quinta-feira, 3 de março de 2011

Capitulo 16

Após alguns minutos Bernardo chegou, quando ele desceu do carro ele paralisou.
-- caramba não pode ser?
-- quanto tempo em Bernardo.
-- meu mais você havia...
-- morrido? Era para eles pensar que eu morri, mais na verdade eu fugi.
-- cara, eu pensei que você tinha morrido todos esses anos porque você nunca me procurou?
-- sinto muito por isso, mais todos precisavam achar que eu morri até você.
-- hey, então é verdade eu tenho um irmão?
Vinicius abriu os braços e eu já com os olhos cheios de lágrimas o abracei.
-- que bom que você está bem minha irmãzinha.
-- meu, eu não acredito que eu tenho um irmão.
-- alguém precisa cuidar de você não é?.
-- epa, eu cuido dela tá Viní.
-- é que história é essa que você namora minha irmã cara?
Bernardo começou a rir e não parava mais e eu também.
-- po, tu é bem mais velho que ela.
-- meu impossível não se apaixonar por ela.
-- ai que lindo.
Eu o abracei.
Eu estava tão feliz que não conseguia me conter, tudo muda agora e as coisas começam a fazer sentindo, se eu tenho um irmão mais velho ele tem direito ao trono, então como ele é mais experiente ele lutará.
-- Isso muda tudo!!
Ops, acho que falei um pouco alto.
-- o que muda ?
-- já que eu tenho um irmão, você tem direito ao trono Vinicius, e não eu.
-- engano seu minha querida, você é filha de Diana eu não.
-- mais o rei não era nosso pai?
-- sim. Mais o trono foi designado para você minha pequena.
Não acredito.
-- então eu terei que enfrentar todos aqueles seguidores de Gennaro do mesmo jeito ?
-- sim, mais eu serei sua arma secreta.
-- como assim?
-- Ninguém sabe que eu sobrevivi a guerra dos tronos, e então eu posso te ajudar secretamente.
-- entendi, mais um aliado.
Bernardo sorriu mais depois fico sério novamente.
-- o que foi Bê? - perguntei me aproximando mais dele.
-- não há mais tempo, você tem que viajar até a Itália e lutar pelo o que é seu Anny.
-- mais como? Não estou preparada.
Vinicius sorriu.
-- porque sorri? Não tem graça, não tem motivos para sorrir , eu não estou pronta para uma nova guerra.
-- nós estaremos ao seu lado.
-- Isso não basta!!! - Gritei.
-- calma, por favor se acalme. - Vinicius me abraçou.
Lágrimas começaram a escorrer de meus olhos, eu estava feliz de ter um irmão, mais eu não queria lutar, e eu estava com medo, e outra o que eu falaria para minha tia? Tia estou indo para a Itália lutar pelo meu trono e pegar os poderes de minha mãe.
-- eu não estou pronta, não sei usar meus poderes...
-- foi exatamente por isso que eu voltei Anny, em três dias a lua terá um eclipse e com a escuridão total seus poderes serão maiores, eu apareci agora para te ajudar a desbloquear seus poderes, e então você estará pronta e forte o suficiente para lutar.
Olhei para Bernardo esperando que ele fale que era uma piada, e que nada disso aconteceria, mais ele segurou minha mão e olhou em meus olhos.
-- esterei contigo, quando isso acontecer, não sairei do seu lado em nenhum momento, mais lembre-se você terá que ser forte, não será fácil mais estaremos do seu lado.
Não sabia o que fazer ao não sei chorar.
-- eu preciso voltar, sem minha tia ver, não posso ficar aqui fora... podemos nos ver amanhã?
-- sim, nos veremos amanhã. - disse Bernardo.
-- com certeza minha irmãzinha, tenha uma boa noite a até amanhã, amanhã teremos que conversar muito sobre essa mudança , você tem que estar preparada para desbloquear seus poderes.
-- sim, eu só preciso processar tudo isto. E prometo não decepcioná-los.
-- sei que não vai.
Dei um abraço no Vinicius e disse baixinho.
-- estou feliz em ter você.
-- eu também estou.
Beijei sua bochecha e fui para Bernardo, o abracei.
-- fique tranquila, dará tudo certo.
-- eu confio em você... e eu te amo.
-- eu também te amo.
Ele me beijou delicadamente e Vinicius deu risada.
-- ah qual é , respeitem eu ainda estou aqui.
Nós rimos, e eu sai.
Entrei em casa de fininho e subi as escadas sem que ninguém percebesse, deitei em minha cama e fiquei alguns segundos sem pensar em absolutamente nada, mais logo depois milhões de pensamentos vieram a minha cabeça, o que será de mim? Como eu irei viajar? E minha tia, meus amigos, a escola? Não posso simplesmente abandonar tudo, irei dizer o que? Que vou lutar pelo meu reino? Eu nunca tinha respostas, mais ainda assim estava feliz porque ter conhecido meu irmão mais agora, algo me dava mais medo do que lutar era daqui três dias no eclipse lunar, o que a lua tinha haver em desbloquear meus poderes? Tantas perguntas, e novamente nenhuma resposta minha cabeça começava a doer, e meu coração a acelerar, agora faltava pouco para eu enfrentar meu maior medo, e para desvenda o grande mistério do meu colar, no fundo eu queria conhecer o castelo, e achar coisas de meus pais biológicos mais não queria passar por tudo isso, mais dizem que nada se consegue tão fácil na vida.
* * *
o som do despertador me fazia acordar de um sonho onde tudo era normal e nada sobrenatural, ah qual é ? diz que uma garota de dezesseis anos ser filha de uma feiticeira, namorar um imortal e possuir grandes poderes não é sobrenatural? Para mim isso só existia em filmes, talvez minha vida se tornou um e espero que no final seja feliz igual nos filmes, sem mais tragédias, tomei meu banho coloquei uma roupa leve e desci as escadas, quando me sentei a mesa me lembrei que agora faltam dois dias para o eclipse lunar e menos tempo para eu viajar a Itália, vendo por outro ângulo viajar para Itália com seu namorado parece uma coisa romântica e perfeita, sempre amei a Itália, mais na minha situação não há nada de romântico e muito menos perfeito está bem mais para um pesadelo.
-- bom dia priminha.
-- Bom dia Caio, por onde esteve ontem a noite?
-- te faço a mesma pergunta.
Ergui a sobrancelha esquerda.
-- como assim? Em casa ué.
-- claro, fui no seu quarto e você não estava.
-- fui tomar ar no jardim.
-- estava sozinha?
-- o que te interessa?
-- então o que te interessa onde eu estive ontem?
-- ah dane-se não me importo mesmo.
Ele riu.
-- bom dia crianças, fiz bolinhos de chocolate.
-- ah tia desse jeito vou acabar engordando.
-- imagina querida, você está magrinha.
-- na verdade gostosa – Caio disse em voz baixa no meu ouvido.
Eu o olhei com desprezo e o ignorei, comi meus bolinhos e escutei a o barulho da buzina de Bernardo do lado de fora, levantei rapidamente e fui em direção a porta.
-- hei mocinha.
Parei, e olhei para minha tia.
-- um dia quero conhecer seu namoradinho.
-- claro.
Abri a porta e sai, só de vê-lo pela manhã me deixava feliz e me fazia esquecer os problemas.
-- Bom dia Bê.
-- Bom dia linda.
Eu o beijei delicadamente.
-- como passou a noite?
-- meio confusa, mais bem. E você e o Vinicius?
Ele sorriu.
-- fomos para minha casa, ele vai ficar lá, passamos boa parte da noite conversando.
Eu sorri, e ele ligou o motor e arrancou com o carro para a rua.
No caminho para a escola nós só nos olhamos e eu liguei o som, as músicas cooperavam para o clima. Ele estacionou em frente ao colégio.
-- Te espero na saída, seu irmão quer te ver.
-- está bem.
Me inclinei para beijá-lo e ele correspondeu me puxando para mais perto me beijando fogosamente. Sai do carro até meio zonza mais toda feliz.
-- Anny , ah te achei.
-- que foi Lara?
-- hoje tem prova, e das bravas.
Eu não me importava mais com a escola.
-- de que?
-- matemática.
Ignorei e comecei a andar.
-- qual é Anny, é uma das provas que decidem se passamos ou não.
-- e daí?
-- e daí? Hei acorda, você faltou vários dias, me diz que você estudou , se não vai acabar repetindo.
-- não gosto de matemática, e não, não estudei.
-- quer que eu te ajude a estudar nessa primeira aula, a prova será na segunda.
-- não se preocupe, dará tudo certo.
-- não entendo como você pode ficar tão tranquila em etapa de decisão.
Era engraçado a preocupação de Lara com meu desemprenho escolar, mais isso era o menor dos meus problemas. 
Na prova, quando a professora me entregou a avaliação olhava aqueles números e não entendia absolutamente nada, me deu vontade de entregar a prova em branco, mais então quando a sala ficou em silêncio, números vinham em minha cabeça, eu ão conseguia entender, até o momento de eu começar a escutar os pensamentos dos outros alunos e inclusive da professora, percebi que ela estava resolvendo a mesma avaliação que nós por passatempo, me concentrei em escutar apenas seus pensamentos e ia escrevendo de acordo com o que ela pensava, os minutos foram passando e minha prova foi ganhando respostas, quando o tempo foi esgotado entreguei a prova e sai.
Minha vista estava um pouco embaçada, deve ter sido o efeito do dom da mente, pelo o que eu entendi antes de eu desbloquear meus poderes , qualquer poder que eu usar me afetaria em algo, mais claro temporário.
Logo minha vista voltou ao normal e veio Lara preocupada.
-- como acha que foi?
-- bem, e você?
-- ah bem, mais como pode ter ido bem sendo que não veio em quase nenhuma aula de matemática.
-- ah era meio lógica.
Lara ficou me encarando e eu comecei a rir, comecei a ver o lado bom de ser uma feiticeira tudo bem que era desleal com quem estudava e usar meus dons para me aproveitar de certas situações, mais me diz quem não usaria esse dom , se você conseguisse ver as respostas de uma prova? Iria simplesmente ignorar? Fingir que não estava acontecendo? Já que eu tenho esse dom, posso usá-lo ao meu favor, nada mais justo.
As outras aulas foram tranquilas procurei não forçar minha mente em certas coisas, precisava manter o controle, e segurar durante esses dois dias, eu ficava numa certa ansiedade para saber o que estava por vir, como seria me sentir poderosa, era emocionante pensar, mais confesso que me dava um pouco de medo, um pouco não, muito medo.
Na saída ele estava lá como combinado, sempre lindo e com aquele olhar misterioso que me encantava, a cada dia que passa eu me encanto mais por ele e não dá para negar que estou completamente apaixonada por ele e afinal para quer negar? Confessar seria mais digno.
-- para onde vamos ? - eu o olhei maliciosamente.
-- há há há mocinha, não provoca, Vinicius está a nossa espera.
-- nem uma fugidinha? - fiz cara de triste
ele sorriu, ah aquele sorrisso.
-- não atenta.
Ele entrou no carro e eu entrei logo em seguida.
-- ah como você é malvado.
-- você nem sabe o quanto. - agora foi ele que me olhou com malicia.
-- me mostra o quanto é malvado.
-- logo verá.
Ele dirigiu até o campo mágico onde eu fui da outras vezes o tempo estava virando para chuva e começava a ventar.
-- ai está o casal – disse Vinicius abrindo a porta para eu descer.
Eu o abracei.
-- ah irmãzinha mais linda de todas?
Cruzei os braços.
-- por acaso você tem outra?
-- não bobinha, mais venha preciso ver até onde você sabe.
Eu o segui até o campo, de folhas secas e as folhas voavam por causa dos fortes ventos.
-- parece um dia de batalha.
Bernardo se aproximou mais e me abraço por trás.
-- sim, realmente parece.
Ah como seu abraço me fazia sentir protegida.
-- bom Anny me faça ver fogo.
Eu sorri.
-- sem problemas.
Pensei em fogo e como nem um passe de mágicas ele apareceu em minhas mãos, mais eu queria mais , queria mostrar para meu irmão que eu sabia lidar com fogo, então me concentrei e fiz aparecer uma bola imensa de fogo em minhas mãos a fiz flutuar no ar e fui fazendo cresce-la cada vez mais, me sentia poderosa por isso , e esperava que Vinicius ficasse com orgulho de mim.
-- nada mal irmãzinha.
Eu sorri
-- agora, segura a bola de fogo no ar, e ao mesmo tempo faça uma capsula de proteção em volta de você.
-- como faço isso?
-- canalize o ar com o fogo, mantenha ele lá em cima e crie uma barreira em sua volta.
-- barreira de que?
-- água.
-- mais para isso preciso de água por perto.
-- pois bem, ache-a procure água com a sua mente.
Comecei a procurar água com a minha mente, mais sem desconcentrar da bola de fogo, eu estava perdendo o equilíbrio da imensa bola de fogo, mais não queria desistir, não podia.
Continuei tentando achar água e a encontrei havia uma mangueira desligada há uns metros dali, mais não sabia ao certo como fazê-la chegar até mim, desejei a água e senti ela mais próxima, ela chegou até mim e então fiz o que meu irmão pediu criei uma barreira contra mim, mais usando a água para fazer isso minha mente se desconectou do fogo fazendo-o cair sobre mim, antes que pudesse me atingir Vinicius me salvou o puxando para ele.
-- faça parar Anny – ele gritou.
E acabei de desconcentrando de tudo fazendo toda a água cair sobre mim e me encharcando,olhei meu irmão tendo dificuldades para lidar com o fogo então o ajudei fazendo parar, e a bola diminuiu até desaparecer.
No mesmo momento minha cabeça doeu, mais eu não me permitia parar. Fechei os olhos e conectei minha mente em água, e a trouxe para mim com mais facilidade desta vez, não sei se era porque eu estava toda molhada, e então eu criei uma cúpula em volta de mim feita de água, era inexplicável a sensação de estar dentro de uma cúpula de água feita por mim mesma, eu era uma feiticeira e agora estava agindo como tal.
-- aguente essa irmãzinha, vamos brincar.
Eu sorri.
-- venha.
Com o poder das mãos ele a estendeu e raios começaram a sair e vir em minha direção eu os parei com a força da água e foi surpreendente, ele sorriu e mandou mais e eu continuei bloqueando os raios. Olhei Bernardo e ele só ria sentando no gramado, olhei para Vinicius e pisquei, ele entendeu , juntei toda água que fazia a cúpula fazendo se tornar uma grande bola de água e lancei em direção ao Bernardo fazendo-o tomar um super banho, ele veio correndo como um flash em minha direção e eu corri dele, dando gargalhadas, mais ele era bem mais rápido que eu e então me pegou, estava todo molhado e me empurrou no gramado me fazendo deitar ele caiu em cima de mim.
-- ah você está todo molhado Bê.
-- e quem me molhou?
Eu sorri feito uma criança.
Por um momento nós paramos e nos olhamos eu o amava isso estava em meus olhos e o desejava, e ele sorriu, retribui o sorriso e ele me beijou, nosso beijo era ardente como o fogo que havia dentro de mim, eu precisava dele , eu queria que fossemos adiante, coloquei minhas mãos por dentro de sua camiseta e o arranhei, ele se arrepiou.
-- hei cara, poxa ela é minha irmã.
Não consegui segurar o riso, e cai na gargalhada.
-- qual é Vinicius , sua irmã já tem quase dezessete anos.
-- mais continua sendo minha irmãzinha.
-- meninos, estou aqui ok?
Ele riram.
-- e eu estou com fome, esses treinos me dão fome.
-- normal – disse Bernardo, saindo de cima de mim.
-- tome, beba. - Vinicius me entregou uma garrafinha preta.
-- Amrita?
-- sim.
-- tem gosto de tequila.
-- não tem não, e você precisa beber.
-- Já sei, Bernardo já me disse isso.
Abri a garrafa e virei tudo em um gole, parecia que o gosto estava melhor, mais ainda parecia que contia álcool naquilo.
Começava a chover, muito.
Bernardo e eu entramos no carro e Vinicius em outro, meu celular tocou.
-- Oi Lara.
-- Anny, Caio está atrás de você.
-- porque raios?
-- sei lá, disse que você tem que voltar para casa.
-- estou indo então, obrigada pelo recado.
-- imagina.
Olhei Bernardo com cara de tédio.
-- o que foi?
-- tenho que voltar para casa.
-- o.k.
-- me visita a noite?
-- se quiser...
-- lógico que quero.
-- então estarei lá.
Ele me levou até em casa, eu o beijei rapidamente e entrei.
-- Anny, até que enfim.
-- o que?
-- umas caras estranhos deixaram esta carta para você, tentei abrir mais não abre.
-- que falta de educação abrir as coisas dos outros.
Peguei a carta o envelope era preto coloquei na minha bolsa e subi as escadas, entrei em meu quarto e fechei a porta, o envelope abriu normalmente comigo.
Princesa, pedimos sua ajuda... somos do reino de Franchesco e Diana e zelamos pelo castelo, mais os inimigos andam vindo constantemente para cá, e ficamos sabendo por fontes seguras que a herdeira está viva! Pedimos que nos ajude.”
  • - Moradores da vila do fogo.
Que? Como assim? Moradores da vila do fogo? Só pode ser alguma armadilha dos Fúrias, como que eles me achariam aqui no Brasil, preciso falar com Bernardo, esperarei ele vir me visitar mais a noite.
Bernardo não demorou para chegar, e entrar pela minha janela, e até hoje não sabia como ele fez isso.
-- Oi Linda.
Eu o beijei.
-- Bê, recebi um envelope preto, tome leia.
Ele tentou abrir o envelope, mais não abria.
-- está com algum tipo de feitiço, só você pode abrir.
Peguei-o de suas mãos e abri, e o entreguei.
Seu rosto parecia serio.
-- o que foi Bê?
-- Moradores da vila do fogo...
-- sim sim, só pode ser alguma armadilha certo? Porque como eles me achariam?
-- Não, não é nenhuma armadilha, de fato são os moradores da vila do fogo, é uma sociedade secreta criada pela sua mãe e eles são seus aliados.
-- como conseguiram me achar?
-- eles tem esse dom, porque quando descobriram que a herdeira está viva eles poderiam enviar uma carta para ela, sem mesmo saber onde você está.
-- entendi, e o que isso significa.
-- que você precisa voltar logo.
-- logo quanto?
-- daqui dois dias seus poderes serão desbloqueados, então iremos logo em seguida.
-- mais Bê , e minha tia, meus amigos, o colégio...
abaixei minha cabeça.
-- fique calma, você vai ter que usar sua mente para mudar o pensamento deles.
-- tipo mudar as coisas, como se eu tivesse sumido.
-- sim, vai colocar na mente de todos que você foi em uma viajem de escola.
Eu o abracei.
-- vai dar tudo certo – ele disse baixinho.
Me deitei, e ele se deitou ao meu lado me abraçando.
-- agora durma, você precisa descansar.
-- fique aqui comigo.
-- para sempre.
Adormeci em seus braços.
* * *
Pela manhã, ele não estava mais lá era sexta-feira isso significava que amanhã a noite teria o eclipse lunar, isso não saia da minha cabeça, fiz minha higiene pessoal e desci as escadas pronta para ir para escola.
-- hei priminha, vamos sair hoje?
-- não posso, tenho compromissos.
-- minha mãe não está gostando nada dessas suas tardes foras com seu namorado.
-- paciência não é?
O deixei falando sozinho, ah me poupe de tudo o que eu to enfrentando eu ainda tinha que me preocupar com a minha tia? Logo eu não estaria mais aqui, e nem sei se retornarei, abri a porta e ele estava lá como todos os dias, encostado no carro sorrindo, o sol refletia em seus cabelos loiros, e seus olhos verdes iluminavam o dia.
-- Bom dia!
-- um ótimo dia Bê.
Eu o beijei, ah sério, nós formamos um casal perfeito.
-- diga adeus a seu ultimo dia de normalidade.
-- nunca fui normal.
Eu estava com um ótimo humor hoje e pelo jeito ele também, ele acelerou e aquela velocidade me fazia sentir bem, eu amava isso, eu amava ele.
Ele estacionou perfeitamente na frente do colégio e abriu a porta do carro para mim, eu estava radiante. Ele me beijou.
-- Bê, eu retornarei para cá?
-- quando tudo estiver resolvido sim.
-- sentirei falta disso tudo.
-- tenho certeza que sim.
Dei mais um pequeno beijo e me virei, ele segurou meu braço e me puxou novamente para perto dele, eu o olhei nos olhos e ele me beijou novamente.
-- te amo.
-- eu também.
Ele soltou minhas mãos e eu pude ir, cheguei e encontrei Lara com uma cara não muito boa.
-- o que houve?
-- Gustavo terminou comigo.
-- porque?
-- disse que teria que viajar e não saberia se retornava, e então não queria me deixar esperando.
Meu coração ficou apertado, certamente ele terminou com ela por minha causa, a viajem para Itália, ele iria lutar como meu aliado e eu não me perdoaria se algo acontecesse a ele.
-- não sei o que te dizer amiga.
-- eu o amo Anny, queria poder ir com ele.
Por um momento tive a idéia de levá-la comigo, seria bom ter minha melhor amiga ao meu lado, mais seria egoismo arriscar a vida dela por um capricho meu.
-- talvez seja para seu bem.
-- meu bem? Ah não sei onde, ai amiga ainda bem que eu tenho você.
Meus olhos encheram de lagrimas, nem a mim mais ela tinha em poucos dias eu iria embora também, para o mesmo lugar que Gustavo, para uma guerra que não saberia se eu voltaria.
Eu a abracei e comecei a chorar, e ela também.
-- amiga porque está chorando.
-- não gosto de te ver triste.
-- já passou, sempre teremos uma a outra isso que importa e eu irei esquecê-lo.
-- isso mesmo, sempre estarei contigo amiga.
Me doía dizer aquilo, mais eu precisava dizer, independente e qualquer coisa eu sempre estarei por perto, não sou uma feiticeira? Pois bem eu sempre me conectarei com Lara, não vou perde-la nunca.
Não entramos na escola, matamos aula e fomos para o parque dar risada como sempre fazíamos, ficar com Lara me lembrava quem eu sempre fui antes de descobrir a verdade, viver em mentiras parecia ser bom, eu era feliz e estar com ela me lembrava da felicidade que eu sentia quando tinha meus pais, a escola, meus amigos, as meninas, as festas , os garotos...
Tudo mudou, e mudará mais em uma noite, amanhã eu me transformarei completamente, amanhã deixarei de ser Anny Venturelli , e me transformarei em uma Nosferat. E não é só uma mudança de sobre-nome, é uma mudança de vida, de adolescente normal, para uma herdeira, e uma guerreira que terei que lutar para vingar meus pais, muita mudança em pouco tempo.
As horas passaram rápido e logo eu tive que voltar para frente da escola precisava encontrar Vinicius e Bernardo, Lara e eu voltamos para a frente do colégio ela foi para sua casa e eu esperei por Bernardo não demorou muito para ele chegar.
-- ué saiu mais cedo?
-- nem entrei...
-- porque?
-- fiquei com Lara, ela não estava muito bem porque Gustavo termino com ela.
-- ele me disse, ele também não está muito bem...
-- meu, acho que eles não deveriam terminar, meu não quero ver ela mal.
-- ah mais isso eles decidam.
-- não Bê, o Gustavo largo ela , porque vai viajar com a gente.
-- eu sei Anny, mais não podemos nos meter, venha quero te levar a um lugar.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Capitulo 15

Aquela noite tudo foi tão bom, após sairmos da fazenda Bernardo e eu comemos e eu bebi aquela bebida horrível , e depois minha tia me ligou e eu tive que ir para casa, mais então tive um visita mais a noite, lá estava ele na minha janela e eu tinha certeza que o amava e não importava o passado e nem o futuro e sim o agora, e neste exato momento que ele se aproxima da minha cama eu sentia que era ele o que eu mais queria.
-- tem certeza que ninguém vai entrar?
-- a porta está trancada, e provavelmente meu primo foi em alguma festa, minha tia está dormindo e se ela acordar ela vai bater na porta.
-- bom, muito bom.
Meu corpo estava quente, e isso não porque sou filha da feiticeira do fogo mais sim porque eu me sentia quente como um vulcão pronto para explodir e queimar tudo o que vir na minha frente, o fogo estava dentro de mim, só precisava controlar para não queimar literalmente o Bernardo.
-- te trouxe mais Amrita.
-- porque não deixamos para depois?
Ele entendeu o recado e sorriu, subindo em minha cama e me beijando, naquele momento eu esqueci de tudo, e pude sentir como ele me fazia bem, como eu precisava daquele momento com ele, deslizei minhas mãos pelas costas dele e arrisquei levantar sua camisa, ele sorriu e então eu continuei e subi mais até tira-lá, era tão bom deslizar minhas mãos sobre ele sobre aquela corpo definido que me pertencia naquele instante, ele fez o mesmo comigo tirando minha camiseta e me deitando na cama, eu o puxei para cima de mim e nos beijamos mais e mais, ele desceu sua mão até o botão do meu shorts jeans, e cuidadosamente ele desabotoou e com a minha ajuda nós o tiramos, eu fiz o mesmo desabotoando a bermuda dele, subi em cima dele e ele desabotoou meu sutiã, eu o sentia tão perto...
-- PRIMAA!! preciso de você.
Ah não, só pode estar de brincadeira comigo o que esse menino quer, ele batia na porta varias vezes.
Me levantei e joguei as roupas de Bernardo para ele que entrou no meu guarda-roupas e coloquei meu shorts e arrumei meu sutiã abri a porta.
-- o que aconteceu?
Ele entrou e se sentou na minha cama.
-- bebi demais.
-- percebe-se, já está tarde Caio é bom você ir dormir.
-- não, por favor me deixe ficar aqui com você...
-- que? Mais tenho aula amanhã.
-- eu sei, ai meu chegaram uns caras muito estranho na festa e me seguiram até aqui.
-- que caras?
-- não conheço, eles começaram a fazer perguntas...
Olhei para Bernardo no guarda-roupas e depois me virei para Caio.
-- que tipo de perguntas?
-- ai minha cabeça dói, ai Anny perguntas do tipo onde está a garota, e a pedra e não sei o que.
-- como era esses caras?
-- eles estavam todos de preto e andavam em grupo, bem esquisitos.
-- O.k, já esta na hora de você ir dormir.
-- que? Você não está acreditando?
-- sim, estou, mais você está bêbado..
ele foi até a porta e parou.
-- UAU, nem tinha reparado que você estava sem camiseta.
-- pois é, eu acabei de tomar banho e você começo a gritar nem deu tempo.
Ele se aproximou de mim.
-- saudade dos seus beijos priminha.
Ai, não ele vai começar a lembrar do passado e meu namorado está no guarda-roupas eu não mereço.
-- acho melhor você ir dormir, por favor.
-- que tal eu dormir aqui com você.
-- NÃO, por favor saia.
-- não estou muito afim de sair...
-- to te pedindo por favor saia.
-- qual é Anny, eu sei que você me deseja.
-- o que? Você está louco, eu tenho namorado esqueceu?
-- ele não precisa saber.
Ah que irônia, Bernardo está no meu guarda-roupas neste exato momento.
-- Caio, me conte sobre os caras...
-- eu podia passar a noite toda contando.
-- não, só me fala o que eles queriam com você, quer dizer você arrumou briga com alguém.
-- não, ah que saber eu vou dormir, cansei de você priminha.
Ele saiu, e eu tranquei a porta.
-- saudade dos seus beijos em.
-- ah por favor Bê, ele é doido, mas estou preocupada e se for os Fúrias?
-- pensei isso, eles estão de volta Anny.
-- e o que faremos?
-- lutaremos.
-- o que? Não, eu não estou pronta.
-- eu sei, mais logo ficará , fique tranquila esses são apenas os seguidores os mais fracos, os Fúrias mais velhos e mais poderosos não iam ficar dando mole por ai, então iremos treinar todas as tardes e você precisa tomar muito Amrita, começando por agora.
Ele tirou um pequeno frasco preto do bolso e me entregou, o líquido era vermelho que nem sangue e o gosto era de tequila e confesso que eu ficava um pouco zonza quando tomava aquilo.
-- Amrita contém álcool?
Ele sorriu.
-- Não exatamente.
-- como assim?
-- ah os ingredientes são meio fortes...
Eu sorri, e virei o frasco tomando tudo o que havia nele.
-- porque tem gosto de tequila.
-- não tem gosto de tequila.
-- tem sim.
Nós dois rimos.
-- tenho que ir, você precisar descansar, amanhã será um longo dia.
-- já?
-- não me olhe assim, você sabe que você precisa descansar.
-- está bem.
Ele me deu um beijo e pulou a janela, e foi embora.
Fiquei pensando na nossa cena na minha cama, e o que teria acontecido se Caio não tivesse chego, bom mais agora já foi.

* * *
Abri os olhos e vi um pequeno frasco preto em cima da mesinha perto da janela, levantei e tinha um bilhete em baixo.
Bom dia Anny, como você é linda dormindo.
E espero que tome tudo, você precisa. “
Me senti um pouco envergonhada, quer dizer ele me viu dormindo? Bom tanto faz peguei o frasco e bebi tudo, uau estava bêbada desde cedo.
Desci as escadas e Caio estava me esperando.
-- eu te levo para a escola.
-- está bem.
No carro.
-- queria pedir desculpas por ontem, eu bebi além da conta.
-- percebi.
-- pois é, eu falei muita besteira.
-- mais ou menos, mais em você disse que havia uns caras atrás de você ontem, é bom tomar cuidado.
-- ah fique tranquila, você volta para o almoço?
-- não. Na verdade avisa sua mãe que vou passar a tarde na casa da Lara temos deveres.
-- ok.
Ele estacionou na frente do colégio.
-- obrigada pela carona.
-- imagina. Boa aula.
-- Valeu.
Fui em direção a Lara.
-- Bom dia.
-- Bom dia, hey preciso de um favor seu.
-- o que ?
-- eu preciso sair com o Bê hoje mais minha tia fica enchendo então falei para o Caio que ia passar a tarde na sua casa, se alguém pergunta confirme.
-- ah sim, sem problemas.
Entramos na sala e aquele menino estava lá exatamente no mesmo lugar e vestido do mesmo jeito, quando eu entrei na sala ele começou a me encarar e o olhar dele estava mais frio e serio, aquilo fez eu arrepiar, apenas desviei o olhar e me sentei.
A aula toda ele me encarou sem se importar se eu estava vendo ou qualquer outra pessoa, eu torcia para ele não tentar nada aqui no colégio, as horas pareciam demorar uma eternidade e eu estava me sentindo péssima por ser vigiada assim na cara dura, e foi tão automático que coloquei a mão em meu colar que estava dentro da blusa, ele arregalou os olhos e eu tremi.
-- Professora posso ir no banheiro?
-- claro Anny.
Me levantei mais que depressa com meu celular dentro do bolso da blusa e sai, fui até o banheiro e encostei na pia, peguei meu celular e chamei o número do Bernardo.
-- oi.
-- ah oi, meu aquele menino.
No mesmo instante Erick entrou no banheiro que nem um louco.
Fiquei segurando o telefone sem reação.
-- que menino?
Eu abaixei o volume.
-- Erick? Este é o banheiro feminino.
-- não me diga.
Ele se aproximou.
-- o que você quer?
-- que você seja uma boa garota e me entregue o colar.
-- do que você está falando?
-- não me faça perder a paciência.
Comecei a lembrar dos ensinamentos de Bernardo ontem, e vi que a pia estava toda molhada, comecei a me concentrar.
-- o que você está fazendo garota?
Eu não dei ouvidos, e continuei olhando fixamente para a água e tentando conectá-la comigo e então eu o fiz cresceu uma bola de água enorme atrás dele, mais aquilo não era o suficiente a única coisa que eu poderia fazer era dar um banho nele, ele estava tão focalizado em mim que não percebeu a agua atrás dele, eu precisava de mais alguma coisa, me lembrei que Bernardo havia dito que eu tinha os quatro elementos, e eu poderia usar minha mente mais como? Então tentei me concentrar na mente dele, tentei me conectar com ela e por mais estranho que parecesse eu a via eu conseguia ver dentro da cabeça dele e desejei paralisar ele, fazendo algo doer em seguida ele colocou a mão na cabeça.
-- o que é isto? Porque está doendo, o que você está fazendo?
Pensei com mais força, e acabei desconcentrando a água que caiu toda em cima dele, ele estava encharcado e agonizando de dor.
-- agora Erick, vá embora e não volte mais.
-- faça parar, por favor.
Eu comecei a ficar com raiva de tudo o que tinha acontecido e lembrei da morte dos meus pais, e fui fazendo ficar cada vez pior a dor dele, e ele gritava e eu gostava de ver aquela cena, eu não estava em sã consciência, mais eu desejava aquilo,eu queria que ele sofresse.
-- pare, por favor.
Ele estava deitado no chão, com as mãos na cabeça.
Eu olhei para a porta e ordenei que ela fechasse e foi como um vendaval a empurrasse com força fazendo o trinco quebrar com impacto.
-- Eu quero que você me deixe em Paz, e vá embora.
-- ok, eu vou só faça parar.
Eu deveria ter feito parar, mais algo dentro de mim não deixava, minha cabeça começou a doer e meu nariz a sangrar e eu não parava e ele gritava mais e mais de dor.
Bernardo entrou correndo no banheiro.
-- Anny pare.
Eu não dei ouvidos, ele gritou.
-- PARE AGORA.
E eu desviei o olhar da mente de Erick e fiz parar, minha cabeça doía e eu me senti extremamente fraca e cai de joelhos no chão, então me sentei no chão e encostei na pia, Bernardo correu até mim.
-- como você veio parar aqui Bê?
-- quando você me ligou, eu escutei ele chegando e falando com você e depois você desligou o telefone resolvi vir até aqui, e pelo jeito fiz uma boa.
Erick estava desmaiado no chão e estava todo molhado.
-- como eu fiz isso ?
-- eu te disse, que você é muito poderosa, mais tente se controlar você pode acabar se machucando.
Eu não conseguia me levantar estava me sentindo doente.
-- tome, seu nariz esta sangrando.
Peguei o pedaço de papel que ele me ofereceu e limpei o sangue.
-- Obrigada, mais e agora o que faremos com ele?
-- ele logo acordará e é bom você não estar aqui venha vamos sair daqui.
Ele me ajudou a levantar e sair do banheiro que estava todo molhado.
-- preciso voltar para a sala.
-- não, você precisar sair daqui está fraca e provavelmente quando Erick acordar ele irá chamar reforço e você está muito fraca para lutar.
Bernardo foi comigo até a sala e falou com a professora que viu meu estado me liberou, peguei minhas coisas e sai com ele, fomos até o carro e ele dirigiu para longe.
-- porque eu fiquei tão fraca?
-- porque você não desbloqueou totalmente seus poderes, e você precisa de muito mais Amrita e ir treinando aos poucos.
-- eu não sei como eu consegui fazer aquilo, eu ia usar só a água, mais não ia adiantar muito, então lembrei que você disse que eu precisa me conectar com aquilo que eu queria usar e foi o que eu fiz era como se eu pudesse ver o cérebro dele por dentro. 
-- e você pode Anny, é o seu maior dom, você pode fazer coisas incríveis usando a mente, mais também é muito perigoso não usando de forma correta você pode se machucar.
-- achei que meu maior dom era o fogo.
-- Na verdade é porque você é filha da feiticeira do fogo por isso há fogo em você, literalmente, mais sua mente é muito poderosa e você pode entrar na mente das pessoas e fazer o que quiser.
-- interessante.
-- muito, mais mesmo assim Anny você se arriscou muito hoje, se eu não chegasse lá a tempo você teria o matado e assim se machucado muito.
-- não era minha intenção.
-- eu sei, agora tome isso suas forças precisam voltar.
Eu já estava enjoada de tomar Amrita, mais eu estava tão fraca e acabei tomando o frasco inteiro, chegamos até o campo de treinamento e eu me deitei no gramado, de alguma forma aquele lugar me dava forças mas eu ainda não estava completamente bem.
-- é bom a senhorita se recuperar, temos que treinar hoje.
-- eu sei, só mais uns instantes.
Ele sorriu, e sentou-se ao meu lado.
-- nunca imaginei que se tornaria tão linda.
Eu sorri.
-- porque diz isso?
-- eu te vi quando era uma bebê de colo, te vigiei todos esses anos, te protegendo dos perigos...
-- Bê... aquela noite do acidente com o Marcello, você estava lá?
-- sim, havia muita fumaça e você acabou desmaiando então eu a carreguei para fora da casa, eu vi Marcello saindo e depois que todos acharam que ele havia morrido eu pensei em te contar mais você não iria acreditar em um estranho.
-- tem razão... foi a pior época da minha vida.
-- eu sei, vi seu sofrimento.
Ele passou a mão em meus cabelos, aquilo me dava sono.
-- é tão bom.
Ele sorriu.
Fechei os olhos e viajei para longe dali e acabei adormecendo.
-- filha!
Olhei bem.
-- Mãe? Mãe é você? Mais como?
-- estou em seus sonhos filha.
-- ah eu dormi.
-- sim, ai filha como eu queria poder estar com você nesses momentos...
-- Mãe, por favor não tem como vocês voltarem?
-- infelizmente não, mais você está se saindo muito bem, treine bastante pois você irá enfrentar uma grande jornada daqui para frente.
-- tenho medo só de pensar, não sei se vou conseguir.
-- não tenha medo , você é muito poderosa minha querida e sim você irá.
-- como pode ter tanta certeza?
-- eu sei filha apenas acredite, preciso ir...
-- não, fique mais.
-- não posso, se cuide minha querida. Tchau.
-- não mãe volte!!
-- hey Anny, acorde.
Dei um pulo.
-- Bernardo...
-- é, quem mais seria? Você estava gritando pela sua mãe? Pesadelos?
-- na verdade um bom sonho, sabe eu posso conversar com ela nos sonhos.
-- eu sei.
-- você sabe tudo também né?
Ele sorriu.
-- quase tudo, mais só tenho uma certeza...
eu me aproximei dele.
-- é qual?
-- que eu te amo.
Meu coração acelerou, foi tipo tão lindo ouvir isso.
-- eu também te amo.
Ele me puxou e me beijou.
Passamos a tarde toda treinando, confesso que eu cansei mais cada vez mais eu conseguia controlar meus poderes, a noite ele me levou para casa.
-- onde você estava mocinha?
-- Na casa da minha amiga.
-- mais você não pode simplesmente passar o dia todo fora sem me avisar.
-- ah claro, desculpa eu vou para me quarto.
Subi as escadas e havia um bilhete em cima da minha cama...
Me encontre no jardim “
Ah que lindo, meu namorado mais me deixou em casa e já quer me encontrar.
Desci as escadas sem minha tia perceber e fui até o jardim.
-- hei Bê to aqui.
Ninguém me respondeu, vi ele de costas e me aproximei.
-- porque não me respondeu?
Ele se virou e eu levei um susto.
-- quem é você?
Eu disse dando um passo para trás. 
-- BU.
Dei mais um passo para trás, e ele sorriu.
-- enfim nos encontramos.
Me virei e corri, o mais rápido que pude em direção ao bosque e eu escutava os passos atrás de mim , meu coração estava quase saltando pela boca , ele me dava medo mais espera eu sou uma feiticeira, eu parei de correr no mesmo instante e me virei ele está de frente a mim.
-- o que você quer?
-- conversar.
-- isso não vai ser possível.
Eu sorri, pois senti meu sangue ferver me sentia mais poderosa que nunca.
-- você se parece com a sua mãe...
-- você nem imagina o quanto.
Se ele desse um passo eu o fritava vivo.
-- você não faz idéia de quem eu sou não é mesmo ?
Eu não fazia mesmo, mais ele era lindo, alto , forte , o sorriso dele era maravilhoso, o cabelo preto e os olhos verdes que nem esmeralda, por mais que tivesse a noite os olhos dele brilhava.
-- não, eu não sei, então se apresente.
-- como você cresceu irmãzinha.
-- como assim irmãzinha?
-- sou seu irmão, Vinicius.
-- não é possível, meu irmão morreu.
-- é pelo jeito você já conheceu Bernardo.
-- Bernardo é meu namorado.
-- o que? Não acredito.
-- você não pode ser meu irmão, não mesmo.
Ele colocou a mão no bolso e tirou um celular e me entregou.
-- ligue para ele.
Eu o fiz, mais fiquei prestando atenção em casa movimento dele.
-- ele disse que está vindo para cá.
-- bom.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Capitulo 14

O.k a escola após uma noite de bebedeira não é o melhor remédio, mais vou fazer o que? Alguém precisa estudar, minha cabeça doía e eu estava um pouco zonza mais lá vamos nós.
Depois de um banho e um bom café da manhã tudo fica melhor, pois foi bem isso que eu fiz, após o banho fui até a cozinha e bom lá estava minha tia com aquele sorriso que me deva enjôo.
-- bom dia querida.
-- bom dia.
-- ah bom dia familia.
Me virei, uau, é provocação não? Caio estava com uma bermuda azul e sem camisa com o cabelo todo bagunçado e caracas o que era aquela barriga dele? Focaliza e não perde a noção ele é meu primo e eu tenho namorado.
Me sentei , e ele se sentou de frente para mim.
-- dormiu bem priminha?
-- aham...e você?
-- ótimo.
-- me leva para a escola?
-- claro, é só eu por uma camisa e escovar os dentes já está pronta?
-- só falta escovar os dentes também.
***
No colégio.
-- hey me conta como está sendo morar com sua tia e seu primo?
-- nada bem
-- porque?
-- Lara, você se lembra quando eu contava daquelas histórias minhas e do Caio?
-- claro, vocês deram o primeiro beijo juntos e tudo mais.
-- é então...
-- o que? Qual é Anny vocês eram crianças.
-- eu sei, mais meu ele está muito gato.
-- mais e o Bê?
-- ai nem me lembre, eu sai ontem com o Caio e bebi, e o Bernardo me ligou e a gente acabou discutindo.
-- ah liga para ele, para vocês sair hoje e resolve tudo.
-- boa idéia.
Peguei meu telefone e liguei, chamou, chamou e ninguém atendeu.
-- ué ninguém atende, tenta ligar do seu.
Lara tentou e nada.
-- ah, vamos para a sala depois eu tento de novo.
Entrei na sala, e havia um aluno novo, um pouco quanto estranho estava todo de preto e com a cabeça abaixada eu olhei bem no colar dele que tinha as iniciais G.F eu já tinha visto isto antes não me era estranho ele levantou a cabeça e olhou em meus olhos, e os olhos dele eram vermelhos não que estavam vermelhos realmente eram vermelhos eu dei um passo para trás então ele sorriu, aquele sorriso me arrepiou dos pés a cabeça, apenas desviei o olhar e me sentei ele continuava me olhando depois ele virou o olhar e ficou sério novamente.
A aula toda, ele me olhava na hora que bateu o sinal para o intervalo eu sai mais que depressa para ligar para o Bernardo.
Atente, atende por favor. Oh não ele está vindo em minha direção, guardei o celular na mesma hora.
-- Oi.
-- oi.
-- então... eu sou aluno novo e o professor pediu para eu pegar a matéria com alguém, você poderia me emprestar?
-- ah, é que eu não tenho tudo completo sabe, andei faltando esses dias, desculpe.
-- tudo bem, a proposito meu nome é Erick.
-- Anny.
-- bom Anny, vou te deixar em paz e vou ler um pouco.
-- ah magina, nem está atrapalhando.
Ele sorriu, e foi andando até o banco se sentou e tirou um livro da bolsa, disfarçadamente tentei ler e... o nome estava em italiano, não consegui ver o que era.
Meu celular toca.
-- heey.
-- você me ligou?
-- sim , sim e... nossa oi para você também Bernardo.
-- aconteceu alguma coisa?
-- sim, eu queria perguntar se você quer sair hoje.
-- nem vai dar, tenho umas coisas para resolver, mais alguma coisa?
-- sim, entrou um aluno novo na minha sala e ...
-- o que eu tenho haver com isso ?
-- meu eu sei que você está chateado comigo mais apenas escute.
-- o.k
-- então, ele me pareceu estranho e ele usa um colar com as inciais G.F e esse colar não é estranho você sabe alguma coisa?
-- G.F? Tem certeza?
-- logico que tenho porque?
-- não pode ser... mais eles...
-- o que Bernardo me fala.
-- ele foi falar com você?
-- veio porque?
-- ele é um Fúria.
-- o que?
-- tome muito cuidado Anny, G.F de Genaro Francisquini, ele é um seguidor de Genaro.
-- não acredito um Fú...
-- não fale, não pronuncia isso perto dele.
-- o.k.
-- eu te busco na saída.
-- você não tinha que fazer coisas?
-- isso é mais importante.
Guardei o celular na bolsa e honestamente fiquei desesperada, como pode um Fúria na minha sala de aula? Viro palhaçada já, ah se eu soubesse usar bem meus poderes eu colocaria fogo nele LITERALMENTE, bom agora só preciso tomar cuidado e ficar de olho nele, espere que ele não tente nada aqui.
Na saída Bernardo estava lá, me esperando com os braços cruzados, meu telefone toca bem na hora que eu me aproximo dele.
-- Oi.
-- priminha, ta afim de almoçar comigo hoje?
-- ah, não vai dar, tenho planos com o Bernardo.
-- o namorado?
-- é.
-- ah então deixa para uma próxima.
Guardei o celular no bolso.
-- pelo jeito a noite foi boa.
-- na verdade, nem tanto...
-- olha Anny, na boa eu só tenho que te proteger só isso, então vamos sair daqui.
Ele entrou no carro e eu simplesmente gelei, entrei logo após.
-- meu, como assim você ainda meu namorado não é?
-- não sei, me diga você.
-- lógico que é.
-- presta atenção Anny, meu dever é apenas te proteger eu não escolhi me apaixonar por você , e você não é obrigada a ficar comigo por isso, eu sempre ficarei ao seu lado.
-- para, você fala isso como se fosse obrigação, não meu eu gosto de você e muito, eu sei que errei ontem e tudo mais é só que...
-- eu sei que você quer ser uma garota normal, mais se conforme Anny, você não é, e se você quer que ninguém se machuque das pessoas que você gosta inclusive seu priminho, então é bom ter cuidado.
-- eu não quero que ninguém se machuque meu...
-- pois bem, os Fúrias estão de volta e agora mais que nunca você precisa aprender a controlar seus poderes, tentei adiar isso ao máximo, mais uma hora você vai ter que voltar a Itália e enfrentar todos, e eu não poderei te salvar toda vez.
Meu corpo gelou, Bernardo estava frio comigo, e tudo isso porque eu o tratei mal no telefone? Pensei em perguntar e me desculpar mais eu não sei se era um bom momento, mais ele tinha razão eu precisava me conformar em ser diferente e me cuidar, esses caras não estão de brincadeira.
Ele me levou para um lugar afastado de tudo, tipo uma fazenda mais abandonada, aquele lugar me dava arrepios o gramado era escuro e queimado, as casas abandonadas e mal cuidadas e tinha uma imenso campo negro, o gramado do campo era seco e escuro.
Descemos do carro, e ele foi andando até o campo.
-- o que estamos fazendo aqui?
-- você precisa aprender um pouco sobre seus poderes.
-- como?
-- na prática.
-- Bom, já sabemos que você tem o dom com o fogo, então vamos começar com ele, ok?
-- tá.
-- estenda a mão e a observe.
Isso parecia idiotice, mais eu fiz.
-- agora, pense em fogo, e se concentre.
Pensei em fogo e fixei os olhos em minha mão, mais nada aconteceu.
-- Anny, pensa com força em fogo.
Me concentrei mais e pensei em fogo, e meu Deus, uma pequena chama de fogo cresceu em minhas mãos, parecia coisa de filme e eu fiquei eufórica e o fogo cresceu então estendi a outra mão e joguei uma chama para a outra mão e como em um passe de mágica minhas duas mãos pegava fogo.
-- muito bom, agora juntas as mãos e pensa em algo maior.
Eu o fiz, fechei as mãos e pensei em muito fogo e cresceu uma bola enorme de fogo em minhas mãos.
-- queime algo.
Eu não sabia o que ele queria dizer com isso, mais então lancei a bola de fogo em um arbusto seco que estava a uns metros de mim, e o fogo dominou ele o queimando.
-- você é boa, mais agora precisa apagar.
-- porque?
-- porque precisa, você precisa dominar ele, você o acendeu você o apague.
-- ok, mas como faço isso?
-- você pensou em fogo para fazê-lo aparecer, da mesma forma deseje que ele suma.
Olhei o arbusto queimado e pensei com força que o fogo sumisse e ele sumiu.
Eu estava orgulhosa de mim mesma.
-- você está indo muito bem , pelo seu primeiro dia, mais tome cuidado não faça esses testes em casa e em nenhum outro lugar.
-- pode deixar.
-- serio, os Fúrias mais antigos podem te detectar se você usar seus poderes.
-- mais e aqui? Agora eles sabem onde eu estou?
-- não, aqui é o único lugar que eles não podem entrar, é nosso território.
-- como assim?
-- tipo um refúgio entende? Os Fúrias não podem chegar até aqui.
-- ah sim, entendi.
-- mais vamos lá, você precisa aprender mais.
Eu prestei atenção em tudo o que ele me ensinava, achei importante aprender a controlar assim eu poderia me defender sozinha.
-- Anny, você tem noção que tu é muito poderosa certo?
-- sim, mais poderosa quanto?
-- você possui poderes sobre os elementos água, fogo, terra e ar, fora o que você consegue fazer com a mente.
-- me explica isso direito.
-- sim sim, aos poucos você vai entender, eu vou te dar uns livros e eu passo a noite na sua casa, escondido é claro para te ensinar mais pode ser?
-- claro, mais em, quero praticar mais, já acendi e apaguei o fogo e agora? Quero fazer isso com a água e o ar e a terra.
-- calma, tipo o fogo vem de você dentro de você por isso fica mais fácil lidar com ele pois sua mãe Diana era uma feiticeira do fogo, então isso está com você, por isso a habilidade de fazer aparecer e sumir... mais já com os outros três elementos é um pouco diferente você precisa de uma fonte.
-- como assim fonte? Não é só pensar em água que ela aparece?
-- tecnicamente sim, mais você precisa de água por perto.
-- tipo um rio ?
--- não tanto, apenas algumas gotas de água é o suficiente, quer tentar?
-- claro.
Bernardo ligo uma mangueira de água e fez uma poça na grama.
-- agora você se concentre na água , apenas nela e ache o ponto na sua mente que faça você se conectar a poça.
Parecia fácil, mais não era, essa coisa de achar o ponto me deixava zonza, mais eu o fiz pensei só em água mais não estava funcionando.
-- eu estou concentrada mais não funciona.
-- eu sei, é um pouco complicado, Anny tipo tente ver além da água...
-- tipo as particulas?
-- isso, mais ou menos isso, tente conectar sua mente com a água.
E foi exatamente o que eu fiz, parecia loucura mais é como se eu comandasse as gotas de água daquela poça, e aos poucos elas foram subindo como se a água voasse mais melhor eu as controlava e eu fiz crescer até virar uma grande bola de água no ar.
-- consegui!! que máximo.
È no mesmo momento eu levei um banho de água, Bernardo caiu na risada.
-- hey o que houve?
-- bom, você conseguiu mais se desconcentrou.
-- uau, isso é realmente difícil.
-- eu sei, está cansada?
-- um pouco.
-- é isso vai te cansar no começo, mais depois fica melhor, está com fome?
-- sim.
-- ok, vamos comer alguma coisa , ah e a propósito você tem que começar a beber Amrita para te deixar mais forte.
-- Amrita ? O que é isso?
-- Uma bebida.
-- já entendi que é uma bebida, mais que bebida?
-- Amrita, conhecida como o exilir da imortalidade.
-- me conte sobre isso...
-- há muitos mais muitos anos atrás um cara chamado Shiva criou essa bebida, e foi passada de geração a geração essa bebida para os mortais é um pouco perigosa pode trazer alguns probleminhas na saúde, mais para os imortais é muito importante para manter sua força, mais nem todos tem acesso a essa bebida é outra coisa que está no livro de sua mãe Anny.
-- mais se é passada de geração em geração como você tem acesso a essa bebida?
-- Shiva era o bisavô de Diana sua mãe, no caso seu tataravô, ele ensinou tudo isso a sua bisavó no caso avó de sua mãe, mais como sua avó mãe de Diana não queria se envolver nessa coisa de família ela ensinou Diana que era muito interessada sobre os feitiços da família que aprendeu tudo direitinho, e por isso se tornou tão poderosa pois ela bebia diariamente essa bebida, e quando conheceu seu pai ela o servia de Amrita também e também ao seu irmão Vinicius que aprendeu a prepará-la e ela me ensinou também, nós dois aprendemos juntos.
-- você e meu irmão era muito amigos não é?
-- como irmãos, seus pais me consideravam da família.
-- e o Gustavo? Ele também era próximo assim do eu irmão ?
-- Não, Gustavo conheceu bem pouco dos Nosferat ele vivia em Londres depois que descobriu as vantagens de ser imortal viajou o mundo todo, e quando ele voltou a guerra toda já tinha acabado e eu já estava vindo para o Brasil.
-- ah sim, entendi.
-- Bom, mais então vamos comer e arrumar um pouco de Amrita para ti.
-- sim, mais antes ...
fiquei vermelha.
-- o que?
-- não nos beijamos o dia todo...
ele sorriu, e me puxou para mais perto colocou a mão em minha nuca e me beijou.

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Capitulo 13

Se sua vida anda parada demais, tipo uma vida normal a escuridão apenas não vá para a luz, nunca, porque você pode encontrar o cara dos seus sonhos e descobrir que sua vida foi uma mentira e ainda por cima terá que enfrentar pessoas má para assumir um trono que você nem faz questão de tê-lo, é assim que eu me sinto não é que eu me arrependa de encontrar Bernardo pelo ao contrário ele é meu porto-seguro, meu namorado e eu acho que eu o amo, mais não sei como dizer isso a ele tudo bem três palavras oito letras não é tão complicado eu sei que não é, mais quando estou perto dele eu sinto vontade de chamá-lo de meu amor, mais algo me trava eu apenas não consigo talvez seja porque definitivamente não somos um casal normal, como poderíamos? Somos feiticeiros, eu já tentei matá-lo , e ele é tipo muito mais muito mais velho que eu, mas eu só queria ter um momento normal com ele sem falar de trono, poderes, Fúrias,nem nada disso, apenas um casal normal.
Desci as escadas e lá estava ele sentado na mesa junto com os outros, sorrindo e aquele sorriso me lembrava de quando eu o conheci, e eu vendo senti saudades de quando não tínhamos preocupações.
-- Bom dia Anny, dormiu bem?
-- sim.
-- senta aqui comigo.
Me sentei ao seu lado, e o olhei, ele olhou também.
-- o que?
-- nada, eu só acho que eu queria sair hoje.
-- festa?
-- não, tipo só nós dois.
-- acho uma ótima idéia, onde quer ir?
-- me surpreenda.
Ele se levanto e me levantou da cadeira me puxando para bem perto dele me abraço e falou no meu ouvido.
-- como quiser.
Eu sorri, e ele me beijou.
Eu senti novamente o calor, e vi que ele ainda me deixava balançada.
Meu telefone tocou.
-- oi.
-- Anny querida.
-- quem é?
-- sua tia Valéria, acho que estou um pouco atrasada é que seu primo ia ter que terminar o colégio para se muda comigo, mais eu cheguei aqui em gramado e onde você está?
Droga, eu havia me esquecido desse detalhe minha tia, e agora?
-- eu estou na casa do meu namorado.
-- namorado? Não isso não pode, você tem que voltar para cá eu e seu primo estamos esperando.
-- mas tia, não sei se precisa, você pode voltar.
-- nunca, querida venha para cá agora.
Ela desligou o telefone na minha cara, e eu não estou acreditando nisso, ela e meu primo irritante estão na minha casa eu odiava ele, além de hiperativo e atentado era mal educado, e minha noite com o Bernardo foi por água a baixo, eu odiava isso.
-- que cara é essa ?
-- havia me esquecido, eu tenho uma tutora até eu completar dezoito anos, e eu só tenho dezesseis , completo dezessete daqui três meses ainda e agora?
-- sua tia , aquela da carta?
-- é, ah eu não estou acreditando e ela me mandou ir para lá agora.
-- fique calma, eu vou te ver todos os dias.
-- duvido que ela permita, eu não quero ir embora.
-- te visito todas as noites minha linda.
Eu sorri, ele me deixava melhor com tanta confiança, então eu subi e arrumei minhas coisas e depois ele me levou até lá.
-- pelo jeito nossa noite romântica vai ter que esperar.
-- pois é, sinto muito.
-- imagina, eu te vejo hoje a noite?
-- é melhor amanhã, vem e me pega para levar á escola?
-- claro.
Eu ia saindo do carro, mais ele me puxou e me beijo, aquele beijo. Sai do carro até meio zonza peguei minha mochila e entrei.
-- Já estava preocupada, porque demorou?
O.k ela não mudou nada, continua com os cabelos compridos e negros amarrado para trás, de vestido até debaixo dos joelhos, com aqueles sapatos horrorosos, ela estava com aparência bem mais velha, tudo bem que faz seis anos que eu não a vejo, mais ela parecia bem mais velha.
-- desculpa, eu estava arrumando minhas coisas.
-- tudo bem querida, venha cá e me de um abraço.
Eu coloquei minha mochila no chão e a abracei, tentei parecer simpática mais a verdade era que eu não gostava daquela situação.
-- leve suas coisas lá para cima que eu fiz bolinhos de chocolates exatamente como você gostava quando era criança.
-- Mãe esqueça isso de crianças, a Anny já está bem grandinha.
Me virei e meu Deus não podia ser o mesmo, eu fiquei paralisada olhei de baixo para cima, tênis de marca, calça jeans mais justa, camisa pôlo azul marinho e nossa, que boca, que corpo, que olhos verdes lindos, e os cabelo negros, ele sorriu.
-- como vai priminha.
-- Caio? Caramba como você está...
-- diferente? É eu sei.
-- pois é.
Me senti um pouco sem graça por babar tanto.
-- você também esta diferente, mais em de quem era aquela BMW preta que te deixou?
-- ah meu namorado.
Ele sorriu, entro e fechou a porta, minha tia nessas horas já estava na cozinha eu peguei minha mochila super pesada e fui em direção a escada, ele correu até mim.
-- espera, eu te ajudo.
-- obrigada.
Disse entregando a mochila a ele, subimos a escada e fomos até meu quarto.
-- hei Anny, sinto muito pelo seus pais.
-- ah obrigada.
Ele sorriu simpático.
-- e então o que tem de bom nessa cidade?
-- festas!
-- gatas?
-- ah qual é Caio, toma vergonha na cara você não era assim.
-- você também não era gostosa assim.
Ele saiu, e eu simplesmente fiquei parada sem saber o que dizer, tipo meu primo gato acabou de me chamar de gostosa? o.k focaliza Anny você tem namorado e você ama ele, mais que meu primo é gato ah isso é.
Desci, e minha tia estava com uma bandeja cheia de bolinhos de chocolates e cheirava muito bom, sentamos na mesa e Caio se sentou ao meu lado.
-- então, como você está?
-- bem.
Fui e peguei um bolinho estava o levando a boca...
-- quero dizer, depois da morte do seus pais...
-- ah sim, bom foi meio difícil mais eu tive o apoio dos meus amigos.
-- que bom, fiquei preocupada com você, quer dizer ficar sozinha aqui não é.
-- mais eu não estava sozinha, estava na casa do meu namorado.
-- mais mocinhas decentes não moram com o namorado.
Comi o bolinho, e fiquei calada não estava afim de discutir por isso.
-- vai fazer o que hoje?
-- nada.
-- vi uns cartazes que vai ter uma festa hoje, que tal me apresenta a cidade priminha?
-- pode ser.
Nos levantamos mais que depressa antes que minha tia fale alguma coisa.
-- hei meninos!!
Nos viramos.
-- cuidado, e muito juízo e...
-- claro mãe, fica tranquila.
Entrei no quarto tirei a blusa para ir tomar banho.
-- hei prima.
-- aaa, aprende a bater na porta?
-- aprende a fechar ela?
-- ok. O que você quer?
-- só te encher.
Ele piscou e saiu, e eu estava lá sem blusa, qual é a desse menino? Bom tanto faz eu preciso me arrumar logo, tomei banho e me arrumei, mais eu estava esquecendo de algo... meu Deus o Bernardo, precisava ligar para ele mas onde estava meu celular.
  • -- hei prima, vamos logo.
Droga, eu não achava meu celular mais eu precisava ligar para o Bê, bom eu podia ligar para ele de lá é pode ser..
***
A festa estava lotada havia bebidas muitas bebidas e muita gente dançando eu e Caio nos sentamos em uma mesa perto da piscina, ele pediu uma garrafa de cerveja.
-- então, porque você veio morar aqui?
-- como assim?
Ele tomou um grande gole.
-- quer dizer, você é maior de idade não precisava vir com sua mãe para cá.
Ele riu.
-- tem razão, na verdade fui meio forçado.
-- como assim forçado?
Ele tomou outro gole e outro.
-- quer?
Eu aceitei e enchi um copo de cerveja.
-- ah prima tipo assim, eu já estava um pouco queimando naquela cidade então eu vim para cá para começar de novo sabe.
-- queimando como?
Tomei quase metade to copo em um gole só.
-- brigas, desacertos e essas coisas.
Eu só sorri, ele se levantou e me deu a mão.
-- vem dançar.
-- mais é que...
-- mais nada.
Ele me puxou para a pista de dança e começamos a dançar o bom era que a musica era agitada e eu comecei a beber e ele também, bebemos além da conta quando já estávamos bêbados me sentei no banco que tinha lá, meu telefone tocou mais ... nossa ele estava no bolso do meu casaco o tempo todo, atendi.
-- oi.
-- onde você está?
-- Bernardo?
-- é Anny.
Eu cai na risada, poxa eu estava bêbada.
-- e-eu estou em uma festa.
-- com quem?
-- meu primo.
Ele ficou mudo por uns instantes.
-- você parece bêbada.
-- impressão sua... ou não.
Cai na risada.
-- você quer que eu vá te buscar?
-- ah magina eu vou ficar bem.
-- Anny amanhã você tem que ir a escola.
-- qual é Bernardo? Eu sei muito bem disso, fique tranquilo ok?
-- tomara que você saiba o que está fazendo.
-- porque isso ?
-- porque você sabe que tem Fúrias atrás de ti e com você bêbada vai ficar mais fácil...
-- tá vendo, por isso que eu bebi e estou me divertindo com o Caio porque não tem nada de Fúrias e nem nada, eu só quero ser normal.
-- mais você não é normal, encare a verdade como um adulta.
-- porque não me deixa em paz essa noite?
-- você que sabe, e a propósito peça para teu priminho te levar a escola amanhã.
-- se eu for a escola eu peço.
Ele desligou o telefone na minha cara, e eu não conseguia nem digitar os números para ligar de volta e chingar ele.
-- o que houve?
-- meu namorado me ligo e eu nem consigo ligar de volta.
Ele parou e começou a rir e eu também, eu sabia que estava errada mais naquele momento eu sentia necessidade de fazer isso, ser apenas... normal.
Nós voltamos para casa, eu estava mais bêbada que ele FATO, chegamos de fininho para minha tia não acordar fomos até meu quarto ele sento da minha cama e eu deitei.
-- tu curte mesmo teu namorado não é?
-- sim.
Ele se aproximou.
-- lembra de quando nós eramos crianças?
-- sim o que tem?
-- sinto falta daquele tempo...
-- ah eu também Caio.
-- digo, eu e você.
Eu sorri e ele continuou.
-- pensar que nós perdemos o BV juntos...
-- é, bom está tarde e amanhã eu tenho escola e você vai me levar.
-- sim senhora. Boa noite.
-- Boa noite.
Eu fechei a porta, e deitei na cama, e agora? Não essas lembranças não, eu sei que quando a gente era criança juramos amor eterno e tudo mais, só o que? Eu tinha dez anos e ele treze agora o que? Ele vai ficar lembrando, eu ainda guardo o anel que ele me deu, mais eu estou com o Bernardo e eu o amo, mais o Caio ainda meche comigo.