segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Capitulo 24

Me despedi de tudo e todos, Vinícius nos levou até o aeroporto confesso, passei a noite toda esperando que ele aparecesse e também confesso que até no último minuto eu esperei por ele, sentada na janela do quarto mais ele não apareceu.
No aeroporto, abracei meu irmão com força.
-- obrigada por tudo Viní, e venha me visitar, mande noticias.
-- claro irmãzinha, você também venha quando quiser.
Não deu para controlar, voltei a chorar, enfim estava na hora do embarque dei mais uma olhada para a porta central e nada.
Lara, Gustavo, Babi e eu embarcamos e minutos depois o avião decolou. Tudo o que eu acreditava havia se perdido em lembranças, o amor para mim não fazia mais sentindo, e os sonhos viraram pó, e apesar de tudo eu não morri, eu sobrevivi aos mais terríveis mal, a dor da perca, a dor da morte, a saudade, o mal que assombrava em meus sonhos não me fazia mais sentir medo, enfim eu estava retornando para onde nunca deveria ter saído, minha casa com certeza estaria vazia sem meus pais, mais sei que eles vão estar sempre comigo ,e o amor? Ah bom o amor é algo inacreditável, eu vivi, vivi o amor de meus pais, de meus amigos, o amor de minha melhor amiga, e confesso o que sinto por Bernardo com certeza é amor, mais ah esse amor agora só ficaria em minha cabeça.
***
Horas e horas depois desembarcamos na serra Gaúcha e de taxi fomos até Gramado, mais preciso na minha casa, Babi saiu correndo pela casa.
-- eu adorei isso aqui.
Levamos as malas para o andar de cima, e depois limpamos a casa toda, que estava empoeirada.
-- que tal brigadeiro?
Sorri para Lara.
-- ótima idéia.
Disfarçar era o melhor a se fazer, claro que era, afinal eu tinha minha melhor amiga e agora Babi, logo a noite chegou e coloquei a pequena Babi para dormir, dei boa noite para Lara e Gustavo e fui para meu quarto.
Com as luzes apagadas, as lembranças se passavam pela minha cabeça me permiti a chorar, aquilo doía mais que qualquer dor que eu já havia sentido, foi aqui onde tudo começou, foi aqui que eu me permitir amar outra vez e agora ele se foi, aquela dor era pior que a dor da morte dele, porque quando supostamente ele havia morrido eu sabia que ele me amava mais agora, ele me deixou por vontade própria, isso doía mais, de tanto chorar acabei dormindo.
-- tia, tia!
Abri meus olhos e já era de manhã.
-- oi querida, está tudo bem?
-- está sim, mais já está de manhã.
Me levantei, e desci as escadas Lara e Gustavo estavam sentados na mesa juntos, eles pareciam tão felizes, bom, mais eu não iria mais pensar nisso, hoje eu acordei decidida a retornar minha vida, chega de sofrimento e eu estava pensando em voltar para a escola.
-- Bom dia a todos!
-- uau, parece que alguém acordou de bom humor hoje.
-- com certeza, Lara estava pensando... que tal voltarmos a escola?
-- ah, serio? Nós iremos reprovar.
-- não se eu entrar na mente de alguns professores.
-- perfeito! Então amanhã retornaremos para escola.
-- e eu?
Olhei para a Babi, com cara de brava.
-- boa pergunta, e você minha querida.
Eu a peguei no colo.
-- eu também posso ir a escola.
-- será? O que você acha Lara?
-- ah ela pode ir para a escola de criança, tipo creche.
-- deixa tia, por favor.
-- está bem, mais se você for, prometa não contar aos seus amigos que a gente morava na Itália.
-- como quiser tia.
-- então está decidido, todos vamos para a escola.
-- menos eu é claro!
-- é menos você Guga.
-- mais você será nossa carona de todos os dias.
* * *
Voltar para escola foi totalmente estranho, as pessoas nos olhavam como se fossemos seres de outro planeta, bom eu não estava muito longe disso, confesso que eu fiquei um pouco cansada em entrar na mente das pessoas e mudar alguns fatos, mais uma coisa que não mudou nada foi a simpática incrível de Mônica por mim... estou sendo irônica, claro, ela não mudou nada.
-- olha quem está de volta!
-- sentiu minha falta não é?
-- nem um pouco.
Me virei, e então ela continuou.
-- ficou sabendo das novidades?
Virei de novo para ela.
-- quais?
-- estou namorando!
-- nossa, legal
Eu não sei porque ela pensava que eu me interessava pela vida dela.
-- não vai perguntar quem?
-- ai Mônica, se liga que que eu quero saber?
-- ah, mais eu vou falar mesmo assim, estou namorando o Marcello.
Não consegui segurar a risada.
-- qual é a graça ?
-- ah por favor, e você achou que iria me atingir com isso? Querida, eu já sei que você adora pegar meus exs, sabe ficar com meu resto mais agora achar que isso vai me afetar? Pode ficar com ele todinho para você.
Ela ficou sem reação, Mônica era assim sempre quis ser superior a mim, sempre quis me por para baixo, e para falar a verdade eu estava cansada disso, aquelas brincadeirinhas já não me atingiam mais, eu já estava cansada de muita coisa que de agora em diante eu não vou suportar mais.
Após a aula, fui para biblioteca da cidade, passei horas e horas lendo e acabei perdendo a hora, quando sai de lá já estava escuro mais resolvi ir andando, afinal o que poderia acontecer?
Vou andando de vagar nos becos da cidade, até ser parada por um cara, alto de cabelos negros igual a escuridão, e roupas negras.
-- você não tem medo de andar sozinha assim a noite?
Ele se aproximou mais, até que eu pude vê-lo melhor, seus olhos eram tão negros igual seus cabelos.
-- por que eu teria?
-- é perigoso, tem muita gente má nas ruas essa hora.
-- então isso significa que você é um cara mal?
-- depende.
-- de que?
-- de quem eu vou atacar.
Ele riu.
-- vai me atacar?
-- deveria?
-- não acho que seria uma boa idéia.
-- você é bem corajosa, a maioria das garotas teriam medo.
-- esse é o ponto, não sou como a maioria das garotas.
-- percebi isso desde da hora que te vi.
-- e há quanto tempo foi isso?
-- alguns minutos só.
Eu sorri.
-- mais e você o que faz perdido aqui, você não é brasileiro, é?
-- nossa, está tão na cara assim?
-- seu sotaque, italiano?
-- conhece italianos assim com facilidade?
-- morei um tempo lá.
-- sim, sou de lá.
-- e o que faz aqui ?
-- sou um viajante, gosto de conhecer lugares.
-- porque aqui?
-- é meio europeu, gosto disso.
Continuamos caminhando na escuridão...
-- mais e você, morou na Itália porque?
-- longa história...
-- e pelo jeito história complicada.
-- garoto esperto.
Ele sorriu.
-- gosta de velocidade?
-- sim, porque?
-- está afim de dar uma volta comigo?
-- em que?
Paramos em frente a uma moto, tipo A moto, e ele me entregou um capacete preto.
Fiquei olhando por alguns segundos o capacete na mão dele.
-- a garota corajosa perdeu a coragem?
Eu não o conhecia, e não confiava nele, mais o que poderia acontecer? Se ele tentasse alguma coisa eu o mataria, ele não sabe o que eu sou, e afinal para que confiar nas pessoas? A ultima pessoa que eu confiei me abandonou.
-- jamais!
Peguei o capacete em suas mãos e o coloquei, ele subiu na moto e eu subi na garupa.
-- pode agarrar o quanto quiser!!
-- engraçadinho.
E então ele arrancou com a moto, confesso que eu o segurei com mais força, pegamos a BR e saímos da cidade, ele corria muito, mais eu não estava me importando a adrenalina que corria pelas minhas veias era ótima a sensação indescritível.
Após mais ou menos uma meia hora na estrada ele parou em frente a uma casa, grande, mais parecia mal assombrada.
-- o que estamos fazendo aqui?
-- só uma paradinha.
-- que lugar é esse?
-- minha casa.
-- eu posso esperar aqui fora?
-- relaxa gatinha, não vou fazer nada com você.
Mais uma vez, eu desafiei, afinal eu posso cuidar de mim mesma.
-- ok, vamos então.
Entramos na casa, por dentro era bem bonita mais continuava parecendo mal assombrada.
-- pode fica a vontade, quer beber algo?
Olhei para a cozinha, e ele tinha digamos um pequeno bar particular.
-- quero.
-- o que? Um suco, água...
-- wisky.
-- uau, a garota corajosa gosta de bebidas mais fortes então.
-- na verdade não, mais estou afim de experimentar.
-- ok, mais vai com calma em mocinha, não quero ninguém passando mal.
-- relaxa.
Ele me trouxe um copo, com um pouco de wisky e gelo.
-- não vai me acompanhar?
-- claro!
Ele pegou um copo também.
-- um brinde!
-- a que?
-- a gente.
Eu ri.
-- você é maluco.
-- você é mais, por estar bebendo na casa de um desconhecido.
-- é já que os conhecidos não dá para confiar, vamos beber com desconhecidos mesmo.
-- isso ai.
Batemos os copos e bebemos, aquilo desceu queimando e ele riu da minha cara.
Meu celular toca. Lara, tinha que ser.
-- oi querida.
-- meu, onde você está?
-- me divertindo.
-- com quem?
-- um novo amigo.
-- você é maluca sabia?
-- é a segunda vez que eu escuto isso hoje.
-- bom, mais você sabe se cuidar sozinha então, tchau.
--tchau doida.
Desliguei o celular.
-- estão preocupados com você?
-- ah só minha amiga.
-- entendo.
-- mais onde estávamos?
-- sabe que eu não lembro.
Ele simplesmente era totalmente diferente de Bernardo, ele tinha um ar misterioso e meio rebelde com a vida, mais ele era simpático, e o sorriso dele parecia sincero.
-- e garota doida, a gente deveria marcar de sair sabia?
-- eu também acho.
-- e se eu fosse um assassino maniaco?
-- ah, se você fosse acho que escolheu a vitima errada.
-- você é da policia?
-- estou longe.
-- menos mal.
-- seu passado te condena?
-- digamos que sim.
Virei o resto de bebida do copo e ele também.
-- quer mais?
-- claro.
Ele se levantou e foi pegar mais, e meu ele era lindo, e eu já estou ficando zonza.
-- aqui está.
-- obrigada.
Bebi um, dois , três gole e acabou o wisky do copo.
-- oloco.
-- me leva embora?
-- claro.
Me levantei, e uau, estava um pouco zonza, ele me seguro, ficamos bem próximos, tipo muito mesmo.
-- então, é melhor a gente ir.
Ele continuou me mantendo bem próxima.
-- tem certeza que quer ir embora neste estado?
-- tenho sim.
Ele me pegou no colo e eu levei um susto, me levou até o lado de fora da casa.
-- me espera aqui.
-- mais sua moto está aqui.
-- você não acha que eu vou te levar de moto?
-- é tem razão, eu cairia da moto.
Ele entrou na garagem, e logo saiu com um jipe preto, eu entrei e fui guiando ele até minha casa.
-- bom é aqui.
Ele parou o jipe.
-- você está bem?
-- sim.
Ele desceu abriu a porta para mim e eu desci.
-- então, muito obrigada pela noite e nos vemos por ai.
-- com certeza.
Fui andando e então me virei.
-- hei, afinal como é o seu nome?
Ele sorriu.
-- Paollo.
Me virei de novo, e andei mais um pouco, e depois me virei para a rua.
-- a propósito o meu é...
ele já tinha sumido, uau, tão rápido como um raio.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Capitulo 23

Eu me olhava no espelho, com aquele vestido branco e não conseguia me ver, aquela não era eu, a minha volta estava Lara sorridente dando uns toques finais em meu vestido, um filme começou a se passar pela minha cabeça, e me dava vontade de sair correndo sem rumo e sumir, ir para um lugar onde nada e ninguém me encontrasse, mais eu não o fiz.
Tinha feito minha escolha e permaneceria ali, continuaria firme afinal eu estaria me casando com o homem que eu amo, meu protetor, ele sempre estaria ali por mim, minha melhor amiga estava ali com o cara que ela gostava que por sinal era meu cunhado, meu irmão estava ali de mãos dadas com a pequena Babi, deveria ser o dia mais feliz da vida de uma mulher, mais a questão é , eu ainda não era uma mulher, eu estava perdendo toda a minha juventude me casando, me tornando rainha.
-- está na hora Anny.
Me virei, Lara estava feliz como nunca.
Eu a abracei.
-- obrigada por estar aqui.
-- ah por favor, não me faça chorar, vai borrar minha maquiagem.
Eu sorri, e ela me abraçou mais uma vez.
-- somos melhores amigas não somos? Eu estarei sempre com você.
Tarde demais, lágrimas escorreram de nossos olhos.
-- olha a maquiagem Lara.
-- tem razão, você está linda amiga.
-- você também.
Vinícius deu duas batidas na porta e entrou.
-- está pronta irmãzinha?
-- sim.
Ele pegou em minha mão e saímos.
Havia uma multidão de gente lá fora, gritando.
-- Salve a Rainha!
Meu coração quase saiu pela boca, eu parei, Vinícius me olhou e falou baixinho.
-- fique calma, vai dar tudo certo.
-- e-e-u não s-ei mais se quero fazer isso.
-- você não pode desistir agora.
-- acho que eu posso.
-- por favor Anny, é o Bernardo que está te esperando lá na frente se lembra?
-- não posso, não posso me casar, eu só tenho 16 anos, eu tenho direito de escolher, eu tenho o direito de ter minha vida de volta, por favor me ajuda.
Comecei a chorar desesperadamente.
-- Anny por favor, é o Bernardo lembra?
-- e é a minha vida.
Me virei e Vinícius me segurou.
-- tem certeza? Que vai fazer isso mesmo?
-- Bernardo, vai me perdoar.
Soltei sua mão e corri, meus olhos estavam embaçados de tanto chorar , entrei dentro da floresta e fui correndo no meio das árvores, me desviando dos galhos, meu vestido acabou rasgando quando eu passei por alguns galhos e eu me cortei, sentei em uma pedra e chorei tudo o que eu precisava chorar, no meio das árvores vi um vestido branco passar.
-- quem está ai?
Ninguém respondeu, gritei mais uma vez.
-- QUEM ESTÁ AI?!?!
Minha mãe apareceu para mim.
-- filha...
-- mãe!!
levantei e fui abraçá-la, mais ela deu um passo para trás.
-- o que você está fazendo?
-- como assim?
-- Anny, eu sei que é difícil, mas você não pode abandonar agora.
-- ah claro, eu tenho que me virar sempre, agora casar? Primeiro de tudo que eu nunca quis nada disso.
-- mais se você chegou até aqui, vai desistir?
-- estou pensando seriamente em desistir, e ir embora.
-- você não o ama? Você não fez o que fez para salvá-lo da morte? Agora é a chance de vocês ficarem juntos de vez... e o reino? Não lutou com o Gennaro para nada não é mesmo?
Abaixei a cabeça.
-- você tem razão.
-- claro que tenho, agora se aprece.
-- mais meu vestido rasgou, e minha maquiagem está borrada de tanto chorar.
-- renove, você não é uma rainha diferente? Pois bem, mostre que isso não tem importância e volte para o castelo. Vá!
Corri de volta para o castelo, entrei correndo, enxuguei minhas lágrimas, rasguei a barra do meu vestido fazendo ele ficar mais curto e entrei.
Bernardo estava saindo pelo outro lado, todos estavam levantando, percebi que Vinícius não disse que eu não viria, ainda bem.
-- Bernardo!!!!!!
ele se virou, todos olharam e se sentaram, Vinícius e Lara sorriram, Babi correu até mim.
-- tia, você está atrasada.
-- eu sei querida.
A Música começou a tocar, e eu respirei fundo e entrei, chequei até o altar.
-- você está bem?
-- agora estou.
Eu não conseguia me focar em quase nada que o padre estava falando, minha cabeça estava longe, no Brasil, no colégio, na minha antiga casa e em tudo o que me fazia sentir saudades...
-- Anny!!
Olhei para Bernardo.
-- que?
-- repita por favor padre.
-- Anny Nosferat aceita se casar com Bernardo Rommero, e o torná-lo seu rei?
Pera ai, meu nome é Anny Venturelli, ah droga agora não existe mais o Venturelli e sim só Norferat.
-- aceito!
Dei o sorriso mais falso que eu pude dar na minha vida, eu o amava e não tinha dúvidas disso, mais poxa vida eu só tinha 16 anos, daqui alguns dias 17 mais mesmo assim, é demais para mim.
-- pode beijar a noiva!
UAU serio? espera ai eu nem escutei ele falando que também aceitava e quando vi ele já havia me puxado e me beijado.
Enfim, casamos, eu uma garota de 16 anos casada, tem noção? Do que virou minha vida em tão pouco tempo? Mais agora estava feito.
Logo após, teve a coroação ele se tornou rei e eu rainha, eu penso que se eu contasse ninguém acreditaria mais aconteceu, e está acontecendo sou uma rainha e sou casada com 16 anos.
Houve festa, houve bolo, música e todos se divertiram, confesso eu também acabei de divertindo depois, Babi estava linda e toda alegre, Gustavo e Lara também e todo o reino me saudava e também a Bernardo, eu o olhava e pensava que sim ele era o homem de minha vida.
Voltamos de madrugada para o castelo, subimos para nosso quarto que no caso era meu, mais virou nosso, ele se aproximou de mim e me puxou para mais perto e sorriu.
-- agora posso te chamar de minha!
-- sempre pertencerei a você.
-- eu te amo.
-- também te amo.
Eu o beijei, e aquele beijo significava uma nova vida, um novo começo, nós nos envolvemos e nos tornamos um só.

***
Pela amanhã acordei e me virei para Bernardo, ele não estava lá, me levantei e fui até o banheiro lavei meu rosto voltei para o quarto, havia um bilhete em cima da comoda ao lado da cama, eu o peguei e li.
Cada momento com você foi único, mais acabou. È eu sou assim não consigo permanecer num mesmo lugar por muito tempo, meu trabalho estava feito, você venceu tudo e todos e e assumiu seu trono, agora poderei viver minha vida sem me preocupar.
Não se preocupe, renunciei a coroa de rei, e a entreguei para Vinícius, e quanto ao nosso casamento? Bom, hoje seria o dia em passaríamos para o papel lembra? Eu renuncio também. Se cuida.
Com carinho – Bernardo “
Pisquei algumas vezes, me sentei na cama com o bilhete nas mãos palavras como “ acabou”, “ renunciar” ,“ viver a vida sem se preocupar” começaram a passar pela minha cabeça, eu não estava acreditando nisso, é uma brincadeira uma brincadeira de muito mais muito mal gosto, Bernardo nunca foi de brinca desse jeito comigo, e fazer isso logo após nosso casamento? Logo após de ele se declarar e me chamar de dele eu dizer que pertencia a ele? Como eu fui estúpida a ponto de dizer isso, isso não era real, não podia ser real, calma eu vou descer as escadas e ele vai estar lá rindo com os outros por essa brincadeira estúpida e eu vou matá-lo com certeza.
Respirei fundo e desci as escadas, estava todos tomando café , digo todos menos Bernardo e Vinícius, então me lembrei do bilhete dizia que ele havia entregado a coroa a Vinícius.
-- Bom dia Anny.
-- bom dia, alguém Bernardo?
-- não, ele deveria estar com você afinal ele é seu marido.
-- Vinícius? Alguém o viu?
-- não, está tudo bem?
-- não sei.
Subi as escadas correndo, e me tranquei no quarto, o que eu faria agora? E se for verdade? Meu Deus e se for verdade, o que vai ser de mim? As lágrimas correram de meus olhos, eu não queria chorar, nem sabia se era verdade ou não, mais não conseguia me controlar, alguém bateu na porta eu corri e abri.
-- Anny precisamos conversar.
-- Vinícius, você não sabe o que aconteceu.
-- senta.
Me sentei.
-- fale.
-- Bernardo foi embora, e eu não sei porque ele me disse que tava tudo bem mais precisava ir que era o melhor a fazer, o que houve com vocês?
-- então é verdade, ele se foi, não aconteceu nada absolutamente nada, eu não entendo.
Abaixei a cabeça e queria morrer aquele instante, ele era o meu equilibrio meu ponto de paz, e agora? Agora ele se foi.
-- Viní, bom, já que você está com a coroa e tudo mais eu acho melhor eu ir embora.
-- que?
-- isso mesmo, vou voltar para o Brasil recomeçar minha vida, voltar para o colégio e tudo mais.
-- você tem certeza disso?
-- tenho, sério aqui não tem mais nada que me prenda, você vai ser um bom rei que eu sei e acho que não tem mais o que eu fazer aqui.
-- eu te apoio em qualquer decisão que você tomar, se você acha que é melhor para você então eu te apoio.
-- obrigada, eu vou falar com a Lara e irei levar a Babi comigo.
-- está bem , e quanto ao dinheiro de você se sustentar e sustentar a Babi, você não precisa se preocupar, tem uma conta no seu nome que sua mãe deixou, acho que dá para viver tranquilamente para o resto da vida.
-- obrigada, vou falar com a Lara e a Babi.
Sai de meu quarto e fui até o quarto de Lara.
-- amiga, o que está acontecendo que você estava chorando?
-- Bernardo foi embora, e então eu quero voltar para o Brasil com você e a Babi, você quer voltar comigo?
-- claro, mais como assim ele foi embora?
Entreguei o bilhete e ela o leu.
-- Oh, meu Deus como ele pode?
-- eu não sei.
Lara me abraçou e eu voltei a chorar.
-- vamos voltar sim para o Brasil, você vai levar a Babi.
-- claro.
-- vai ficar tudo bem Anny, eu estou com você para sempre e não importa o que aconteça eu estarei contigo.
-- Obrigada, de verdade, vem vamos achar a Babi.
Fomos até seu quarto, ela estava brincando.
-- Babi!!
-- bom dia tia.
Me ajoelhei ao seu lado.
-- Querida, o que você acha de viajar com a tia para o Brasil?
-- ai, sempre quis viajar.
-- então você quer vir?
-- claro tia.
Eu a abracei.
Vinícius entrou pela porta.
-- Anny, eu já estou cuidando de tudo as passagem e tudo mais, quando você quer ir?
-- amanhã se possível.
-- claro, eu irei providenciar para vocês.
-- obrigada, vem Babi vamos arrumar suas coisas.
Ela pegou tudo o que ela tinha no quarto e colocamos em cima da cama, Mayon nos trouxe malas e colocamos nas malas, depois de arrumar tudo suas coisas ela foi brincar lá fora e eu fui para meu quarto arrumar minhas coisas, olhei para meu armário estava cheio de vestidos eu só peguei os que daria para usar no Brasil, as minhas roupas que eu levei para lá, algumas jóias da minha mãe e coloquei tudo nas malas, me sentei na cama com o bilhete na mão e resolvi guardar não sei porque e nem para que, mais eu guardei junto com algumas roupas.
Desci as escadas, e fui até o jardim do castelo me sentei no balanço e pensei em nada, eu simplesmente não queria pensar, só esquecer tudo, ter minha vida de volta seria difícil eu sei, não seria mais a mesma coisa, claro que não seria, mais eu estava disposta a tentar remoçar , porque isso para mim foi o fim, ele me abandonou e agora eu estou abandonando tudo pelo qual lutei.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Capitulo 22

Pela manhã, ele já não estava lá como de costume, fui até o quarto de Lara e tive uma surpresa, Gustavo estava deitado ao seu lado, não sei como ele chegou lá mais preferi deixar os dois dormir.
Desci as escadas e Vinicius estava conversando com Myon.
-- bom dia a todos.
-- bom dia.
-- Anny precisamos conversar.
-- ah por favor, estou sem paciência para você.
-- é serio, sem mais briguinhas de irmãos...
eu o interrompi.
-- você que começou tudo.
-- anny, encontramos um corpo.
As palavras sumiram de minha boca.
-- corpo? De que? Onde? .
-- sente-se.
-- estou bem em pé.
-- está bem, alguém fez um feitiço para entrar no mundo dos mortos.
Eu tremi.
-- isso é possível?
-- sim é, mais o pior não é isso, é que quando esse alguém saiu do mundo inferior não foi o único.
-- eu não to te entendendo, me explica direito.
-- Anny, várias pessoas sairam de lá, não foram nem uma nem duas, foram várias.
-- continua.
-- e elas são más, e agora que estão de volta no nosso mundo eles estão juntando um grupo para destruir vidas, sabe estão afim de se divertir sair por ai e matar pessoas.
Me sentei, um pouco zonza.
-- o que você quer me dizer com isso Vinicius? Uma rebelião? Estão vindo para cá?
-- quero dizer, que temos que tomar cuidado e você como futura nova rainha precisa cuidar do seu povo, e se casar logo.
-- de quem é o corpo que acharam?
-- de uma mulher da vila.
-- eu quero ver.
Fui até a sala onde estava o corpo, eu reconheci aquela mulher, era a mãe da menininha que eu conversei, eu precisava achá-la , ele deveria estar sozinha, eu precisava traze-la para cá, mais tinha algo de estranho no corpo dela, não parecia humano.
-- o que são essas manchas? Quem a matou? Ou o que a matou?
-- nós não sabemos, são criaturas antigas que conseguiram escapar sei lá como.
Eu estava completamente zonza, mais precisava achar aquela menininha.
Subi as escadas correndo e me troquei, quando estava saindo Lara me gritou:
-- onde vai?
-- preciso resolver algumas coisas, depois nos falamos.
Sai do castelo e fui até a vila, de longe eu vi a menininha sentada em um banco sozinha.
-- Majestade!
-- oi minha linda, como você está?
-- eu estou com medo, minha mãe sumiu, não quero voltar para casa e ficar sozinha.
Ai, ela não sabia o que havia acontecido, melhor assim.
-- você não quer ir para o castelo comigo?
-- mais e se minha mãe aparecer?
Eu não teria coragem de dizer a ela.
-- a gente avisa ela depois, enquanto isso você fica lá comigo.
-- pode ser.
Eu a peguei no colo, ela tinha uns três ou quatro anos.
-- como é seu nome?
-- Babi.
-- que nome lindo, e quantos anos você tem?
-- três.
Ela era tão linda, e tão nova já perdeu sua mãe.
-- você só tem sua mãe?
-- sim.
Algumas lágrimas escorreram de seus olhinhos.
-- ei porque está chorando?
-- eu quero minha mãe.
Senti uma angustia, eu não queria que ela sentisse a dor de perder os pais igual eu senti, eu tinha que fazer alguma coisa para ajudá-la, talvez se eu apagasse da memória dela, eu ficaria com ela, cuidaria dela, eu sei que eu só tinha 16 anos, mais eu não vou abandona-lá.
Chegamos no castelo, eu entrei com ela no colo, Vinicius veio até mim.
-- quem é ela?
-- depois te explico.
-- ei Babi, quer comer alguma coisa?
-- quero sim.
-- vem comigo eu te levo até a cozinha.
Myon estava lá.
-- Myon dê o que ela quiser, eu vou ali falar com Vinicius e já volto.
-- sim majestade.
-- vai ficar bem se mim ?
-- vou sim, gostei dele, mais não demore.
-- não vou princesa.
Sai da cozinha e peguei na mão de Vinicius e o puxei para meu quarto, entrei e fechei a porta.
-- quem é ela?
-- a filha daquela mulher que foi morta.
-- e porque você trouxe ela para cá?
-- Vinicius, pelo amor de Deus eu não ia deixar ela sozinha, eu vou ficar com ela e estou pensando em apagar a memória dela, para ela não saber da mãe.
-- você acha isso certo?
-- eu não sei, mais eu não quero que ela sofra a dor de perder a mãe.
-- eu também acho, mais você vai mesmo ficar com ela?
-- sim.
-- então está bem, apague a memória dela e vamos ficar com ela, mais agora papo de irmão quem é seu marido.
-- será mesmo que eu posso confiar em você?
-- me desculpa pelas coisas que eu te fiz, eu só estava chateado com essa história toda de trono e tudo mais, só que somos uma família ok? Pode confiar em mim.
-- você sabe que você e a única família que eu tenho, não quero mais me decepcionar.
-- não vai.
-- está bem, é o Bernardo.
-- como assim Anny, você não se conformou ainda que ele morreu?
-- ele não morreu, ele voltou.
-- espera aí, foi você que entrou no mundo inferior?
-- foi, eu não suportaria ficar sem ele.
-- como?
-- eu aprendi o feitiço e o fiz, mais pelo jeito deu errado.
-- Anny...
-- mais eu lembro a gente trancou a porta, não é possível será que mais alguém entrou?
-- tem certeza que trancaram?
-- sim, Bernardo pode te confirmar isso.
-- e onde ele está?
-- escondido, mais agora que você já sabe ele já pode aparecer.
-- pois bem, cuide da Babi, e pode dizer a Bernardo que eu já sei, precisamos todos conversar sobre o casamento e sobre esse feitiço, porque se vocês trancaram tem mais alguém envolvido e vamos descobrir quem.
-- eu tenho certeza que trancamos, mais está bem, eu vou apagar a memória da Babi, e irei camar o Bernardo.
Vinicius saiu do quarto, e eu fui até o quarto de Lara entrei e fechei a porta.
-- oi Guga, que saudades.
Ele me abraçou.
-- cunhadinha, nem me fale, cade meu irmão?
-- já já ele vem para cá.
-- ué? Mais...
-- calma Lara, eu me acertei com o Vini.
-- ah que bom.
-- então gente, anda acontecendo algumas coisas por aqui estranhas, com o tempo eu vou explicando, mais eu adotei uma menininha a mãe dela morreu e ela não sabe e eu vou apagar a memória dela, então quero que vocês a tratem muito bem, posso contar com vocês?
-- claro, onde ela está?
-- lá na cozinha, vou chamá-la e apagar sua memória e depois vocês vão conhecê-la.
-- está bem.
Desci até a cozinha e ela estava comendo bolo de chocolate.
-- já comeu bastante querida?
-- comi.
-- você quer conhecer meu quarto?
-- adoraria conhecer o quarto de uma rainha.
-- agora você vai ser uma princesa linda.
-- serio? E minha mãe?
-- venha, vamos conhecer meu quarto depois avisaremos sua mãe.
Ela desceu do banquinho e correu até mim, peguei em sua doce mãozinha e subi com ela até meu quarto.
-- uau, que lindo e que enorme, seu quarto é maior que minha casa.
-- sua casa agora é essa princesa.
-- minha mãe vai adorar morar aqui.
Eu a peguei no colo e a sentei em minha cama, lágrimas escorreram pelos meus olhos.
-- tia, porque você está chorando?
-- estou feliz por você estar aqui.
Ela me abraçou, tão pequenininha, eu de alguma forma já amava aquela criança como se fosse minha filha, eu sei parecia loucura, mais o que não era louco na minha vida? Eu iria me casar com 16, me tornar rainha o que teria de mais se eu tivesse uma filha? É acho que nada. Olhei em seus olhinhos azuis até parecia os de Bernardo e fiz com que ela esquecesse de sua mãe e de seu passado, como se ela fosse minha sobrinha e não interessava quem era sua mãe, ela já cresceria só sabendo que tem tios, eu a trataria como uma filha, mais eu seria muito nova para ter a tido, eu teria 13 anos, então não era possível, mais eu seria sua tia.
Ela ficou me olhando, e logo disse:
-- to com sono tia.
Feito!
-- pode dormir aqui querida.
Eu tirei seus sapatinhos sujos, e a deitei em minha cama e a cobri, ela virou para o lado e logo dormiu, Bernardo entrou pela janela.
-- Xii, não faça barulho.
-- o.k, mais quem é ela?
-- Uma longa história, mais resumindo, a mãe dela morreu e eu a adotei, apaguei sua memória e agora ela acha que eu sou sua tia, e eu e o Vinicius nos acertamos eu contei a ele que está vivo e que é com você que eu vou me casar, e seu irmão está no quarto com Lara.
-- uau, quanta coisa para um dia.
-- para você ver.
Ele me beijou.
-- eu te amo
eu sussurrei eu seu ouvido.
-- eu também meu amor.
Saímos do quarto e descemos as escadas, todos estavam sentados no sofá da sala.
-- Irmão!!
Gustavo se levantou e abraçou Bernardo.
Vinicius me chamou, me sentei ao seu lado.
-- como ela está?
-- deu certo, daí ela dormiu.
-- que bom.
-- é sim.
Ele me abraçou.
-- estou orgulhosa de você, e garanto que sua mãe e nosso pai também.
-- obrigada.
Bernardo se aproximou de Vinicius e o abraçou.
-- desculpa por tudo irmão.
Disse Vinícius.
-- relaxa, está tudo bem.
-- Gente! Temos um casamento para preparar.
Gritou Lara.
Eu fiquei vermelha.
-- nós temos que ver o vestido perfeito.
-- Lara por favor,
-- que? Nem vem, você vai se tornar uma rainha meu bem, tem que ser O casamento.
-- a rainha mais linda.
Disse Bernardo me abraçando.
Era tão bom ter todos ali, Gustavo e Lara juntos, eu e Bernardo, e Vinícius ali com a gente e agora tinha a Babi para completar esse time, podia ser tudo tão perfeito se não fosse mais essa dessas criaturas obscuras estarem por ai matando gente inocente, mais o momento era bom e eu iria aproveitar com eles.

Passamos horas e horas rindo, e falando sobre o casamento, mais tarde Babi acordou e se juntou a nós, eu pedi para Myon arrumar o quarto do lado do meu para ela, de um lado ela e do outro Lara e Gustavo, agora só faltava Vinícius arrumar uma namorada.
A noite logo chegou e eu subi com a Babi para meu quarto.
-- tia, onde estão minhas roupas?
-- ah querida, temos que comprar mais roupas para você não é mesmo?
-- temos.
Ela se sentou em meu colo.
-- você conta uma história para eu dormir?
-- claro.
Eu a levei para seu quarto, e ela se deitou me lembrei das histórias de crianças que minha mãe contava quando eu era pequena, contei a história da Alice no país das maravilhas e logo ela dormiu.
Voltei para meu quarto e Bernardo estava me esperando.
-- ela dormiu?
-- sim.
-- agora você é toda minha.
Eu dei um sorriso meio triste.
-- o que foi ?
-- ah é só que...
-- o que?
-- eu me sinto tão diferente.
-- diferente como?
-- sei lá tudo isso, eu não pareço mais uma menina de 16 anos, parece que ganhei muita responsabilidade em pouco tempo, sabe essa história de rainha, casamento, agora vou cuidar da Babi, eu não sei mais é que as coisas fugiram do controle.
-- eu te entendo meu amor, mais você fez sua escolha não fez?
-- pois é.
Abaixei a cabeça.
-- você queria voltar para o Brasil?
-- do que me adiantaria? Meus pais morreram, de qualquer jeito não seria a mesma coisa, em lugar nenhum voltaria a ser do mesmo jeito de antes.
-- sinto muito.
-- a culpa não é sua.
-- de certa forma é.
Eu o abracei.
-- saiba que eu sempre estarei aqui para você.
-- obrigada.

domingo, 15 de maio de 2011

Capitulo 21

Não queria que Vinicius e nem ninguém descobrisse que Bernardo havia voltado, então pedir para ele se esconder em quanto eu voltava ao castelo, em algumas semanas eu precisava de um rei , eis que eu tenho a carta perfeita para esse jogo de Vinicius.
-- uma rainha que não se preocupa com seu reino.
-- Vinicius, o que você quer dessa vez?
-- querida irmã, pare de bancar a rainha e me entregue o trono no dia da coroação.
-- porque eu faria isso?
-- porque você não sabe governar isso.
-- mais se nossos pais deixaram o trono para mim quer dizer que eles acreditavam em mim.
-- Anny, isso nunca aconteceu antes, uma mulher governar um reino, você precisa de um rei.
-- então acharei um.
-- você irá mesmo se casar com qualquer um só para não me entregar o trono?
-- eu nunca quis nada disso, mais agora que estou aqui eu vou assumir o que é meu.
-- se você nunca quis, vá embora, e finja que nada aconteceu.
-- não dá para simplesmente fazer isso.
-- está bem Anny, se quer assim, se torne rainha e vamos ver até onde você vai conseguir aguentar.
Virei as costas e sai, subi as escadas do meu quarto, tranquei a porta e lá estava Bernardo.
-- o que faz aqui?
Ele se aproximou de mim.
-- você acha mesmo que iria deixar você sozinha?
-- você que não pode voltar assim.
-- tomaremos cuidado ok? Mais não me peça para ficar longe de você.
-- nunca te pediria isso.
Ele me beijou, e foi escorregando suas mãos em meu corpo, eu retribui fazendo o mesmo.
Com um toque ele me pegou no colo, fazendo-me encaixar perfeitamente nele, quando me dei conta nós estávamos em cima da minha cama, eu queria aquilo e não havia nada que nos impedisse naquele momento era só eu e ele, coloquei minhas mãos por dentro de sua camiseta e o arranhei, ele suspiro e eu gostei, continuei o arranhando delicadamente e logo em seguida tirei sua camiseta, ele beijava meu pescoço como se fosse me comer, e delicadamente tirou meu vestido, eu continuei e desabotoei sua calça e ele tirou, continuou me beijando até tirar meu sutiã, confesso que fiquei com um pouco de vergonha mais eu sabia que ele era o homem da minha vida, ele me apertava tão forte que me deixava louca, quando eu percebi nós estávamos nus.
-- tem certeza que quer isso?
-- não fale nada.
Eu o arranhei quando senti a dor, que me fez ficar um pouco tensa, ele suspirou em meu ouvido.
-- apenas relaxe.
Fechei os olhos e relaxei, a sensação foi melhorando e a dor passando. Eu o amava não tinha dúvida nenhuma sobre isso, eu poderia permanecer nos braços dele por toda eternidade.
A luz do sol estava entrando pela janela, abri os lhos e ele não estava mais ao meu lado, havia um bilhete.
Não queria que ninguém me visse ai, te vejo mais tarde minha rainha.”
Era impossível não sorrir.
Alguém bate na porta, me lembro que eu ainda estava nua.
-- só um momento.
Me levantei correndo peguei o bilhete e guardei na gaveta coloquei a primeira roupa que vi na frente e abri a porta.
-- ah, você.
-- nossa que cara de decepção, tava esperando quem?
-- ninguém, o que quer Vinicius?
-- saber como anda os preparativos para o casamento.
-- que casamento?
-- ué você já não tem um novo rei em mente, mais para isso você precisa se casar.
-- que? Eu só tenho 16.
-- sim, mês que vem 17, já sei, mais mesmo assim irmãzinha precisa se casar.
Sai do quarto o deixando lá, e corri para fora do castelo.
Eu não queria me casar, era nova demais, é nessas horas que eu sinto falta de Lara, ela iria me entender e me aconselhar eu precisava dela, fui sem direção para o meio do jardim e me sentei no gramado, e agora? Tipo eu amo o Bernardo, mais casar? Com 16 anos é um pouco demais para mim, bom mais eu não podia desistir agora, cheguei até aqui, o que é um casamento perto de tudo o que eu já passei.
Fui até o porão onde Bernardo estava escondido.
-- estou começando a ficar entediado.
Eu o beijei.
-- Bê, você sabia que nós temos que nos casar?
-- sim.
-- porque nunca me disse ?
-- minha linda, achei que você soubesse.
-- como eu saberia? Eu só tenho 16 anos e você 19.
-- tecnicamente não tenho 19, mais eu te entendo.
-- já que tenho que me casar, quero Lara aqui.
-- está louca? O que diria para ela? Para eu me tornar rainha tenho que me casar? Isso?
-- eu sei eu sei, ela surtaria, mais ela é minha melhor amiga, nós já passamos por tantas coisas juntas, eu quero ela aqui comigo afinal é meu casamento.
-- se você pensa assim, que assim seja ué.
Ele me abraçou, e não aguentei e chorei em alguns meses tanta coisa mudou, e agora eu tinha que estar preparada para contar tudo, e não irei esconder nada de Lara, ela merece saber a verdade. Larguei Bernardo e voltei para o castelo.
Será que pegava telefone aqui? Não custa nada tentar.
Estava chamando...
-- alô.
Ouvir sua voz me deixava nervosa.
-- hei Lara, é a ... Anny.
-- Anny? Meu Deus, enfim deu noticias, como está sua viajem?
Ah é, tinha me esquecido que eu a fiz acreditar que era uma viajem para passeio e voltava logo.
-- Lara, tanta coisa aconteceu e ... eu queria você aqui.
-- o que houve?
-- prefiro contar pessoalmente.
-- eu vou, claro que eu vou, mais onde exatamente você está?
-- eu te mando uma passagem, ah e vem preparada porque o baque é grande.
-- do que está falando?
-- Lara, eu vou me casar.
-- CASAR? Como assim casar, está louca?
-- te mando a passagem hoje ainda, para amanhã, você vem não vem?
-- vou claro, mais o que falarei para minha mãe?
-- que você vem me visitar ué.
-- está bem , eu dou meu jeito, mais amanhã você vai me explicar essa história de casamento.
-- pode deixa, até amanhã.
-- até.
Desliguei o telefone, só pela reação dela, ela entendia o que eu estava passando, quer dizer é um absurdo eu me casar.
Pela primeira vez, eu iria sair do castelo e da vila, iria para a cidade, iria finalmente conhecer um pouco da Itália, fui até meu quarto, peguei roupas minhas que tinha na minha mochila, enfim nada de vestidos antigos, e nem o cabelo trançado, coloquei meu jeans, uma regata estampada, botas pretas e uma jaqueta preta, deixei meu cabelo solto e me maquiei, peguei minha bolsa e sai, quando desci as escadas os criados se assustaram.
-- majestade que roupas são essas?
-- minhas roupas, eu estou indo para a cidade.
-- ora ora, já está desistindo de ser rainha?
Me virei.
-- você não me deixa em paz não é mesmo?
-- uma rainha não usa esses tipos de roupas querida irmãzinha.
Ninguém faz idéia do quanto que eu odeio essa ironia de Vinicius.
-- sou uma rainha diferente, agora mê de licença estou indo a cidade.
-- fazer?
-- e te interessa?
-- talvez procurar um marido?
Ele deu gargalhadas.
-- Não, estou indo mandar o convite de casamento para Lara, lembra dela não é? Minha melhor amiga, quero ela aqui.
-- Anny, então você tem realmente um pretendente a novo rei?
-- demorou para entender em.
-- e quem é?
-- daqui alguns dias você irá ver.
-- e por acaso ele irá te acompanhar hoje?
-- por acaso não, ou você acha que eu sou burra? Certamente você irá mandar alguém para me vigiar e descobrir quem será meu marido.
Ele ficou mudo, na mosca , era exatamente isso que ele iria fazer.
Virei as costas para ele, e sai, todos na rua me olhavam estranho, certamente por causa de minhas roupas, mais não me importo.
* * *
Como era bom andar em um lugar que ninguém sabia que eu era rainha, e todos me via apenas como uma turista de 16 anos, fui até uma agência de viagens e comprei a passagem de Lara, e enviei para ela, aproveitei e andei, fui ao shopping, comprei roupas, bolsas, sapatos, maquiagem, olha o lado bom, agora que sou rainha eu sou rica, posso comprar o que quiser, passei a tarde toda andando, comi comidas maravilhosas italianas, me sentia como uma pessoa normal por algumas horas.
O tempo passou tão rápido, quando eu vi já estava escurecendo, e então tive que retornar a realidade olha que irônia, a realidade para mim é como os contos de fadas bem mais complicado , mais como contos de fadas, e o que para mim tinha sido um conto de fadas era a realidade para muitos.
Voltei para o castelo, cheia de sacolas passei por todos e apenas subi, tranquei a porta de meu quarto e deitei em minha cama fechando os olhos.
-- roupas novas?
Abri os olhos, e sorri.
-- estamos parecendo dois amantes que só nos vemos a noite.
-- e fala se isso não é bom?
-- ótimo.
Eu o puxei para cima de mim e o beijei.
-- falo com a Lara?
Me sentei.
-- falei sim, amanhã ela vai vir.
-- que bom.
-- é sim, mais eu não quero falar.
Ele olho com malicia.
-- apenas fique comigo, sem falar nada.
-- mais quem disse que eu quero falar?
Apenas sorri, e ele me deito, e subiu em cima de mim, seu toque era a melhor coisa que existia, estar com ele me fazia esquecer de tudo e apenas pensar em nós, só de pensar que eu o quase perdi uma vez, não suportaria ficar sem ele nunca mais.
Começamos e nos pegar, muito, nosso beijo ficava cada vez mais rápido, e nossos corpos deslizavam um no outro, começou a ficar quente, muito quente, as pontas dos meus dedos começou a pegar fogo literalmente. Eu o empurrei.
-- eu vou acabar colocando fogo em tudo.
Ele sorriu.
-- tive uma idéia, vem.
Fui com ele, até o banheiro, ele abriu o chuveiro e me empurro para dentro, nós ainda estávamos de roupas e fomos tirando e jogando no chão, a água caia sobre nós e deixava tudo melhor e acabou acontecendo de novo... saímos do chuveiro, nos enxugamos e trocamos de roupa, deitei na cama e ele deitou ao meu lado me abraçando e susurrou ao meu ouvido.
-- te amo.
Sorri e fechei os olhos adormecendo.
Acordei com a luz do sol em meu rosto, olhei ao lado e ele não estava lá, apenas sorri e me levantei fui até a janela e olhei todo o território que me pertencia, abri meu guarda-roupa e olhei aquele monte de vestidos que era de minha mãe, eu não estava a fim de usar aquilo, era tudo muito... longo.
Peguei um de dentro e uma tesoura, o cortei deixando mais curto, deixei meu cabelo solto e coloquei uma rasteirinha que trançava na perna, passei lápis preto, não exagerei, e um gloss rosa, sai do meu quarto e havia vários homens sentados na mesa da sala, desci as escadas e fui até eles.
-- majestade.
-- bom dia a todos.
-- majestade, esses são os conselheiros do castelo, como eu havia dito há vizinhos querendo invadir nossas propriedades e você precisa entrar em um acordo, ou haverá guerra.
-- sim Mayon, e então senhores, o que propõe?
-- com todo perdão, mais a vossa majestade sabe que precisa de um rei certo?
-- sim, já estou cuidando disso.
-- e precisar se casar logo, para ter a coroação oficial, antes que invadam nossas terras e deixe as pessoas da vila do fogo sem moradia.
-- isso não irá acontecer, dentro de alguns dias irei me casar, e assim poderão fazer a coroação, mais quais são os vizinhos que querem invadir?
Mayon abriu um mapa e colocou em cima da grande mesa.
-- os do Leste, ouviram rumores, que eles acham que o reino está abandonado, antes estava sobre o controle de Gennaro, mais ele não era o herdeiro, então eles pretendem tomar nossas terras.
-- porque eles acham que está abandonado?
-- por que a senhora ainda não foi apresentada como herdeira oficial, nós daqui sabemos que a senhora retornou, mais eles não, e nada mais que um casamento e a coroação oficial para ele ver que a profecia se cumpriu.
-- podem todos ficar tranquilos, só preciso de alguns dias para preparar meu casamento, e logo após podem me coroar rainha.
-- que tal tudo ao mesmo dia majestade?
-- como?
-- a senhora se casa e após a cerimônia, você se torna rainha.
-- pode ser, só me de alguns dias.
-- como quiser.
-- e a propósito, nós temos algumas ótimas mulheres na vila que podem te ajudar, com a comida e uma ótima costureira para fazer seu vestido.
-- claro, quero que convoquem as melhores, para um reunião amanhã aqui no castelo.
-- sim senhora.
-- ah e Mayon, hoje chegará uma hóspede quero que arrume o quarto do lado do meu, minha amiga virá do Brasil para o casamento.
-- sim majestade.
-- estou animado para ver seu futuro marido.
Olhei Vinicius encostado na porta, apenas me levantei e passei por ele, ele segurou meu braço.
-- onde vai?
-- visitar meu povo.
Sai pelas ruas, cumprimentando as pessoas da vila, e visitando os lugares, almocei num pequeno rancho com comidas rústicas, uma menininha se aproximou.
-- você não parece rainha.
-- porque não?
-- ah, você é tão normal, e bem bonita.
-- ah obrigada, mais por que diz isso?
-- porque o antigo rei ... bom, eu tinha medo dele.
-- mais não precisa ter medo de mim ok? Sou sua amiga.
Ela me abraçou.
-- Filha, não faça assim.
-- não por favor, pode deixar ela comigo.
-- a senhora tem certeza?
-- claro.
A menininha se sentou no meu colo.
-- posso né?
-- claro linda.
-- você tem namorado?
-- tenho sim.
-- cade ele? Ele é bonito? Qual o nome dele?
-- hei calma, ele não pode estar aqui agora, e sim ele é muito bonito, e o nome dele é segredo.
-- você não respondeu minhas perguntas.
-- mais são perguntas que eu não posso responder.
-- entendi, agora que somos amigas, um dia você me conta?
-- claro, logo logo ok?
-- ok.
Olhei a hora e meu Deus o tempo passou tão rápido já estava quase na hora de Lara chegar.
-- eu preciso ir.
-- porque?
-- tenho que me encontrar com uma amiga.
-- ah sim... você vem me visitar mais vezes?
-- claro.
Beijei ela e sai.
Voltei para o castelo, tomei banho troquei de roupa e fui com o motorista até o aeroporto, confesso que estava ansiosa por vê-la, e nervosa por tudo o que eu teria que revelar, eu a vi descer do avião e corri até ela.
-- que saudades Lara.
-- nem me fale, você não me deu noticias, sumiu.
-- desculpe , mil desculpes, mais a verdade é que eu preciso de você.
-- calma, to aqui.
-- vem vamos para o castelo.
-- castelo? Como assim.
-- quando chegar lá eu te explico tudo.
-- tudo mesmo em.
-- logico.
Fomos até o carro.
-- majestade.
-- como assim majestade?
-- uma longa história.
Sem ela perceber tirei o encanto que a fazia pensar que eu estava só passeando.
Chegamos no castelo e na porta ela parou.
-- uau, você está hospedada aqui?
-- na verdade eu sou dona disso aqui.
-- como assim???
-- fique calma vou explicar tudo.
Abri a porta e ela olhou em volta falando “ uau” novamente.
-- oi Lara.
-- Vini.
Ela correu e o abraçou.
-- agora eu entendi Anny, você está sozinha depois da morte de Bernardo e resolveu chamar Lara.
-- morte de Bernardo? Como assim? Anny você não me disse nada...
-- pois é, vamos subir e eu te conto o que houve.
Puxei Lara pelo braço e vi que ela estava chocada e subimos até o quarto, tranquei a porta e nos sentamos na cama.
-- pode começar contando tudo.
Respirei fundo e comecei.
-- vou resumir ok?
-- ok.
-- bom, há meses atrás quando eu ainda estava no Brasil, depois da morte dos meus pais descobri que meus verdadeiro pais são feiticeiros, e minha mãe em questão super poderosa, e minha família toda havia morrido, inclusive Vinicius que surgiu depois, mais tá, Bernardo havia sido escolhido para ser meu protetor, mais acabamos nos apaixonando, e tudo isso aqui o castelo o reino tudo era de meus pais, como eles morreram por Gennaro um cara que odiava os dois, ele tomou o reino, então eu precisei voltar para matá-lo, e detalhe eu também sou uma feiticeira, acabei matando ele, mais ele matou Bernardo, mas com o livro de feitiços de minha mãe eu o ressuscitei, mais ninguém sabe, isso é um segredo Lara, porque depois da suposta morte dele, Vinicius mostrou quem realmente era, querendo roubar o trono de mim, então ninguém sabe que Bernardo está vivo, só eu e você, e eu só poderei ser rainha se eu me casar, todos acham que eu tenho um noivo escondido mais a verdade é que vou me casar com Bernardo, e assim me tornar rainha.
Bom é isso, mais ou menos , com tempo eu te conto com mais detalhes.
Lara começou a gargalhar.
-- Anny você tem uma imaginação tão boa.
-- que? Lara não é mentira.
-- ah qual é, rainha? Feiticeira? Pelo amor de Deus né.
-- Caramba Lara, pra que eu iria mentir.
-- tá tá, se você é realmente uma feiticeira me mostre algo legal.
Ela não conseguia conter o riso.
-- está bem.
Mostrei a palma de minha mão para ela e a fiz pegar fogo.
Ela ficou paralisada, e com a outra mão fiz uma bolha de água juntei as duas mãos e o fogo e água sumiram.
-- uau, isso foi surpreendentemente assustador, faz de novo?
Juntei as duas mãos e fui criando uma grande bola de fogo e a fiz flutuar na nossa frente.
-- Caramba, é verdade você é uma feiticeira, isso é a coisa mais legal que eu já vi na vida.
Eu sorri, Bernardo estava entrando pela janela.
-- Bêee!
-- Xii,ninguém pode saber lembra?
-- ah é esqueci, desculpa, heei vocês vão casar.
-- sim.
Eu o beijei.
-- eu quero ser madrinha.
-- meu Deus você é a amiga mais louca que eu tenho.
-- detalhe eu sou a melhor amiga ok?
-- sempre.
-- ok temos um casamento para preparar.
-- temos temos, mais amanhã ok?
-- ah entendi vocês querem ficar sozinhos... pera ai você não..?
fiquei vermelha e Bernardo começou a rir.
-- não acreditoooooooooo, pode me contar.
-- eu vou ao banheiro.
Bernardo mais que depressa, foi ao banheiro.
-- Anny aconteceu?
-- sim, mais fale baixo, faz dois dias só.
-- uau e como foi?
-- muito bom.
-- doeu?
-- chega disso Lara, ele está no banheiro tenho vergonha de falar sobre isso.
-- ah nem vem, quero saber tudo, mais já entendi vocês querem ficar sozinhos.
-- não é por isso, você não precisa ir, quer dizer chegou agora.
-- relaxa sua doida, eu vou porque estou com sono mesmo, me leva até meu quarto?
-- claro.
Sai do quarto e a levei no quarto do lado.
-- Boa noite.
-- Boa noite sua doida maluca.
Eu a abracei.
-- te amo Lara.
-- own também te amo Anny.
Voltei para meu quarto, e ele estava lá olhando a janela, cheguei e o abracei.
-- eu te amo sabia?
-- também te amo.
Ele me puxou pela cintura e me beijou.