bebendo, entramos e Lara e Gustavo foram pegar bebidas, começamos a beber tequila Lara na segunda dose já ficou zonza, e eu na terceira então fomos dançar puxei Bernardo para perto e o beijei nem tava prestando muita atenção os meus atos, Gustavo e Lara começaram a se beijar e eu e Bernardo também, as horas foram se passando e nós continuamos dançando e bebendo e rindo e beijando a festa realmente estava boa, mais percebi que Bernardo e Gustavo nem beberam ainda bem porque eram eles que ia iria dirigir.
Três da manhã, Lara e eu não paramos mais em pé já estava escorada em Bernardo e Lara no Gustavo, eles nos levaram até o carro e fomos para a minha casa.
-- você está bem ?
Toda mole respondi.
-- estou zonza.
Eu ria demais.
Bêh me pegou no colo e subiu as escadas e me deito em minha cama, e Gustavo fez o mesmo com Lara no outro quarto.
-- você vai ficar bem?
-- hey, está tarde se você quiser pode dormir aqui.
-- você que sabe.
-- é avisa o Gustavo para se ajeitar ai também, está muito tarde para vocês irem para casa.
Bernardo foi até o outro quarto e Lara já estava dormindo.
-- a Anny disse que a gente pode dormir aqui, deita ai com a Lara.
-- está bem.
Quando ele voltou eu estava tentando tirar minhas sandálias mais eu estava muito bêbada e ele me ajudou, deitei de vestido e tudo e me cobri e ele se deitou ao meu lado.
**
O despertador toca o barulho irritante e minha cabeça doendo demais para poder ir para escola eu me recusava a ir mais infelizmente tinha prova e Bernardo tinha que me dar aulas nós dois nos levantamos com muita preguiça, tomei um banho me troquei e sai do quarto e vi Lara sentada na cama.
-- meu eu não to em condições de ir.
-- mais Lara tem prova.
-- ah sinto muito, ainda bem que eu já passei em Física então nem vou.
Infelizmente eu não havia passado ainda e precisava fazer a prova, eu e Bernardo passamos na casa dele , ele tomou um banho rápido enquanto eu assaltava a geladeira dele tomei um iogurte e comi uma barra de cereal , ele pegou a pasta dele e fomos para a escola e a primeira aula era a dele, entramos juntos na sala de aula e Mônica já veio reclamar.
-- ué vocês chegaram juntos?
Eu a olhei sem paciência nenhuma com ela hoje, eu estava com sono, com a cabeça doendo e ela que não venha me encher hoje.
-- não , nós nos encontramos ali na frente e entramos só isso.
-- e os dois com essa cara de sono?
-- e o que você tem haver com isso ?
-- Meninas sente-se as duas.
Quase dormi nas aulas, mas Bernardo se saiu bem ele disfarço muito bem a noitada a sorte que ele não bebeu porque eu estava com muita ressaca, e ele me chamou :
-- Anny , venha cá preciso saber de umas atividades suas.
-- ok.
Me levantei e fui até a mesa dele, ele sorriu e olhou meu caderno e deixou um bilhete dentro, me sentei e o abri escondido:
“ Te espero na saída “
Eu o olhei e sorri , e guardei o bilhete no bolso, o sinal tocou e ele saiu e eu fiquei que nem boba sorrindo atoa até Mônica aparecer.
-- Ai você me da enjoo com essa cara de acabada.
-- Não me enche meu, não to boa para você hoje.
-- andou fazendo coisa que não devia?
-- sai daqui meu se não quiser...
Ela me interrompe.
-- se não quiser o que? O que vai fazer em ?
-- da na sua cara.
-- ui coitadinha, ou melhor você vai me mata igual tentou fazer com o Marcello?
Eu me levantei o meu sangue ferveu.
-- do que você está falando sua maluca?
-- tá na cara que no dia do incêndio você tentou matar ele.
-- eu vou matar é você sua maluca se você não sair da minha frente agora.
-- ai que medo, e agora está de olho no nosso estagiário? Se toca.
-- cala a boca Mônica se toca você.
Já estamos nos gritos.
-- você toda é ridícula garota, o que você acha que só porque foi capitã das líderes e namorou o capitão do futebol você é alguma coisa? Isso foi há anos se liga.
-- ah entendi , você tem inveja porque você sempre quis ser eu , meus namorados que nem o Lucca, e agora você quer o Marcello pode ficar com ele ok? Agora me deixa em paz.
Me virei e sai, mais ela segurou meu braço.
-- não quero o lixo das suas amigas.
Ah isso foi demais para mim , até o momento em que ela me insulta é uma coisa mas agora envolver minhas amigas foi demais , meu sangue ferveu minha mão já se fechou no automático e eu virei dando um soco na cara dela.
-- você é louca??
Ela gritou colocando sua mão na boca que sangrava.
-- não meta meus amigos no meio Mônica.
-- você só pode ser maluca, sua descontrolada.
Ela saiu correndo para o banheiro, ela merecia aquele soco por me encher o saco durante anos eu já estava de saco cheio dela, eu senti minha nuca queima passei a mão sobre minha cicatriz e ela estava quente tentei me acalmar mais meu corpo estava quente e com muita adrenalina parecia que quando eu ficava com raiva meu corpo todo respondia com esses sintomas mas eu me sentia bem, muito bem na verdade era algo emocionante, eu precisava liberar aquela adrenalina que eu estava sentindo, desci para as quadras e fiz quatro estrelas seguidas no campo de futebol, todos ficaram me olhando sem entender, nem eu me entendia mas era bom.
**
Lá estava ele, encostado no carro com os braços cruzados o sol refletia em seus cabelos loiros bagunçado, de camisa preta e calça jeans preta , e aquela botas de combates, ah aquela botas dava seu charme, me aproximei e ele sorriu, e aquele sorriso melhoraria meu dia com certeza.
-- olá professor, se saiu bem hoje.
-- você também aluna, vem comigo quero te levar em um lugar.
-- está bem.
Entrei no carro e ele dirigiu por um bom tempo até chegar em uma estrada de terra e de lá eu avistava um imenso campo todo florido, era lindo, eu nunca havia visto esse lugar nem sabia que existia, descemos do carro e ele tirou uma cesta do carro.
-- Piquenique na hora do almoço ?
-- eu gosto de coisas diferentes.
Ele tirou uma grande toalha xadrez vermelha e branca igual nos filmes onde nos sentamos, era tudo tão romântico, nos aproximamos das flores e... espera, são tulipas vermelhas, minhas flores preferidas isso era realmente uma conhecidência enorme, mas era tudo lindo, ele abriu a cesta e tinha bolos e tortas e uma garrafa com uma bebida vermelha, parecia a mesma bebida horrorosa que ele bebeu naquela noite no restaurante e havia suco de maracujá meu preferido também.
-- isso é tão, romântico.
Ele sorriu.
-- que bom que gostou. 
-- eu adorei.
Eu me aproximei o beijando e ele retribuiu o beijo me beijando novamente.
O dia estava lindo, o céu azul, o verde da grama com o vermelho das tulipas e eu e ele.
Passamos horas lá rindo e contando histórias, eu sentia como se já conhecesse ele desde sempre, eu confiava nele, eu me sentia protegida com ele meu mundo melhorava ao seu lado, eu podia estar enganada mais eu não queria me afastar mais dele.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Capitulo 5

Mensagem de texto :
“ Gustavo me chamou para sair , que tal você e o Bernardo se juntar á nós? “ .Lara.
Eu a respondo:
“ pode ser, vou ligar para ele depois te ligo”.
Procurei seu nome na minha agenda e então liguei.
-- Oi Bernardo.
-- Anny? Aconteceu alguma coisa?
-- Não eu só...
Ele me interrompe, e eu ouço vozes de homens gritando no fundo.
-- ah ta, você está bem?
-- estou, é que...
De novo ele me interrompe.
-- eu não posso falar agora ok? Depois a gente conversa Tchau.
-- ah mais...
ele desligou... na minha cara.Liguei para Lara.
-- Anny e ai vamos?
-- Não.
-- ué porque?
-- porque o Bernardo não está afim, vão vocês, eu estou um pouco cansada também.
Na verdade eu só queria andar e tomar um ar, então sai e fui andando sem rumo já estava de noite, mas mesmo assim eu fui, andei até um beco onde eu vi uns caras de preto sentados em uma mesa bebendo cerveja e falando alto, então atravessei para o outro lado da rua mais foi em vão eles me viram e começaram a gritar:
-- Heey se junte á nós.
Não falei nada, e continuei andando mais tarde demais alguém segurou meu braço.
-- porque está fugindo?
-- eu preciso ir.
-- acho que não, vem comigo mocinha.
Tentei me soltar mais foi em vão ele me levou até os caras na mesa, e eu os reconheci era os caras do shopping não dava para acreditar de novo eles.
-- Ah não, reconheci a mocinha.
Era o tal do Daniel, parecia que ele era o comandante de tudo.
-- vocês de novo.
-- pois é, senta aqui com a gente.
-- muito obrigada, mais eu estou indo embora.
Me viro e dou de cara com Bernardo segurando um copo de cerveja, todo de preto, eu não acreditei ele estava com eles.
-- Anny? O que faz aqui?
-- fui carregada para cá, mais e você? Não disse que o Daniel era perigoso?
-- e é...
-- hei vocês dois , senta com nós.
Eu o olhei e então resolvi sentar.
-- ótima idéia. Eu disse com um sorriso malicioso no rosto.
Senti que Bernardo ficou incomodado, mais qual era a dele? Mais cedo me diz que os caras eram perigosos e depois desliga o telefone na minha cara e agora eu o vejo com esses caras.
-- aceita uma bebida ?
-- claro.
-- claro que não , Anny aqui só tem alcool.
-- e?
-- meu você não bebe.
-- você não sabe, e me dê uma cerveja.
Daniel me deu um copo cheio de cerveja e eu tomei um gole grande que desceu queimando pela minha garganta mais eu não fiz cara feia pelo ao contrario sorri provocando Bernardo.
-- bom , já tomou um gole de cerveja mais precisamos ir.
Ele se levantou da cadeira, e eu o olhei rindo.
-- quem precisa ir?
-- eu e você Anny.
-- acho que não, se quiser ir vá, mais eu não.
-- uau, você viu Bernardo, sua garota não quer saber de você.
-- Anny venha comigo.
-- Não.
Bebi mais um gole de cerveja eu já estava me acostumando com o gosto, Daniel se aproximou de mim como se fosse me beijar e eu disfarcei indo para trás rindo.
-- e então o que vocês fazem aqui?
-- Bebemos e provocamos garotinhas que passam pelas ruas de noite.
-- Hum, um tanto quanto maldoso não acha?
-- não.
Ele se aproximou mais ainda, quase encostando seus lábios nos meus e então Bernardo interferiu.
-- amanhã você tem aula não tem?
Eu continuei no mesmo lugar e só virei o olhar para ele.
-- sim.
-- então, já está tarde eu te levo para casa.
-- qual é Bernardo , virou meu pai ?
-- é melhor irmos.
-- deixa a garota, ela está bem aqui com nós não está?
Na verdade não, só estava lá para provocar Bernardo, a verdade era que eu não suportava aqueles caras, e eu nem gostava de cerveja.
-- Ótima!
Tomei mais um gole, e depois outro, então Daniel se aproximou me beijando, foi tão rápido que eu nem percebi fui para trás mas ele segurou meus braços e Bernardo se levantou pegando em minha mão e me puxando para perto dele.
-- Já chega, nós vamos embora agora!
-- tá, tá vamos.
-- qual é Anny ? Fica mais.
-- eu acho melhor eu ir.
Bernardo foi me puxando para o carro.
-- o que foi aquilo Anny?
-- aquilo o que? O beijo?
-- TUDO , porque você ficou lá?. Ele disse gritando comigo.
Eu gritei também.
-- e você o que fazia lá? Você não disse que eles eram perigosos? E ainda desligo o telefone na minha cara.
-- é eles são realmente perigosos...
-- E ENTÃO O QUE VOCÊ FAZIA COM ELES?
Ele abaixou a cabeça e o tom de voz.
-- porque talvez eu seja um deles...
eu também abaixei o tom de voz.
-- Não, você não é como eles ...
-- sim eu sou, Anny você nem me conhece direito é isso o que eu faço bebo, mexo com os outros na rua é isso.
-- Não, você não é assim posso não te conhecer direito mais eu vejo nos seus olhos você não é como eles, se você fosse não me tiraria de lá, não se preocuparia comigo.
Ele se aproximou mais de mim.
-- talvez eu tenha mudado.
-- quem são eles Bêh ?
-- são só uns caras que não ligam para ninguém.
Nós nos aproximamos mais, até que o celular dele começou a tocar.
-- Oi.
-- Bernardo, pelo amor de Deus você sabe da Anny... ela sumiu!!
-- ah , ela está comigo.
-- danadinha, falou que não ia sair com a gente só para sair vocês dois.
-- pois é.
Eu o olho envergonhada e ele cai na risada.
-- o que foi?
-- era a Lara, está doida atrás de você.
Eu sorri.
Ele se aproximou novamente de mim.
-- eu adoro esse seu colar!
Eu o toquei.
-- obrigada!
Ele desviou o olhar.
-- Anny, você sabe que eu gosto de estar contigo...
-- Eu também...
Me aproximei dele.
-- mas....
-- Mas ... o que?
Ele pegou em minha mão e o seu toque me fez tremer, mas não desviei o olhar, continuei olhando fixo para ele.
-- mas... está tarde e amanhã você tem aula.
Ele soltou bruscamente minha mão, se virou e ligou o motor do carro e eu fiquei sem entender e então desviei o olhar e encostei minha cabeça no vidro e não falamos nada até ele estacionar em casa.
-- Bem, boa noite Anny.
-- Tchau.
Sai do carro desapontada comigo mesma, como eu pude imagina que ele iria querer algo comigo e mais eu me sentia uma completa idiota, subi as escadas e me olhei no espelho e vi aquela garota com os olhos castanhos, cabelos cor de mel até o meio das costas as unhas pintadas de preto, os olhos pintados de preto e então me lembrei de todo sofrimento que eu tive em outros relacionamentos, quer dizer uma garota de 16 anos não pode aproveitar a vida normalmente? Minha primeira paixão eu o conheci quando tinha 10 anos e o namorei quando tinha 13 e um ano mais tarde ele forjou morrer, fiquei meses chorando por ele, depois tentei outros garotos mais nenhum tive sucesso até conhecer Lucca que finalmente me fez sorrir e me sentir bem , mais só durou 3 meses porque eu o peguei agarrando Mônica no corredor e agora me pego pensando em Bernardo um maluco que sai com caras loucos quer dizer tudo está tão confuso porque agora que o Marcello voltou. Não entendo. Eu sei que não o amo mais, e é tão difícil pensar em tudo quer dizer eu descobri que ele não estava morto por uma carta que ele me enviou e depois um vídeo e depois ele sumiu de novo, quando eu recebi a carta eu achei que fosse uma brincadeira de muito mal gosto, e chorei por mais dias e então ele me enviou o vídeo e vi o que ele havia feito comigo na verdade eu nunca tive uma explicação para o que ele fez, eu só conseguia sentir raiva e agora que ele está de volta eu não o vejo mais como aquele por quem eu me apaixonei e sim aquele sem coração que me fez chorar meses por ele.
Pois bem Anny Venturelli eu não te permito se apaixonar de novo, repeti isso várias vezes olhando para o espelho até me cansar e trocar de roupa para dormir.
*
O som do despertador era realmente irritante, e a escola também mas eu precisava ir fiz a mesma rotina de sempre, tomar banho, me trocar, tomar café, e pegar o ônibus infelizmente,
eu odiava andar de ônibus ,cheguei no colégio tudo estava a mesma coisa tirando a parte do frio, havia esfriado demais acho que eu estava com umas três blusas e parecia que a hora passava e esfriava mais e mais achei que iria congelar para minha infelicidade entrando na sala Mônica tromba comigo e começa a me provocar:
-- você quem ressurgiu das cinzas Anny?
-- do que você está falando?
-- Marcello, o gato do seu ex namoradinho voltou e vai estudar aqui.
-- o que? Ele vai estudar aqui?
-- não sabia? Ó que dó.
Não acredito que ele se transferiu para cá, eu achei que ele iria passar só uns dias e agora isso quer dizer que ele voltou para ficar.
-- ah ok Mônica já soltou seu veneno agora me dá licença.
-- ah e Anny...
eu viro e a olho.
-- que?
-- vê se deixa ele para as outras ok ? Quero dizer você já quase matou ele uma vez não queremos correr o risco de perder o gato do Marcello de novo.
Era brincadeira não é? Ninguém merece essa garota. 
-- pode ficar com ele todinho para você.
Sentei em meu lugar e esperei a professora chegar, todas as aulas foram assim eu fiquei quieta, quer dizer ver Marcello por uns dias tudo bem mais agora ele estudar aqui é como se fosse antes nós estudávamos juntos é como se tudo voltasse , mais não é assim já se passaram dois anos em dois ano muita coisa mudou eu não sou mais aquela Anny boba que acreditava nas lindas promessas de amor de seu namorado jogador de futebol lhe fazia, não dava simplesmente para apagar o passado que nem Marcello queria que eu fizesse, a escola tava me estressando quer dizer na escola há muita informação por dia , em cinquenta e cinquenta minutos mudava completamente o assunto , nós nos confundimos muito, então se alguém reprovar ou ficar de recuperação a culpa é toda do colégio SIMPLES.
Na saída vejo Lara
-- Lara, vou dar uma passadinha no lago negro,daí mais tarde eu vou para a sua casa está bem?
ela arregala os olhos
-- está louca? Ir na beira daquele lago nesse frio? Você vai congelar lá;
-- é só um pouco, você sabe que lá me acalma
ela bufa
--sei, mais não tinha um lugar menos frio não?
Ela riu soando irônica eu apertei suas bochechas
-- hum fofinha. E sai rindo.
fui para o Lago negro parece que lá estava mais frio ainda as águas parecia não ter movimento de tão frio, me sentei na beira do lago peguei um livro dentro da bolsa e começo a ler “ Querido Jhon “ é simplesmente lindo, fico vidrada no livro que não escuto nem um barulho nem um movimento nada, só sinto duas mãos em minhas mãos costas que foi tão rápido que só me vejo dentro do lago, afundando nas águas escuras e congeladas do lago negro, fui pega de surpresa que não pude reagi e não consegui nadar, me vi afogando e morrendo congelada, mais então senti duas mãos em mim me puxando para cima, mais eu desacordei.
Abri meus olhos e me vi envolvida nos braços de Bernardo me carregando no colo até seu carro, ele me deita no banco e entra, ele corre com o carro até minha casa, eu estava tremendo de frio, meus dentes batiam uns nos outros, minha roupa estava toda molhada, Bernardo estaciona em casa abre a minha porta me pega no colo eu pego minha chave no bolso da blusa que por sorte não caiu no lago ele abre a porta e sobe as escadas comigo em seu colo, apesar dele estar todo molhado seu corpo ainda é quente ele entra em meu quarto no meu banheiro
-- vai Anny você precisa tomar um banho quente;
ele abre o chuveiro na água quente eu com roupa e tudo, ele sai e fecha a porta eu tiro todas as roupas e fico debaixo do chuveiro quente, eu ainda tremendo muito, fico uns vinte minutos debaixo do chuveiro , mais parece não adiantar muita coisa, me enrolo na toalha e saio do banheiro direto para meu quarto que é uma suíte, a porta está fechada e eu me agasalho, abro a porta do meu quarto e Bernardo está com uma mochila na mão
-- eu poderia tomar um banho?
Eu o olho todo molhado 
--claro
ele entra e vai para o banheiro e eu me deito em minha cama e me cubro com todos os cobertores que eu tenho, mais parece não adiantar parece que eu ainda estava dentro daquele lago congelante, Bernardo sai do banheiro com roupas secas ele se deita ao meu lado
--está melhor? Eu ainda estou batendo os dentes e tremendo muito
-- está m-muito frio ele me abraça e o calor do corpo dele me acalma
-- como você sabia que eu estava no lago?
ele me abraça mais forte
-- eu fui atrás de você , daí eu te vi lá e quando fui falar com você , vi um cara se aproximar achei que era algum amigo seu, então eu esperei e quando vi que ele te empurro, eu sai correndo para te salvar, e o cara saiu correndo quando me viu e eu pulei no lago para te salvar;
-- achei que iria morrer
-- eu nunca deixaria você morrer.
Eu olho pela janela e vejo começou a chover, lá fora cai uma tempestade, ele me olha parecendo uma criança
--que tal um filme?
Eu sorrio.
-- boa idéia , a Lara deixou uma seção de filmes ali em cima da prateleira
ele se levanta e vai olhando os filmes em sua mão, ele para em um
-- eclipse? Ele disse rindo
-- é, a Lara deixou aí .
ele dá gargalhadas
-- e ai Anny o vampiro ou o lobisomem ? Ele ri mais ainda
-- o vampiro é claro, porque quer assistir?
ele com cara de nojo
--não, não muito obrigada , não quero ver você gritando pelo vampirinho do filme;
-- haha engraçadinho , só para você saber eu não grito por causa dele não.
-- ainda bem , bom mais vejamos...
Ele para com de mexer os Dvds.
-- que foi Bêh?
-- você não está ouvindo?
-- não, o que?
-- tem alguém aqui.
Ele se levanta e vai para a janela, mais eu nem vejo nada só a chuva que cai lá fora.
-- Anny tem alguém rondando a casa, vou la ver quem é?
-- está louco? Está chovendo muito.
-- é serio meu.
Ele desce as escadas e sai lá fora naquela chuva e eu fico olhando pela janela toda enrrolada no cobertor e levo um susto quando ele ,e aperta eu viro e...
-- Daniel?
-- e ai.
-- pera aí ... o que você tá fazendo aqui??
-- uma visitinha.
Bernardo aparece na porta todo molhado.
-- vai embora Dan.
-- ah oloco, seção cinema ? E ninguém convida.
Passo por ele e vou até Bernardo na porta.
-- o que ele faz aqui?
-- eu não sei, não disse que tinha alguém la fora?
-- tá , já percebi, mas como ele sabe onde eu moro?
-- eu é que sei.
-- ah claro.
Desço as escadas furiosa e Bernardo vem atrás de mim.
-- Anny é serio eu não sei como ele descobriu isso.
-- o amigo é seu Bernardo.
-- ele não é meu amigo.
-- não é o que parece.
-- eu to indo embora.
-- e vai deixar ele ai?
-- ah pelo jeito vocês se deram bem não é?
Certeza que ele disse isso por causa do beijo aquela noite.
-- o problema não é você é ele.
-- ok, eu vou tirá-lo daqui e nós dois vamos embora.
Ele subiu as escadas e logo depois desceu com Daniel atrás.
-- ah e a seção cinema?
-- vamos logo Dan.
-- tchau gatinha.
-- Tchau Daniel... e tchau Bernardo.
Ele saiu e bateu a porta sem ao menos se despedir e eu nem entendi o porque, parecia até que a culpa do Daniel ser um idiota era minha, ele que era amigo do cara e não eu.
Tranquei a porta e voltei para meu quarto e acabei assistindo eclipse...sozinha.
Mais tarde mamãe ligou.
-- Oi querida, como você está?
-- Oi mamãe, bem e você?
-- também, seu pai está aqui comigo.
-- ah que bom, manda um beijo para ele.
-- mando sim, e está tudo certo aí? Ou está com algum problema?
-- está tudo bem mamãe e quando vocês voltam?
-- ah sexta-feira a noite nós chegamos.
-- ah que bom.
-- filha, vou ter que desligar. Beijos.
-- Beijos mamãe.
 Fui comer alguma coisa na cozinha e na hora que eu fui acender o fogão a chama acendeu sozinho eu assustei, eu nem relei no fogão e apenas acendeu até desisti de comer e corri para meu quarto, remexi meu colar e fui ver mais filme. De noite fui tomar banho e antes que eu ligasse o chuveiro a água começo a cair eu fiquei realmente assustada era a coisa mais sinistra que já tinha acontecido comigo primeiro o fogo e agora a água, tomei o banho e fui para internet pesquisar sobre isso, achei uma matéria interessante.
“ coisas sobrenaturais... Antigamente na Itália havia feiticeiros com poderes sobrenaturais que conseguiam levitar coisas, usar o fogo, água e ar para seu benefício, essa família era muito rara, e com o tempo foi acabando por conta de uma guerra entre duas famílias imortais que morreram por conta de um feitiço poderoso preparado por uma jovem moça que no final também acabou morrendo... mais isso são apenas lendas, ninguém sabe ao certo se realmente foi verdade.”
Fiquei paralisada na frente do computador, pera aí isso era impossível onde já se viu Feiticeiros? Imortais? Isso não existe são apenas mitos e o que aconteceu hoje comigo foi apenas coincidência essas coisas não existem isso é fato.