quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Capitulo 8

A sensação era ruim, quer dizer eu já estava acostumada a ficar bastante tempo longe deles, mas me dava agonia de pensar que eles nunca voltariam, eu queria saber o que houve, queria entender.
Eu olho para o lado e lá estava ele prestando atenção na estrada e ele me olha.
-- você está bem?
-- melhor, obrigada por vir comigo.
Ele apenas sorriu.
Depois de tudo o que aconteceu foi bom saber que eu o tinha, e claro as meninas foram lá na casa dele e ficaram comigo, Lara está lá passando um tempo, e o Gustavo também me deu força, mais ele , era como essencial,sem ele eu me sentia frágil, e quando eu estou com ele me sinto protegida de qualquer mal que possa me acontecer.
-- chegamos Anny.
Eu desci do carro, e fui andando até um velho prédio entrei pela porta de vidro da frente e havia uma moça ruiva dos olhos verdes sorridente na recepção, ela me olhou e se levantou vindo em minha direção.
-- Anny certo?
-- sim.
-- Oi, eu sou Carla com quem você falou no telefone.
Eu sorri.
-- eu sinto muito por tudo o que aconteceu, venha comigo que eu vou te dar umas coisas que são de seus pais.
-- você quer ir sozinha?
-- Não, venha comigo Bêh.
Andamos por um corredor grande com paredes amarelas e passamos por duas portas, na terceira ela abriu, entramos e nos sentamos e duas cadeiras e ela ficou em pé procurando uma chave entre as muitas em sua mão para abrir uma gaveta.
-- aqui está.
Eu peguei um envelope grande e preto, hesitei um pouco em abrir então Bernardo pegou em minha mão o que me deu forças, Carla saiu da sala e eu o abri, fui tirando as coisas de dentro.
Havia uma foto minha com eles, meus olhos se enxeram de lágrimas, eu não sei se conseguia continuar na imagem nós três aparentamos felizes, e realmente estamos felizes naquele momento, eu fechei meus olhos e desejei que eles não tivesse ido embora, mas nada mais poderia ser feito, então continuei a tirando coisas do envelope, havia documentos e entre eles uma carta endereçada para mim, eu a abri cuidadosamente e comecei a ler:
Querida Anny.”
Se essa carta chegar em suas mãos certamente aconteceu algo conosco. Filha, você precisa ser forte, para superar o que há por vir...
Nós não queríamos que fosse assim, mais infelizmente aconteceu e você precisa saber da verdade.
Você não é nossa filha biológica, há dezesseis anos atrás alguém deixou você com alguns meses em nossa porta o que foi nosso maior presente e você estava acompanhada de um colar e um bilhete dizendo para que você nunca tire este colar, pois ele é a única coisa que você tem do seus pais biológicos e você já tinha sua cicatriz na nuca.
Com você veio várias alegrias, mais existem pessoas más no mundo que estão atrás de ti por motivos que nunca entendemos muito bem, tentamos ao máximo te proteger mais alguém muito mal nos encontrou , então eu preciso que você tome muito cuidado e nunca tire seu colar, pois ele é sua proteção.
E você sendo menor de idade precisa de um tutor, ou uma no caso sua tia Valéria que está ciente que se alguma coisa acontecesse com nós ela tomaria conta de você.
De agora em diante as coisas vão ficar mais difíceis e com o tempo as verdades vão aparacer, mais sabemos que você é capaz de superar tudo.
Te amamos muito, e desculpa por tudo isso.

  • Papai e Mamãe.”

Eu paralisei lendo a carta, eu não tinha reação, então eles foram assassinados? Mais e o sangue? Não havia sangue. E eles mentiram, eu não sou filha deles. UAU. Isso sim foi um choque, e o que taria atrás de mim? Tia Valéria? Faz dez anos que eu não a vejo como assim minha tutora? As palavras vinham em minha mente, essa carta o porque de tudo isso ? Não segurei e comecei a chorar, a cair em prantos, Bernardo me abraçou sem dizer uma palavra, eu o abracei forte e queria que ele me tirasse daqui, mas minha visita não havia terminado, por mais que eu me senti traída pelos meus pais, eles eram meus pais foram eles que me criaram eu ia até onde eles foram enterrados.
Procurei me acalmar, me levantei e coloquei as coisas no envelope, peguei na mão de Bernardo e sai da sala, Carla estava lá fora.
-- quero ver onde eles foram enterrados.
-- claro, vou te levar lá.
Fomos até um cemitério daqueles antigos onde as pessoas são enterradas debaixo da terra, adamos por um gramado enorme, e chegamos onde eles estavam enterrados...
Liz Venturelli julliet e Thomas Julliet.
Era terrível ver o nome de meus pais escrito naquele concreto que significava que nunca mais irei vê-los, não consegui me conter e comecei a chorar novamente, Bernardo me abraça e eu só consigo chorar, Carla se vai e eu me sento no chão e remexo meu colar, tentando entender o porque que ele me protege, qual é o segredo? E o que está por vir...
A viajem de volta para gramado foi mais curta, pois de tanto eu chorar acabei dormindo.
Chegamos na casa de Bernardo, ele colocou o carro na garagem e abriu a porta da casa e tivemos uma surpresa...
-- SAMANTHA?
-- BERNARDOOO
Ela correu e pulou o abraçando, e eu fique a observando ela era alta e usava uma bota preta de combate tipo as que Bernardo usa, e estava com uma camiseta preta, os cabelos longos pretos e liso, olhos pretos e
Ela o soltou..
-- o que faz aqui menina?
-- vim te visitar você sumiu.
Bernardo me olhou e depois a olhou.
-- hey, essa é minha namorada Anny.
-- prazer Anny, então quer dizer que meu querido Bernardo arrumou uma namorada?
-- é o que parece...
Ela soltou uma gargalhada e depois olhou para ele tirando sarro, minha cabeça doía e eu não estava bem para isso agora.
-- bom, me dão licença mais eu vou me deitar não estou muito bem.
-- você quer que eu vá com você?
-- não, fique aqui com sua amiga.
Subi as escadas e dei de cara com Gustavo sorrindo e olhando em direção a Samantha.
-- o que você tem Anny? Está com uma cara péssima.
-- o dia não foi muito bom hoje, vou me deitar.
Ele apenas sorriu e desceu as escadas abraçando Samantha.
Pelo que parecia eles eram bons amigos, e com toda certeza eles ficaram felizes em vê-la estava estampado no sorriso deles.
Me deitei e não consegui pensar nada mais além da carta que meus pais me deixaram, e minha vida estava prestes a mudar, minha tia que eu não a via há 10 anos estava para chegar, meus pais morreram de uma forma que ninguém sabe explicar, e eu não sou filha deles e então quem são meus pais verdadeiros que me deixou este colar ? São tantas coisas que eu gostaria de saber e não achava resposta para nada, isso estava começando a me deixar louca, e agora na hora que eu mais preciso do meu namorado aparece uma velha amiga, posso estar sendo egoísta mais é assim que eu me sinto...sozinha.
Aahhh minha cabeça está estourando, e que barulheira é esta? Desço as escadas e os vejo, Bernardo e Samantha rindo juntos no sofá, quer dizer chorando de rir, gostaria de saber qual é a graça, mais simplesmente não consigo sorrir,não depois de tudo o que está acontecendo comigo, sorrir seria como se eu esquece o que houve,não há motivos para simplesmente... sorrir. Me viro para voltar ao quarto...
-- hey Anny vem aqui com a gente.
Eu o olhei, Bernardo estava sendo gentil então resolvi me juntar a eles, me sentei no sofá ao lado dele.
-- então Anny, faz quanto tempo que vocês namoram?
-- não muito, e vocês são amigos há quanto tempo?
-- aaah, muitos anos.
-- como vocês se conheceram?
Ela sorriu.
-- bom, ele me salvou de um acidente, tipo minha família toda tinha morrido e eu estava quase morrendo e ele me tirou do carro,e cuidou de mim.. daí nos tornamos grandes amigos.
-- que legal.
-- é sim, mais fazia um tempão que nós não nos viamos.
-- porque?
-- ah, eu fiquei na Itália e ele veio para o Brasil, há tipo muitos anos.
-- nossa, mais vocês se conheceram com quantos anos?
-- nem lembro. 
-- deveriam ser crianças.
Ela caiu na risada...
-- é por aí.
-- Bê, não sabia que você já foi para Itália.
-- é na verdade eu nasci lá, mais já viajei muito.
-- nossa, você nunca me disse nada disso.
-- ah, é só passado Anny.
-- ah eu sei, mais seria legal se a gente conversasse sobre essas coisas.
-- bom, desculpa não queria que vocês discutissem por isso.
-- não estamos discutindo.
Me abaixei para pegar a almofada que estava no chão...
-- Oh Deus, seu colar.
Eu segurei me colar que estava para fora na camiseta.
-- o que tem meu colar?
-- ele é...
Bernardo, a interrompe.
-- muito bonito, eu sei.. eu também gostei.
-- e realmente muito bonito,onde você comprou ?
-- na verdade não comprei, é uma herança de família, desde que me conheço por gente eu tenho ele.
Ela fixou o olhar em meu colar e depois olhou confusa para Bernardo.
-- é tão parecido com...
Ele novamente a interrompe.
-- você está se confundindo Samantha, esquece isso.
Eu não estava entendendo absolutamente nada.
-- você sabe que pedra que é ?
-- não, na verdade não sei muito sobre ele, mais porque tantas perguntas?
-- ah , nada demais, ele é parecido com o de uma amiga minha.. mas olhando melhor até que não tem nada haver.
Nós todos rimos, e senti que Bernardo se sentiu desconfortável.
-- bom, eu vou até a cozinha sabe, estou morrendo de fome.
Me levantei e fui até a cozinha, mais consegui escutar algumas coisas que eles conversavam do tipo “ Bernardo, ela não sabe? “ ou do tipo “ e o colar.. aquele com certeza é o colar..., mais ele sempre a interrompia dizendo coisas do tipo “ fique quieta samantha, você esta confundindo tudo”. Eu não estava entendendo o que estava acontecendo, mas com certeza eu iria querer conversar com ele depois.
Comi um pedaço de torta, e voltei para a sala e eles fingiram que nada estava acontecendo.
-- Bê, acho que vou subir vem comigo?
-- claro, você se importa Samantha?
-- não, imagine eu já estou indo...
Eu a olhei.
-- Para onde?
-- não sei ainda.
Ela sorriu.
-- você pode ficar aqui, não pode Bê?
-- pode sim.
-- ah obrigada, onde eu fico? 
-- tem vários quartos lá em cima, pode escolher.
Nós três subimos e Samantha escolheu um quarto, e eu chamei Bernardo para ir comigo ao meu.
-- hum, o que você quer comigo no seu quarto em Anny?
-- há há há, engraçado.
Me aproximei e o puxei pela gola da camisa.
-- estou gostando disso.
Eu o sentei na cama e me sentei em seu colo.
-- Bê, eu queria conversar.
Ele foi se aproximando.
-- conversar? Uma hora dessas?
Eu não conseguia resistir a ele, mais eu queria fazer perguntas... mais talvez elas pudessem esperar, então eu o beijei e ele levantou comigo em seu colo me encaixando nele, minhas pernas estava em volta de sua cintura, meus braços em volta de se pescoço e eu o beijava, ele me colocou em cima da cômoda empurrando as coisas que estavam lá, fazendo as cair no chão, quando eu o beijava meu mundo parava, e depois de tudo o que andou acontecendo nem aproveitamos muito, quer dizer não faz muito tempo que estamos juntos, só umas duas semanas, e ele me deixava leve e eu sentia vontade de fazer coisas que eu nunca fiz, ele me pegou no colo novamente e me levou até a cama me deitando nela e ele ,e beijava.
-- hey, onde tem lençóis? Ops
Ele se levantou rapidamente e eu também.
-- ah venha comigo eu te mostro tudo.
Eu olhei para ele e comecei a rir , e ele também.
-- ah desculpa atrapalhar vocês.
-- Imagina Samantha.
-- pode me chamar de Sam ou S.
-- ok, S.
Eu a levei até o armário que tinha as roupas de cama e ela pegou o que precisava.
-- boa noite S.
-- boa noite A .
Voltei para o quarto com o Bê.
-- então onde nós estavámos ?
-- bom, iriamos conversar, até você me beijar..mais agora vamos.
-- tem certeza?
Ele foi se aproximando, e eu o parei.
-- sim.
-- ok, o que você quer saber.
-- então Bê, sem querer eu escutei você e a S conversando sobre alguma coisa do tipo...
-- pera ai , S ? já estão com essa intimidade toda?
-- Bê, por favor escute.
-- desculpe.
-- então do tipo “ ela não sabe, e o colar..” porque ela se interessou tanto pelo meu colar? E o que eu não sei?
Ele engoliu em seco, e ficou sem saber o que dizer, e eu fiquei olhando esperando por uma resposta.
-- ah querida, ela se confundiu.
 
-- não Bê. É serio, ela não se confundiu e eu quero que você seja sincero comigo.
-- Anny, o seu colar é parecido com o colar de uma amiga dela que morreu, por isso ela ficou daquele jeito.
-- bem, e o que é que eu não sei?
-- nada A .
-- por favor, o que é o que eu não sei ?
-- que eu e ela já namoramos.
-- han?
-- é A, eu e a Sam , já tivemos uma história.
-- e quando foi isso?
-- foi logo depois que eu a salvei, ela não tinha ninguém e eu era sozinho também e então acabamos ficando por um tempo, mais depois muita coisa aconteceu e nos tornamos grandes amigos.
-- e o Gustavo ?
-- aah eu não moro com o Gustavo desde sempre, ele morou na Inglaterra quando eu conheci a Sam, e quando ele voltou ele conheceu ela.
-- uau, entendi.
-- mais alguma coisa?
-- não, por enquanto é só.
Ele sorriu.
-- estou cansada.
-- eu também estou.
Ele se levantou saindo do quarto.
-- Bê...
ele se virou.
-- porque não fica.
-- tem certeza?
-- sim.
Ele se deitou do meu lado e me abraçou e eu adormeci em seus braços.

domingo, 14 de novembro de 2010

Capitulo 7

Quinta-feira, hoje nem o som do despertador me irritou me arrumei e quando olho pela janela lá estava ele estacionado no jardim de casa me esperando para me levar á escola, desci as escadas, sai , fechei a porta e atravessei o jardim.
-- Bom dia Anny.
-- Bom dia Bêh.
Ele me beijou, em seguida abriu a porta do carro e eu entrei.
Ele dirigia até o colégio e eu pensei em contar sobre meus pais, quer dizer tudo bem que era cedo para apresentar ele aos meus pais, tipo só estamos ficando não é ? na verdade eu não sabia ao certo então resolvi não falar nada. 
-- Hey Anny, e seus pais quando voltam ?
Quee? Como assim? Era muita conhecidênca eu estava pensando nisso.
-- amanhã, porque?
Ele sorriu, mas sem desviar o olhar do volante.
-- ah eu só estava pensando no que você acha de eu conhecer eles? Se você quiser é claro.
Não é possível ele só pode ler meus pensamentos, ou estou ficando louca.
-- Claro, tipo seria legal.
-- como eles são?
-- como assim?
-- ué, são tipo de boa com seus namorados?
-- ah sim, relaxa eles são super de boa, mas...
Eu deixei a frase morrer.
-- mas... o que?
-- ah não tipo, então quer dizer que somos namorados?
Ele sorriu estacionando o carro no colégio, saiu do carro e abriu a porta eu desci esperando uma resposta.
Ele me encostou no carro e olhou em meus olhos.
-- eu não estou de brincadeira Anny.
-- isso quer dizer que...?
-- que sim, quero dizer você quer?
-- namorar com você?
-- isso está terrível, eu não posso simplesmente pedir você em namoro na frente do seu colégio.
Eu dei risada e ele me beijou, eu fui responder mais ele me interrompeu.
-- Não diga nada, precisamos entrar ok?
-- está bem.
Ele entro por um portão e eu por outro, encontrei com Lara e fomos para a sala.
-- Anny, como vai ser agora com o Bêh sendo seu professor?
-- sei lá.
Nós duas rimos.
Entramos não sala, eu não conseguia prestar a atenção na aula pensando em minha conversa com ele mais cedo, e eu ficava mexendo e remexendo meu colar até levar uma bronca da professora pedindo para que eu prestasse a atenção.
A manhã toda foi sem graça.
Na saída lá estava ele me esperando.
-- como foi seu dia hoje?
-- bem o seu?
-- também.
-- está com fome?
-- sim.
Ele me levou até um restaurante, fiquei um pouco sem graça afinal estava de uniforme, mas não fazia mal isso não importava agora.
-- Anny , eu quero fazer as coisas direitas...
eu fiquei olhando nos olhos verdes dele.
-- pode ser cedo, mas eu não queria perder tempo...
eu apenas sorri.
Ele pegou minha mão.
-- Anny sei que posso parecer meio antigo, mais eu cresci assim.
-- não acho você antigo Bêh.
Ele sorriu, aah aquele sorriso eu simplesmente amava.
-- Anny Venturelli quer namorar comigo?
-- ainda tem dúvidas? Claro que quero, você não precisava fazer tudo isso.
-- eu sei, só quis ser romântico.
Nós dois rimos.
E logo em seguida ele me beijou.
***
Tudo estava escuro, só conseguia ver uma luz no fundo eu a segui, continuei caminhando em direção á ela, mas parecia que ela se afastava eu estava com medo, sozinha tudo era frio e escuro e então eu corri o mais rápido que pude para alcança-la.
Eu a encontrei, espera era uma porta e então entrei, havia um homem, me aproximei e alguém me pegou por trás me prendendo, tentei gritar mais foi em vão, me sentaram em uma cadeira me amarrando , os dois estavam conversando não conseguia entender sobre o que, tentei diversas vezes me soltar mas não conseguia, um deles se aproximou e então percebi que ele usava máscara e o outro veio logo atrás... os dois de máscaras, o de cabelo loiros que estava na frente se abaixo e puxou meu colar que estava pendurado em meu pescoço, tentei impedir que me tirassem o colar mais não consegui e então os dois riram, espera aquele sorriso eu o conhecia e então ele tirou a máscara... o que? Não podia ser porque ele queria meu colar, porque me amarrou em uma cadeira porque?? meus olhos se enxeram de lágrimas pela decepção e ele ria de mim, ele se virou colocando o colar no bolso e eu gritei.
-- Bernardo!! BERNARDO, volte por favor VOLTE!!
Abri meus olhos dando um pulo, meu Deus era um sonho.
-- Filha!, você está bem?
Olhei direito e fui acalmando minha respiração.
-- Mãeee !!
Ela se sentou na cama e me abraçou.
-- Filha, o que houve porque você estava gritando?
-- aah era só um pesadelo , mas já passou.
-- porque você gritava por um nome de Bernardo?
Eu sorri.
-- depois conversamos sobre isso, mais me fale como foi a viajem, onde está o papai?
-- ele está lá em baixo tirando as coisas do carro.
O som do despertador tocou, eu a olhei com cara de desanimo e ela sorriu.
-- Não precisa ir á escola hoje querida.
-- Obrigada mãe.
-- então filha me conte as novidades.
-- bom, não há nada de novo, só que...
Ela me olhou curiosa.
-- estou namorando.
Ela fez cara de surpresa e depois sorriu.
-- Meu Deus quando isso aconteceu?
--ah não faz muito tempo, para ser exata ele me pediu em namoro ontem.
-- e como ele é ? 
-- então , eu estava pensando em fazer um jantar ou coisa assim para eu apresentar ele para você e o papai, o que você acha?
-- ótima idéia.
Eu abracei novamente.
-- Mãe, e agora vocês vão ficar de vez?
Ela hesitou.
-- então filha...
-- então o que mãe? Vocês não vão ficar?
-- você sabe filha que nós trabalhamos lá ...
-- mais mãe, vocês podem trabalhar aqui também.
-- eu sei, mais eu fui promovida estou ganhando melhor, e estamos pensando em você vir com a gente.
-- o que?
-- é filha, não é certo você ficar sozinha aqui.
-- não mãe, mais é aqui que estão meus amigos, o Bernardo a Lara, não posso.
-- mas você não pode ficar aqui sozinha.
-- mais já estou acostumada a ficar sozinha, não me importo.
-- Filha, nós colocamos a casa á venda.
-- o quee?
-- é, não podemos pagar lá e aqui só para você.
-- eu posso conseguir um emprego e ajudar nas dispesas mãe, mais por favor não venda.
-- é preciso...
-- eu não quero ir, nem que se eu tiver que morar na Lara, ou no Bernardo.
-- Anny você não pode simplesmente se mudar para casa dos outros, não é certo, você tem que ficar com a gente.
-- eu vou morar com o Bernardo mãe.
-- nós nem o conhecemos..
-- mas vão conhecer, hoje á noite.
-- tudo bem.
-- até quando vocês ficam?
-- segunda.
-- só?
-- é temos que voltar para o trabalho.
Minha mãe se levantou e saiu, peguei o telefone e liguei para o Bernardo.
-- oi Anny.
-- Bêh, o que vai fazer hoje á noite?
-- Nada, porque?
-- queria que você viesse para o jantar aqui em casa pode ser?
-- tem certeza?
-- sim
-- ok, ás oito?
-- pode ser.
Desci as escadas e abracei meu pai.
-- sua mãe já contou a novidade?
-- sim, e eu tenho outra novidade para você, eu não vou.
-- como não vai?
-- não vou largar aqui.
-- como assim?
-- Pai, já conversei com a mãe e expliquei tudo, ah e temos convidado para o jantar hoje.
-- ah você chamou a Lara?
-- não, meu namorado.
-- namorado?
-- é pai, hoje á noite vocês vão conhecer ele.
Normalmente eu e meus pais sempre nos demos muito bem, nunca tivemos problemas de confiança e foi por isso que eles viajaram e me deixaram morando sozinha por esses tempos, claro que eles voltavam de vez em quando nos finais de semana, mais eu passava a semana toda sozinha e nunca tive problemas e então porque agora eles estão querendo me arrastar para lá? Não quero largar meus amigos e nem o Bernardo.
***
O dia passou rápido e logo a noite chegou, e com isso o jantar,as oito em ponto a campainha toca.
-- eu atendo é o Bernardo.
Minha mãe estava feliz mais eu via o ciúmes de meu pai com isso, quer dizer já tive outros namorados e quando eu namorei o Marcello eles adoravam, claro que os pais dele e os meus eram melhores amigos, e teve o Lucca, o idiota do Lucca que meus pais só viram uma ou duas vezes, mais o Bernardo é diferente deles dois, é simplesmente inexplicável.
-- Oi Bêh , entre. 
Ele sorriu, e estava com um buquê de rosas vermelhas na mão.
-- Boa noite Anny, e esse buquê é para sua mãe senhora Venturelli.
-- Obrigada, mais pode me chamar de Liz.
Ele comprimentou meu pai que parecia estar mais tranquilo depois de tê-lo visto.
No jantar meus pais fizeram um monte de perguntas do tipo : quantos anos você tem?, mora onde? , faz o que da vida? E etc etc...
Pelo que parecia Bernardo tinha causado uma boa impressão, ainda bem, agora fica mais fácil deles me deixarem ficar, mais eu ainda precisava conversar com o Bernardo sobre isto, então eu o chamei para dar uma volta no jardim...
-- sabe Bêh, eu acho que meus pais gostaram de ti.
-- eu também gostei deles.
-- que bom, mais então eu tenho que te contar uma coisa.
Nós nos sentamos na mesa do bosque.
-- pode falar Anny.
-- meus pais não vieram para ficar, segunda já estão voltando...
-- poxa, que ruim.
-- é sim, mais dessa vez eles querem que eu vá com eles.
-- mais porque? Você sempre se deu bem sozinha.
-- eu sei, mais eles colocaram a casa á venda, porque não faz sentido ficarem bancando uma casa deste tamanho para eu morar sozinha.
-- e agora você vai ter que se mudar?
-- pois é , mais eu não queria e eu sei que é cedo mais eu não queria mesmo ter que ir embora e então eu estava pensando em...
-- você não precisa ir Anny, quer dizer você pode morar lá em casa.
Eu o olhei aliviada por não ser preciso eu me convidar e agora ele estava me convidando.
-- serio? 
-- claro, tudo bem que você teria que conviver com minhas manias e a do Gustavo, mais seria um prazer ter você lá.
-- ai Bê obrigada mesmo.
Eu o abracei.
-- ah mais você não tem que falar com o Gustavo antes?
-- Relaxa, o Gustavo vai adorar também.
Tudo correu bem como eu esperava, e o final de semana passou rápido e eu aproveitei muito com meus pais, e eu acabei convencendo eles que meu lugar era aqui, e eu sentiria a falta deles, e eu sentiria falta da minha casa que estava á venda, quer dizer eu cresci aqui nunca me mudei, sentiria falta do meu quarto era meu canto meu ponto de paz.
O final de semana passou e meus pais se foram e eu arrumei minhas malas para ir á casa do Bernardo, os compradores queriam se mudar ainda esta semana, tudo mudou tão depressa mais eu me sentia bem por ter o Bernardo.
-- e aí cunhadinha, seja bem vinda.
-- Obrigada Gustavo.
-- então, você pode escolher um quarto ou vai ficar no quarto do Bernardo.
Eu olhei para o Bernardo, a oferta era tentadora, mais não.
-- eu prefiro um quarto, sabe para guardar minhas coisas.
-- claro.
Eles me levaram até um quarto, era enorme e lindo onde eu guardei todas as minhas coisas e logo chegou Lara toda empolgada por ter sua melhor amiga morando com seu namorado.
Hoje já era terça-feira e amanhã os novos compradores iriam se mudar para minha casa, quer dizer antiga casa.
***
Uma semana se passou, tudo estava bem eu estava me acostumando bem morando com o Bernardo, ele me levava na escola todos os dias, eu estava bem.
Meu telefone tocou eu atendi.
 
-- oi.
-- você é a antiga dona da casa perto do bosque?
-- sim sou eu , porque?
-- porque não queremos mais morar aqui, moça anda acontecendo muitas coisas estranhas, barulhos, coisas se movendo não queremos mais.
-- como assim? Eu vivi a minha vida toda aí e nunca teve nada disso.
-- olha, não sei você mais com a gente não está dando.
-- bom, eu não posso resolver nada isso é com meus pais e eles não moram mais aqui, mais eu posso ligar para eles.
-- faça isso, não aguentamos mais.
-- ok.
Eu fiquei sem entender o porque disso? Nunca teve nada de estranho em casa, peguei o número de meus pais, tocou , tocou e ninguém atendeu, deixei para lá mais tarde eu tento de novo,mal desliguei meu telefone ele toca de novo.
-- oi.
-- é serio, isto está ficando cada vez pior, nós vamos nos mudar ainda hoje.
-- meu o que está acontecendo?
-- coisas terríveis.
A mulher desligou o telefone, ela parecia desesperada e eu me assustei o que podia estar acontecendo lá? Tentei ligar novamente para meus pais e nada... 
Mais não demorou muito para meu celular tocar de novo.
-- Alô.
-- o que você é da Liz e do Thomas?
-- filha porque? Quem está falando?
-- filha?
-- é , cadê ,meus pais?
-- estão enterrados!!
A pessoa desligou e meu coração acelerou, eu comecei a tremer não sabia se era verdade ou só uma brincadeira , mais aquilo me abalou eu não sabia o que fazer e comecei a chorar, Bernardo chegou e me viu chorar.
-- o que houve?
-- alguém me disse que meus pais estão enterrados.
-- han ? Como assim?
-- eu não sei.
Meu corpo todo tremia e eu só conseguia chorar.
-- fique calma , vamos descobrir a verdade.
Então me lembrei eu tinha o número de onde minha mãe trabalhava, respirei e liguei para lá.
-- Alô.
-- oi, eu sou a filha da Liz eu queria saber ela está aí??
-- é... filha da Liz?
-- é, por favor pode chamá-la ?
-- isso é impossível.
Eu voltei a tremer, eu estava com medo de perguntar o porque .
-- P-porque?
-- bom, ela sofreu um acidente e ela e o marido dela morreram, sinto muito.
Eu derrubei o celular, e comecei a chorar eu senti uma dor terrível dentro de mim, eu queria que fosse mais um dos meus pesadelos mais não era tudo era real, e o meu mundo desabou eu só conseguia gritar implorando para que não tivesse acontecido, e Bernardo me abraçava tentando me acalmar, eu não tive a chance de dizer o quanto eu os amava , não passei tempo o suficiente com eles eu queria ter aproveitado mais talvez se eu tivesse ido com eles , isso não teria acontecido, mais como eu saberia ? Eu não sei como aconteceu, eu precisava saber, precisava me despedir uma ultima vez.
Criei coragem e liguei de novo para aquele número.
-- Olá.
-- oi, sou eu de novo a filha da Liz e do Thomas.
-- ah oi, fiquei preocupada , você desligou o telefone do nada.
-- me desculpe, mais é que foi um choque.
-- imagino querida.
-- então, eu queria saber do funeral e como foi o acidente?
Perguntar sobre o funeral dos meus pais me deixavam se forças , mais eu precisava continuar.
-- ah então, ninguém sabe ao certo como foi, a vizinha os encontrou mortos dentro de casa e pelo o que os médicos falaram eles não tinha sangue no corpo.
-- como assim sem sangue? 
-- não sei explicar... mais então o funeral já aconteceu, ninguém achou nenhum número de família e não poderiam demorar muito para enterrar, e foi uma coisa simples com os amigos deles que moram aqui.
-- entendi, eu gostaria poder ir visitá-los.
-- claro, pode vir quando quiser eu te levo onde eles foram enterrados.
-- obrigada.
Não podia ser verdade, como isso aconteceu? E porque aconteceu? Eu não conseguia pensar, não parecia real, eu só queria acordar... 

domingo, 24 de outubro de 2010

Capitulo 6

Terça-feira 6:45 am
Não havia som que eu odiasse mais do que o do meu despertador, desci as escadas e fui para cozinha,tomei café, subi de volta e troquei de roupa e fui para escola, sai e tranquei a porta e fui.
Chego ao colégio e Lucca me para na entrada
-- oi Anny,
eu com pressa já um pouco atrasada
-- oi Lucca
e continuo andando ele segura meu braço e me encosta na parede do colégio e um amigo dele grita
-- BEIJA BEIJA 
Eu olho para Lucca e digo
--Não se atreva , e me solta 
tentando empurrá-lo, mais ele não me solta e se aproxima mais 
-- eu sempre te amei,porque não me perdoa ?
e ele se aproxima cada vez mais da minha boca 
-- Lucca por favor me solte eu já estou atrasada,nós já conversamos sobre isso me solte
e ele não solta e me beija e eu o mordo 
-- ai sua louca , o que está fazendo ?
eu o empurro  
-- eu mandei me solta inferno
e saio entro no colégio o sinal já havia tocado subo rápido as escadas chego na porta da minha sala a porta está fechada eu bato e então ele a abre foi um choque imenso 
-- B-Bernardo? O que faz aqui ?
ele sorri
-- hei Anny, caramba você estuda aqui? 
Eu vou entrando 
-- sim, e você o que faz aqui?
ele vai até o livro de chamada coloca presença 
-- ah, eu estou fazendo estagio de história.
Eu fiquei meio chocada mais depois sorri e ele também então a idiota da Mônica tinha que falar  
-- hei, você não veio aqui para dar aula? Pois bem para de papinhos com essa ridícula e nos dê aula.
Bernardo a olha e fala 
-- ridícula?
-- é ridícula.
Eu vejo que Bernardo iria fazer alguma coisa mais eu o olho e digo
-- nem liga meu , ela é louca 
Mônica continua
-- ah cala a boca menina, você que é uma maluca
eu já me levanto já estressada com o Lucca e agora Mônica ? to vendo eu meter a mão na cara dela Bernardo olha no relógio e diz 
-- vocês só tem mais uma aula e estão dispensados, Anny eu vou te esperar lá fora.
--o que vocês são ? namorados? 
Eu a olho
-- não te interessa o que somos 
  • Mônica se aproxima de mim e levanta a mão e eu seguro a mão dela eu sei que se nós brigarmos Bernardo vai se dar mal. 
  • -- não to afim de ter quebrar sua cara hoje
  • e Mônica parte para cima de mim mais Bernardo me pega pelo braço e me leva para fora
  • -- Anny por favor não caia nas ameaças dessa menina
  • -- não, fique tranquilo não vou cair nessa
  • Entro de novo na sala e ele vem logo atrás , me sento em meu lugar, fico pensando como poderia Bernardo só tem 19 anos , mal terminou o ensino médio e já está estagiando? Como? E ele é louco acabou de terminar a escola e já querer voltar para lá, ele passa a matéria dele que eu nem presto a atenção e Mônica fica me encarando o tempo todo então alguém bate na porta Bernardo atende, e um pouco depois anuncia :
  • -- Bom , gostaria de apresentar o novo aluno da sala de vocês.
  • Então ele entra , meu Deus só pode ser brincadeira.
  • -- Marcello Boulevar
  • todos me olham , é claro que todo mundo sabe de nossa história ele estudava em CNEC antes de tudo aquilo , nós eramos o casal mais feliz e popular daqui e claro que ele também me olhou surpreso, e o melhor Bernardo apresentando ele para a turma tudo estava cada vez mais estranho , eu só abaixei a cabeça e não quis pensar em nada até escutar a voz irritante de Mônica
  • -- Sente-se aqui Marcello.
  • Eu o olhei e ele também, nós não eramos mais os mesmos, há dois anos atrás ele era jogador de futebol e eu era uma fútil animadora de torcida a vida era ótima, o casal popular nós saiamos para lanchonetes eu sempre com aquelas sainhas coloridas e ele sempre o atacante do time da escola até aquela noite em que nós fugimos, meus pensamentos foram interrompidos pelo som do sinal, levantei minha cabeça e peguei minha bolsa e sai , e encontrei Marcello.
  • -- aula de que agora?
  • -- sua matéria preferida
  • -- Uau, tava afim mesmo de jogar um pouco, e você ainda líder de torcida?
  • -- Não.
  • Continuei andando e ele correu até mim.
  • -- mais porque? Você ficava tão linda com aquela roupa.
  • -- as coisas mudam ok? Eu mudei não sou mais aquela, será que você não entende?
  • -- está bem, só achei que nós dois...sabe, você quer sair comigo?
  • -- Oh meu Deus, qual parte do “ as coisas mudam “ você não entendeu? Caramba Marcello, tenta entender não sou mais sua namorada.
  • -- Mais tecnicamente nunca terminamos.
  • -- você só pode estar brincado não é?
  • -- Não, Anny, esquece o passado vamos tentar de novo, quer dizer... nós eramos apaixonados um pelo outro, nos dava tão bem.
  • -- claro, até o dia em que você fingiu morrer.
  • Meus olhos encheram de lagrimas e aumentei meu tom de voz.
  • -- você acha que tudo é simples assim, não é , definitivamente NÃO É.
  • -- Anny, sei que foi difícil e sei também que eu sou o único que sabe do segredo...
  • Meu coração acelerou e as lagrimas começaram a cair.
  • -- segredo?não há segrego nenhum.
  • -- qual é , você sabe como que tudo aquilo aconteceu.
  • -- o que você está insinuando? Foi um acidente, por favor me deixa em Paz, não me procure Marcello.
  • Deixei ele parado no meio do corredor e fui andando até o ginásio onde todos já estavam fazendo a aula, quando Lara me viu chorando ela correu até mim.
  • -- o que houve?
  • Por um momento pensei em contar tudo o que aconteceu aquela noite para ela, afinal ela era minha melhor amiga, minha companheira e eu confiava nela, mais eu tinha medo dela pensar que eu estava ficando louca, achei que aquilo tinha ficado para trás mas o passado voltou a tona e coisas estranhas voltaram a acontecer comigo eu não desejava passar por aquilo novamente, eu tentei contar mais algo mais forte não permitiu então eu menti.
  • -- Nada.
-- Anny, eu te conheço aconteceu algo eu sei.
-- fique tranquila, só estou um pouco cansada e ...estressada.
-- tem certeza?
-- claro.
Forcei um sorriso, e fomos para arquibancada, observei Marcello entra em campo ele estava feliz em voltar a jogar parecia que a vida não tivesse passado e que ele era o mesmo.
Passei a aula toda vendo as líderes os jogadores os atletas em geral, Lara ficou ao meu lado e ela observou o mesmo que eu , ela sempre me deu apoio para voltar a treinar como animadora, mas eu não tinha mais animo não tinha mais interesse.
O sinal tocou e fomos liberados como Bernardo havia dito não haveria mais aula por hoje , reunião de professores, e como ele era novato e estagiário não participaria, quando sai ele estava encostado no carro me esperando fui até ele.
-- oi, professor!
Sorri irônica, e ele sorriu.
-- Olá aluna.
Entrei no carro e fomos até o lago negro , sentamos nos bancos da praça.
-- o que você tem na cabeça para dar aulas de história ? Eu disse tirando sarro.
-- paixão?
-- por quem?
-- ou pelo o que, História.
-- ah chato.
Fiz cara de decepção e ele sorriu, o sorriso dele me fazia bem.
-- Mas então , acho que temos um problema.
-- problema?
-- não pegaria muito bem eu como seu professor, saindo contigo.
-- ah qual é? Oficialmente você não é meu professor, é só um estagiário.
-- tem razão. Mas mesmo assim.
-- ah ok, temos um problema.
Dei muita risada, meu celular tocou.
-- diga-me Lara.
-- é o Gustavo.
-- ah oi Gustavo, o que faz com o celular de Lara?
-- só to ligando para chamar você e meu irmão para um cineminha, o que acha?
-- é de família ir no cinema de manhã?
-- acho que sim. Ele riu.
-- Bernardo , cinema agora?
-- fechado.
-- ele concordo Gustavo, estamos indo para o shopping nos encontramos lá.
-- está bem.
Desliguei meu celular e o coloquei no bolso, nos levantamos e fomos até o carro e de lá até o shopping, chegamos lá na frente do cinema os dois já estavam lá , mais espera estavam abraçados eu olhei para Bernardo e ele me olho do mesmo jeito e demos risada.
-- do que vocês estão rindo? Disse Lara rindo também.
-- de vocês dois. Eu disse.
-- que filme em casal ? Bernardo disse tirando sarro.
Nós escolhemos um filme lá e entramos e o engraçado só tinha nós quatro na sala de cinema, só nós quatro mesmo.
O filme começou e Lara e Gustavo começou a se beijar, MUITO, eu e Bernardo caímos na risada.
-- então vela companheira o que esta achando do filme? Eu disse sorrindo.
-- nem estou prestando atenção, mais você sabe, não precisamos ficar de vela.
-- Não ? Sorri maliciosa. 
Ele se aproximou.
-- Você sabe que não.
-- eu não sei de nada. Me fiz de desentendida.
Ele se aproximou mais ainda, restando pouco espaço entre nós dois.
-- eu te mostro como.
Ele colocou sua mão em minha nuca e me beijou, meu corpo fico quente, minhas pernas bambas por um momento o mundo parou e só existia eu e ele, foi como um choque eu senti várias sensações de uma vez só, Lara grita e eu e ele damos risada, só nós quatro na sala de cinema o filme passando e nós nem prestando atenção, fiquei tensa pós-beijo e então fui pegar água no bebedouro e começou tudo de novo começou a sair água sozinho das torneiras sem eu ao menos tocá-las fiquei nervosa com medo de alguém ver e eu não conseguia controlar a água cada hora saia mais e mais água espirrando em mim e molhando um pouco o chão, fechei os olhos e desejei que parasse, desejei com muita força que parasse quando abri não saia mais água , voltei para sala de cinema rapidamente e me sentei – está tudo bem ? Bernardo me pergunto.
-- sim , porque não estaria? Forcei um sorriso.
-- você está com uma cara estranha.
-- relaxa, não há nada de estranho.
Fiquei fingindo que assistia o filme e ele começou a passar sua mão suavemente pelo meu braço e foi subindo de vagar pelo meu ombro e meu pescoço até me puxar para mais perto me virando para beijá-lo me aproximei mais dele e me senti segura em seus braços, fechei os olhos e ele me beijou novamente seu beijo era doce, seu hálito fresco,abri por um momento meus olhos e vi fogo atrás dele, me assustei e os fechei quando os abri de novo não havia nada ali, interrompi o beijo para olhar de novo.
-- o que houve?
-- não, nada.
Respondi rápido demais.
-- você quer sair daqui? Sei lá tomar um ar.
-- Pode ser.
Ele se levantou e eu logo atrás, pegou em minha mão e descemos as escadas do cinema Lara e Gustavo nos olharam mais nem deram muita bola, e voltaram a se beijar.
-- você está estranha Anny?
-- por que diz isso?
-- Não sei, você está meia nervosa.
-- impressão sua Bêh.
Ele me abraço e eu dei risada, ele me fazia bem, muito bem.
Andando os quatro pelo shopping, eu vi como era divertido eu e minha melhor amiga ficar com dois irmãos, eu vi que Lara estava feliz com o Gustavo paramos na praça de alimentação Lara e eu famintas pedimos comida e eles nada, será que eles nunca sentiam fome? Eu e Lara comemos, e eles nem tomaram nada.
-- Hey meninas, fiquei sabendo que hoje vai ter uma festa massa.
-- em plena Terça feira?
-- pois é , estão afim?
Eu olho para Lara e ela me olha.
-- demoro. Lara diz sorrindo.
-- pode ser, e você Bernardo?
-- ótima idéia. 
Ficamos no Shopping mais algum tempo e depois os meninos deixaram Lara e eu na minha casa escolhendo roupa para a festa hoje a noite.
-- hey, como foi ficar com o Bêh?
-- bom, muito bom.
-- será que eles vão nos pedir em namoro, ai imagina Anny eu e você namorando dois irmãos?
-- não empolga vai.
-- ah mais seria legal não seria?
-- sim.
Nós duas rimos muito, ficamos fusando no meu guarda-roupa até achar algo bom.
De noite nós nos arrumamos , coloquei um vestido azul marinho justinho e curto com uma meia pata preta, deixei meu cabelo bagunçado e passei maquiagem preta, Lara colocou um vestido roxo curto e justo também , uma sandália preta prendeu metade do cabelo e passo maquiagem roxa.
As nove da noite eles chegaram em casa para nos buscar, estavam simplesmente lindos Bernardo com o cabelo bagunçado , de pôlo preta calça jeans preta e tênis e Gustavo de pôlo vermelha, calça jeans azul e tênis e passou gel no cabelo.
Cada um foi com um carro, chegamos na festa e tava bombando cheio de gente dançando e bebendo, entramos e Lara e Gustavo foram pegar bebidas, começamos a beber tequila Lara na segunda dose já ficou zonza, e eu na terceira então fomos dançar puxei Bernardo para perto e o beijei nem tava prestando muita atenção os meus atos, Gustavo e Lara começaram a se beijar e eu e Bernardo também, as horas foram se passando e nós continuamos dançando e bebendo e rindo e beijando a festa realmente estava boa, mais percebi que Bernardo e Gustavo nem beberam ainda bem porque eram eles que ia iria dirigir.
Três da manhã, Lara e eu não paramos mais em pé já estava escorada em Bernardo e Lara no Gustavo, eles nos levaram até o carro e fomos para a minha casa.
-- você está bem ?
Toda mole respondi.
-- estou zonza.
Eu ria demais.
Bêh me pegou no colo e subiu as escadas e me deito em minha cama, e Gustavo fez o mesmo com Lara no outro quarto.
-- você vai ficar bem?
-- hey, está tarde se você quiser pode dormir aqui.
-- você que sabe.
-- é avisa o Gustavo para se ajeitar ai também, está muito tarde para vocês irem para casa.
Bernardo foi até o outro quarto e Lara já estava dormindo.
-- a Anny disse que a gente pode dormir aqui, deita ai com a Lara.
-- está bem.
Quando ele voltou eu estava tentando tirar minhas sandálias mais eu estava muito bêbada e ele me ajudou, deitei de vestido e tudo e me cobri e ele se deitou ao meu lado.
**
O despertador toca o barulho irritante e minha cabeça doendo demais para poder ir para escola eu me recusava a ir mais infelizmente tinha prova e Bernardo tinha que me dar aulas nós dois nos levantamos com muita preguiça, tomei um banho me troquei e sai do quarto e vi Lara sentada na cama.
-- meu eu não to em condições de ir.
-- mais Lara tem prova.
-- ah sinto muito, ainda bem que eu já passei em Física então nem vou.
Infelizmente eu não havia passado ainda e precisava fazer a prova, eu e Bernardo passamos na casa dele , ele tomou um banho rápido enquanto eu assaltava a geladeira dele tomei um iogurte e comi uma barra de cereal , ele pegou a pasta dele e fomos para a escola e a primeira aula era a dele, entramos juntos na sala de aula e Mônica já veio reclamar.
-- ué vocês chegaram juntos?
Eu a olhei sem paciência nenhuma com ela hoje, eu estava com sono, com a cabeça doendo e ela que não venha me encher hoje.
-- não , nós nos encontramos ali na frente e entramos só isso.
-- e os dois com essa cara de sono?
-- e o que você tem haver com isso ?
-- Meninas sente-se as duas.
Quase dormi nas aulas, mas Bernardo se saiu bem ele disfarço muito bem a noitada a sorte que ele não bebeu porque eu estava com muita ressaca, e ele me chamou :
-- Anny , venha cá preciso saber de umas atividades suas.
-- ok.
Me levantei e fui até a mesa dele, ele sorriu e olhou meu caderno e deixou um bilhete dentro, me sentei e o abri escondido:
Te espero na saída “
Eu o olhei e sorri , e guardei o bilhete no bolso, o sinal tocou e ele saiu e eu fiquei que nem boba sorrindo atoa até Mônica aparecer.
-- Ai você me da enjoo com essa cara de acabada.
-- Não me enche meu, não to boa para você hoje.
-- andou fazendo coisa que não devia?
-- sai daqui meu se não quiser...
Ela me interrompe.
-- se não quiser o que? O que vai fazer em ?
-- da na sua cara.
-- ui coitadinha, ou melhor você vai me mata igual tentou fazer com o Marcello?
Eu me levantei o meu sangue ferveu.
-- do que você está falando sua maluca?
-- tá na cara que no dia do incêndio você tentou matar ele.
-- eu vou matar é você sua maluca se você não sair da minha frente agora.
-- ai que medo, e agora está de olho no nosso estagiário? Se toca.
-- cala a boca Mônica se toca você.
Já estamos nos gritos.
-- você toda é ridícula garota, o que você acha que só porque foi capitã das líderes e namorou o capitão do futebol você é alguma coisa? Isso foi há anos se liga.
-- ah entendi , você tem inveja porque você sempre quis ser eu , meus namorados que nem o Lucca, e agora você quer o Marcello pode ficar com ele ok? Agora me deixa em paz.
Me virei e sai, mais ela segurou meu braço.
-- não quero o lixo das suas amigas.
Ah isso foi demais para mim , até o momento em que ela me insulta é uma coisa mas agora envolver minhas amigas foi demais , meu sangue ferveu minha mão já se fechou no automático e eu virei dando um soco na cara dela.
-- você é louca??
Ela gritou colocando sua mão na boca que sangrava.
-- não meta meus amigos no meio Mônica.
-- você só pode ser maluca, sua descontrolada.
Ela saiu correndo para o banheiro, ela merecia aquele soco por me encher o saco durante anos eu já estava de saco cheio dela, eu senti minha nuca queima passei a mão sobre minha cicatriz e ela estava quente tentei me acalmar mais meu corpo estava quente e com muita adrenalina parecia que quando eu ficava com raiva meu corpo todo respondia com esses sintomas mas eu me sentia bem, muito bem na verdade era algo emocionante, eu precisava liberar aquela adrenalina que eu estava sentindo, desci para as quadras e fiz quatro estrelas seguidas no campo de futebol, todos ficaram me olhando sem entender, nem eu me entendia mas era bom.
**
Lá estava ele, encostado no carro com os braços cruzados o sol refletia em seus cabelos loiros bagunçado, de camisa preta e calça jeans preta , e aquela botas de combates, ah aquela botas dava seu charme, me aproximei e ele sorriu, e aquele sorriso melhoraria meu dia com certeza.
-- olá professor, se saiu bem hoje.
-- você também aluna, vem comigo quero te levar em um lugar.
-- está bem.
Entrei no carro e ele dirigiu por um bom tempo até chegar em uma estrada de terra e de lá eu avistava um imenso campo todo florido, era lindo, eu nunca havia visto esse lugar nem sabia que existia, descemos do carro e ele tirou uma cesta do carro.
-- Piquenique na hora do almoço ?
-- eu gosto de coisas diferentes.
Ele tirou uma grande toalha xadrez vermelha e branca igual nos filmes onde nos sentamos, era tudo tão romântico, nos aproximamos das flores e... espera, são tulipas vermelhas, minhas flores preferidas isso era realmente uma conhecidência enorme, mas era tudo lindo, ele abriu a cesta e tinha bolos e tortas e uma garrafa com uma bebida vermelha, parecia a mesma bebida horrorosa que ele bebeu naquela noite no restaurante e havia suco de maracujá meu preferido também.
-- isso é tão, romântico.
Ele sorriu.
-- que bom que gostou. 
-- eu adorei.
Eu me aproximei o beijando e ele retribuiu o beijo me beijando novamente.
O dia estava lindo, o céu azul, o verde da grama com o vermelho das tulipas e eu e ele.
Passamos horas lá rindo e contando histórias, eu sentia como se já conhecesse ele desde sempre, eu confiava nele, eu me sentia protegida com ele meu mundo melhorava ao seu lado, eu podia estar enganada mais eu não queria me afastar mais dele.